28 de jun de 2017

Para sempre na S. José

Neste final de semana, as cinzas de Zé foram incorporadas ao solo das 4 fazendas reunidas S. José. Lá irão fertilizar e ajudar a crescer um cacau de qualidade, produzido de forma justa e ambientalmente correta por seus parceiros. Uma homenagem, bela e oportuna, prestada por Lucia Helena e o filho Daniel Moreira.

Zé acreditava que terminavamos nestas cinzas mas, mesmo nesta perspectiva, ele renascerá em flores e frutos de cacau, bananas, jacas, côcos e cajás. Também nas muitas flores de Ipês rosa, branco, amarelo e roxo, que tanto admirava.

Continuará misturado e vivo nas fazendas que serão das suas netas. Presente no bico dos pássaros que transportam pequenos galhos aos ninhos, na relva do pasto do gado, nos frutos dourados do cacau maduro, nas bananeiras avó, filha e neta que seguirão a nascer.

Sempre será possível vislumbrar sua silueta por entre a neblina do amanhecer indo rumo ao curral carregar o leite ou ouvir ao longe o tilintar da velha máquina de escrever fazendo a contabilidade, as 4h da manhã.

O cheiro misturado da chuva, barro, torra do cacau e lavagem do curral das suas botas na entrada da porta serão sempre inconfundíveis e as pitangas vermelhas brotarão doce lhe anunciando a cada ano.

Que seja sempre lá o seu canto, recanto e descanso.

R.I.P  Carlos, nosso Zé




27 de jun de 2017

Quando bate o desânimo

Sinto falta de um tempo onde um banho frio  e um café forte me animavam e estava pronta pra luta. Hoje, nem uma baita injeção de vitamina B pela manhã me trouxe pique ou ânimo. Chamo a este tempo de desencanto.

Sinto uma tamanha tristeza com meu Brasil, com falência das instituições de todos os Poderes, o desfarsatez virou normal ou pior normose. O Supremo é uma instituição falída e manipulável.

No meu cadinho, o trabalho não tem me animado. O povo continua na pobreza e nós afundados em burocracia para atende-los. Nunca foi tão urgente me aposentar. Quisera poder ser amanhã. Menos dinheiro, muito menos, mas menos desgosto.

Estou preste a saltar do trem ou abandonar o barco. Covardia? sim, mas sobretudo cansaço. Vivi dois impeachement de presidente , um justo e um injusto e agora, o primeiro presidente denunciado por roubo, corrupção e safadeza em pleno mandato.

Vejo um senando arquivar um processo contra um Senador, que além de flagrado recebendo malas de dinheiro, tem inqueritos relativos a drogas - um helicoptero cheio de coca em seu quintal.

Um médico que estuprou quase 30 pacientes, foragido, pego em outro país após longa cassada, condenado a 181 anos de prisão, ganhar o direito a prisão domicilar porque está com uma leve bronquite.

Acho que que hoje fui vencida pelo cansaço e pelo desânimo, que um dia nos pega pelo pé. Tamara Deus seja passageiro e tudo volte ao normal.

Que o Pai me valha,

Nouredini




11 de jun de 2017

Carlos, nosso Zé

Hoje deitaremos a terra as cinzas daquele que foi e será lembrado como um homem de bem.
Zé se foi e deixa conosco um legado de honestidade, fraternidade e rigor. 

Carlos Henrique Souza Moreira era um cirurgão cardio-toráxico, que optou em exercer a medicina pública. Médico e professor universitário, sempre atendeu a todos com igualdade nos postos da previdencia social e no hospital universitário. Dedicou a vida a medicina e a politica médica  nos conselhos federal e estadual de medicina. 

Casou-se com Lucia Helena com quem teve 2 filhos e 3 netas, separou-se, mas foi ao lado dela que teve seu último momento. Enfrentou com determinação a perda da fala e outras consequências de muitos tumores, em quase 2 décadas de luta.

Lucinha recebeu Carlos e assumiu a sua luta desde a primeira internação e deixou para trás as magoas. Casaram-se de novo.

