29 de out de 2018

Amanhã vai ser outro dia

Com resiliência e resistência trago meu bom dia
A todos que votaram pela democracia, lhes asseguro: -  amanhã  vai ser outro dia.

Temo muito mais aos  milhões que não  foram votar, aos que no oportunismo pagaram para vê e depois escolher, do que aos que anularam seus votos  por diferentes convicções. Temo aos que  se quer foram dizer não,   ainda que resulte no mesmo.

Meu profundos pesar aos que deliberandamente faltaram. Que o espelho diario  lhes mostre a sua verdadeira face.

Que a Paz do Criador nos ilume e fortaleça nestes próximos anos.

Eu lutarei com amor no coração

27 de out de 2018

Orgulho

Hoje o núcleo  duro, o miolo da minha família  está unida na luta pela manutenção  da democracia. Eu, minhas  filhas e genro somos resistência.

Estamos na véspera  de uma eleição, onde de um lado temos o retrocesso político, a volta da ditadura, a liberdade de portar armas, o ódio , a homofobia e o racismo  e do outro a possibilidade de poder lutar, protestar e reconstruir.

Um militar belicoso e preconceituoso, com ar de insano  e filhos truculento e do outro um professor, pai, tolerante e militante.

Por exclusão  a eleição  tá  dada e ganha. Quem dera fosse assim, o que vem dominando é  o ódio. Um ódio  obtuso e que põe  risco a liberdade.

Estamos lutando por cada voto. É  preciso apontar o risco, abrir os olhos , explicar e justiça e. Hoje a minha filha Cissa, professora d que dende uma educação  pública e de qualidade, viajou e está  dando plantão  na rodoviária  da capital ao lado de cartaz que diz: - Tá indeciso ou quer anular o Voto? Topa bater um papo?

Ela não  está só.  Está  entre amigas. Todas voluntárias.  Não  passarão  a tarde no cinema ou no salão porque estarão lutando pelo Brasil.

Sinto muito orgulho da minha família porque sei que somos resistência e temos resiliência  para suportar a adversidade que vier.

#haddad13 #ditaduranuncamais

26 de out de 2018

Domingo, porte um livro

Boa tarde,
aos que amo, acompanho, tenho laços de carinho ou, eventualmente, compartilho mimos e opiniões.

Creio que já está claro a todos a minha posição nestas eleições. Aliás, com orgulho, postei lembranças do facebook de 4 anos atrás que apontam que venho mantendo a minha coerência.

Não sem dor, constato a dor das minas filhas e a surpresa com seus queridos amigos, parentes e colegas que insistem em arriscar a democracia e trazer de volta o terror da ditadura.

Eu, macaca velha, já vivi estes momentos e lhes digo: é preciso firmeza para passar por eles. Se nos dilacerarmos no processo, morreremos duas vezes - uma pela falta de liberdade que pode ser imposta e nos privar de respirar e a outra da tristeza e decepção.
Digo-lhes, não se entreguem, resistam, persistam vamos virar e, se mesmo assim perdermos, que mantenhamos a fibra porque no mínimo será um pais dividido. Não há a ampla margem tão esperada e divulgada pelos coisos.

Em nos reside a resistência, em nos reside a resiliência, a esperança e a capacidade de se reinventar. Temos história, tragetória, moral e força para continuar.
No domingo, tomarei meu banho de cheiro, vestida de branco, fita vermelha marcada, livro em punho, caminharei a passos largos até a urna e exercerei o meu direito e dever de não deixar a ditadura prevalecer.

E quem sabe, se a sorte nos abandonar e, se for do karma padecer, transformaremos em dharma, em aprendizado e na segunda estaremos refazendo cada passo rumo a um futuro digno.
Nada lhe é dado que não possa suportar. Somos grandes, somos fortes, somos luta.

No domingo, porte um livro - nossa arma será a educação.
#haddad13 #hadademanu #ditaduranuncamais


23 de out de 2018

Digo porque vivi.

Prezados,
Eu nasci em 1959, cresci na sombra da ditadura, tive familar perseguido e lembro bem do medo de tds. Para mim, não se trata de estudar história e sim de reviver um passado. Trata-se de ver filhos, primos, irmãos e mães convivendo com o despero do sumiço das pessoas. Bocas amordaçadas pelo terror.
Trata-se de não poder publicar aqui ou qualquer rede social, o que acha ou mesmo ter o direito de votar branco ou nulo. O que nos ameaça é não mais votar.
Estudantes voltando a correr de cachorros, unhas arrancadas, mulheres humilhadas e violentadas é o que o horizonte nos aponta.

Salários de fome e lágrimas engolidas a seco.
Votos de que o Pai não permita que tudo isto volte, mas faça a sua parte.
#elenão #elenunca
#Haddad13

8 de out de 2018

Ontem chorei, mas não desisti

Ontem compareci a minha zona eleitoral e na mesma seção onde, desde instaurada a democracia, votei pela primeira vez para presidente. Antes de ir, cumpri um ritual semelhante ao que faço no dia 31 de dezembro, na virada do ano, pois na virada entramos no dia da Fraternidade Universal e no meu aniversário como Nouredini.
Tomei um belo e bom banho de cheiro, vesti branco, acendi uma velinha e vibrei pela paz e discernimento. Assim, de branco, mas com uma vita vermelha em laço, também marquei minha luta pela contra o retrocesso e a volta a ditadura militar, os velhos anos de chumbo no nosso Brasil.