Eu o conheci na Fazenda São José para fazer um projeto de pisicultura e Carlos passou a fazer parte da minha vida e das minhas filhas. Já dista muito o tempo em que nos envolvemos e, quando adoeceu, já separados, me juntei a Lucinha em cuidados.

Nos tornamos amigos e cumplices. Aliás, aproveitamos o que de melhor tinhamos - a amizade. Eu e as filhas chamavamos Carlos de Zé. Ele esteve presente de doenças a festejos. Todas formaturas e casamento. Ele e Lucinha.

Zé era comunista de carteirinha e acretitava no tratamento correto e justo para com  as pessoas. Hoje, nenhum empregado da fazenda tem salários ou obrigações atrasadas. Era rigoroso e por vezes, rispido, mas amava a natureza e as flores. Na fazenda tem 3 pés de acácias amarelas, as quais deu os nossos nomes Heide, Agnes e Cissa. Era capaz de ser terno e doce em gestos.

Era ateu, mas suas atitudes eram mais crísticas do que muitos que professam religiões. Tinha defeitos, mas as virtudes os suplantavam.

Para ele acabou aqui, mas para mim nos veremos a frente 

RIP Zé, receba nosso amor.

3 de jun de 2017

58 e tudo calmo.

Hoje é meu niver. Nos meus 58 anos me sinto feliz e dentre outras pequenas/grandes coisas porque os pés de jasmim que nossos pais admiravam quando andavamos  para a igreja e, que plantei para eles, floriram. Um presente inestimavel que vem da minha  infância. As rosas-menina que pelejam com o terreno, me deram duas belas rosas e ainda respingadas de chuva.
 
Tenho irmãos (de sangue e de vida) vivos e tias generosas com minhas filhas.
Tenho filhas e genro das quais me orgulho em ver respeitadas e amadas em seus circulos de amigos e colegas. Profissionalmente, já passaram do ponto que cheguei.

Tive, tenho e terei a FBU comigo e nascida Heide num 3 de junho, revivi Nouredini.

Fiz bons amigos de perto e ao.longe e em especial, um com tive filhas e, apesar dos 34 de separados, ja mandou uma msg hj.

Cheguei aos 58. Não me arrependo de nada, mas ja não tenho grandes arroubos. É tempo de colher e agradecer.

Hoje, algumas flores abertas na cerca foram meu presente e me deixaram muito feliz. Acho que estou chegando onde quis e tenho flores na cerca que denunciam.

Obrigada a todos que com carinho ou desafetos me ajudaram a chegar até aqui.

1 de jun de 2017

Na virada dos 58!

"Anõs

El tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
El amor no nos reflejo como ayer
En cada conversacion
Cada beso, cada abrazo
Se impone siempre um pedazo de razón

Passam os anos
E como muda o que eu sinto
O que ontem era amor
Vai se tornando outro sentimento
Porque anos atrás
Tomar tua mão, roubar-te um beijo
Sem forçar o momento
Fazia parte de uma verdade ...

El tiempo pasa ...

Vamos viviendo
Viendo las horas que van passando
Las viejas discussiones
Se van perdiendo entre las razones ...
A todo dices que si
A nada digo que no
Para poder construir
Essa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones

El tiempo pasa ...

Vamos vivendo
Vendo as horas que vão passando
As velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
A tudo dizes que sim
A nada digo que não
Para poder construir ...
Esa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones

O tempo passa ...El tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
El amor no nos reflejo como ayer
En cada conversacion
Cada beso, cada abrazo
Se impone siempre um pedazo de razón

Passam os anos
E como muda o que eu sinto
O que ontem era amor
Vai se tornando outro sentimento
Porque anos atrás
Tomar tua mão, roubar-te um beijo
Sem forçar o momento
Fazia parte de uma verdade ...

El tiempo pasa ...

Vamos viviendo
Viendo las horas que van passando
Las viejas discussiones
Se van perdiendo entre las razones ...
A todo dices que si
A nada digo que no
Para poder construir
Essa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones

El tiempo pasa ...

Vamos vivendo
Vendo as horas que vão passando
As velhas discussões
Vão se perdendo entre as razões
A tudo dizes que sim
A nada digo que não
Para poder construir ...
Esa tremenda harmonia
Que pone viejo los corazones"

O tempo passa ...

...e como vem passando depressa. Cá estou beirando os 58 anos. Sem arrependimentos, com perdas e ganhos como é feita a vida de verdade.

Sou grata ao Pai pela minha familia, amigos  e amados, pois com eles teci os fios dos meus dias,  emendei caminhos, fiz nós ou até desfiz laços. Entretanto, nada é perdido e tudo soma em experiências e conhecimento - tantos aprendizados!

Cá estou a viver os 2 últimos dias dos meus 57 anos e pronta para o que der e vier.

Shanti

Em tempo, hoje seria aniversário do meu querido amigo Zito Azevedo e para ele vai o café, o bolinho e todas as minhas preces.
Saudades amigo.

25 de mai de 2017

Ana Amada, um minuto da sua atenção

Querida,

Lhe tenho um profundo carinho e apreço. Você é uma irmã querida, uma menina que tive no colo por alguns momentos e partilhei um pouco do que no Mahananda recebi.

Sou antes de tudo grata aquela casa, onde encontrei sanidade, conhecimento e força. Através de Nikaya, suas orientações e práticas, conheci a verdade do Mestre muito antes de físicamente a conhecer. Ele é um marco e um exemplo dos ensinamentos da FBU.

Deixei o Mahananda, o que não significa que deixei a Fraternidade. Continuo praticando os ensinamentos até onde os recebi e não tenho buscado em outros lugares porque sei que os ensinamentos do Mestres são verdadeiros e se voltar a estuda-los até o fim desta vida, ainda terei muito o que aprender.

Como humana e falha, sofro da distancia e da saudade. Me entristeço com irmãos que evitam a fala, o olhar e as mensagens. Ainda que entenda, acho contraditório aos ensinamentos da FBU.

Estou triste que eu tenha sido desagradável, justo com você,  na resposta áspera e lhe peço perdão. Estou publicamente revendo minha posição e pedidndo aos Mestres que me orientem e amparem para que o meu ego não seja maior que a minha verdade.

Continuo a mesma irmã querida e disponível e lhe incentivo a continuar na busca da Ciência Divina no único lugar que conheço e recomendo - o Mahananda. As minhas escolhas são minhas, assim como as consequências.

Lhe abraço com carinho e respeito, Shanti



20 de mai de 2017

O olhar de Adilson, um presente!

 Café, bolinho, beijos e toda minha gratidão ao artista  Adilson Fagundes  que realizou o meu sonho de ter a foto das gordinhas de Ondina.
Este olhar impar de imensa generosidade consegue tornar ainda mais belo tudo onde pousa.
Sempre acreditei que fotgrafia é sobretudo, olhar e no mais, técnica. Contudo, sei que técnica não é fácil e exige conhecimento e dedicação.
O olhar é nato, brota da alma e eterniza tudo em belo : - do simples ao complexo, do cotidiano dificil do rosto suado do trabalhador ao sorriso da criança, que inocente brica na lama suja. Ainda que, por vezes, expresse a dura realidade,  é belo por ser verdade, por ser real e ser instantaneo. 
Com as fotos de Adilson, os matizes religiosos se misturam na beleza da expressão da fé. As arcadas desmoronando do velho centro histórico deixam escapar vida pelas entranhas.
O olhar do fotógrafo transborda a sua alma, que transcende e imortaliza o momento.
Este é o olhar deste amigo. Alma simples e generosa, que realizou este meu desejo.
Quiserá poder ver a sua arte no lugar merecido das galerias e num livro, que saltitante de alegria entraria (ou entrarei) na fila dos autógrafos.
Obrigada amigo, muito obrigada.
#citeofotografo Adilson Fagundes.