Cheguei ao local como de costume cedo, e logo a primeira surpresa: -  As pessoas iam a pé votar, agora filas de mais de Km de carros. De pronto pensei , envelhecemos e os carros devem ser por isto. Qual nada! deles desciam jovens de direita com seus filhos fantasiados de coxinhas, todos mais fantasiados que em dias de copa do mundo.

Estas seções sempre foram tradicionalmente de esquerda, de luta pela democracia e passeava entre comunistas de diferentes alas, petistas, avançou pelos ambientalistas e inovadores e agora, pasmem!!! Foi tomada pela direita radical, pela bancada que defende a tortura, os homofóbicos, os xenofóbicos, a bancada das armas e dos ruralistas que expulsam os pequenos produtores e defendem os agrotóxicos em massa.

Aquelas mesmas crianças que levamos pelas mãos cantando hinos de esperança, como levei minhas filhas, se tornaram abjetos coxinhas. Esqueceram do que ouviram, relegaram suas bases.
O que passa pelas suas cabeças? o que lhes vai na alma? ou pior, o que lhes ocorrerá, muitos sustentados pelas parcas aposentadorias dos pais que construiram essa luta?
Confesso que chorei copiosamente. Onde erramos?

Para acalentar meu coração, constato que as minhas duas filhas enfrentaram aeroportos cheios e vieram só votar e voltaram a afazeres. Agnes veio de Porto Alegre, chegou para votar e voltar para São Paulo a trabalho e Cissa fez o mesmo em diferente cidade. Me orgulhei por não te-las perdido.

Também ví com alegria, que todos os meus irmãos, os filhos de Sr. Vavá e D. Neyde foram votar, doentes ou não, cada um com sua opção, mas exercendo seu direito e sua cidadania porque, por enquanto, ainda somos uma democracia. Nenhum votou no "coiso".

Chorei por amigos que preferiram o sol, a cama, a cerveja ou qualquer outra coisa, a exercer sua obrigação e direito de votar. Onde moro, vi moradores que receberam subsídios do Minha Casa Minha Vida, que pagam até um terço do valor da prestação real, estenderam bandeiras de direita em suas casas, cuspindo no prato que comeram. Vi também os que receberam crédito educativo, os que recebem incentivos - creio que as igrejas evangélicas colocaram algum tipo de vírus na água e outros ficaram cegos ou doidos.

Vi fraternos seguidores de Gandhi defeenderem a tortura e o armamento e por isto, também chorei. Meus irmãos fraternos negaram seus ensinamentos da ahinsa.

Por fim, fui até a última apuração para constatar o quanto teremos que lutar muito neste segundo turno, mas também para me orgulhar do meu nordeste, que em peso disse #elenão #aquinão.
Viva a Bahia, Viva o nordeste




12 de ago de 2018

Passando um café pra meu pai

Revisito estas palavras de meu irmão, na certeza que nosso pai zela por nós.

"Na primeira vez que fui a Angola, quando olhei o sol vermelho de Luanda se pondo atrás do Atlântico, me vi do outro lado do oceano e pensei: eu, filho de meu pai, Waldemar Rolemberg Oliveira, aqui do outro lado do mar! Quem iria imaginar! E tudo que conseguia pensar era em como ele estaria feliz por mim. Dias depois, novamente na beira do mar, pedi um instante ao grupo que me conduzia e fui aos pés de um imbondeiro -arvore q simboliza a ancestralidade, árvore "ao contrário", que parece ter nascido de ponta cabeça e, justamente por isso, é tida como caminho de ligação entre céus e terra em tantas matrizes - foi onde toquei a terra vermelha pedindo a benção a nosso pai. Era novamente por do sol, lá chamado de "hora mágica", pois é no "lusco fusco" que as fronteiras entre mundo material e espiritual se diluem, e assim me senti, tocando nas portas do céu, de ponta cabeça, tocando a planta dos pés de nosso pai. Me senti imerso na grandeza de nosso pai, abraçado e abençoado pelo universo."

A todos os pais que com amor escolheram ou acataram a oportunidade de ser responsável por outro ser humano, que sorriem, choram, sofrem, se decepcionam e se alegram com estes filhos, desejo o melhor: coragem, persistência e oportunidades
Aos filhos que são pais de pais e irmãos, aos amigos presentes e compreensivos - pais de plantão, as mães que assumiram este papel, aos dindos que já descobriram o sentido de serem padrinhos-segundos pais. Enfim, a todos que tem no coração está surpreendente forma de amar, de desejo força, perseveranca e alegrias.
Que o Pai maior nas suas variadas formas de credo, os acolha sempre.
Com respeito,  abraço a todos em nome do meu pai, do meu irmão Walney, do pai das minhas filhas e do meu querido amigo Zito.
Heide - Nouredini