24 de jun de 2014

No rabo do foguete!

Este ano tive um S. João diferente e a julgar pela quietude, mas parece S. Pedro.
Digno de uma viúva recatada passei os festejos em cuidados de casa, da família e não pus os pés portão fora. Dividida entre sala, quarto e cozinha ou mesmo afundada em cobertas.

As meninas também fizeram diferente e este ano passaram em casa. Agnes veio para cá desde ontem. O costume é que viagem ou se vão para casa do pai, onde não falta folia, comidas da época e bebida.
As duas ficaram entre trabalhos e provas dos alunos por corrigir, notas para lançar e avechadas com a dissertação de mestrado,  desta vez de Agnes, por entregar até o final do mês.
Agnes ajudou Cissa e agora é hora de retribuir!
Dos jogos da Copa só pararam para assistir ao Brasil e num barzinho aqui perto junto com amigos. Mal terminou e já estavam de volta a correria.

Eu?! Eu só posso apoiar. Faço o almoço, arrumo aqui e ali as pilhas de prova e oferto um cafezinho novo para Agnes, que não dispensa.
No trabalho do mestrado pouco posso ajudar porque a área acadêmica de educação e tecnologias de comunicação para ensino passa longe dos meus conhecimentos e ela  tem de se achar com Cissa.
Desta forma, me resumo aos serviços de apoio e fico cá no meu quarto, evitando conversas para não atrapalhar e daqui só saio para missão certa ou para tomar meu cafezinho.

Assim, neste compasso de viúva solitária seguirei até a quinta quando retornarei ao trabalho, já que o dia de amanhã teve o exprdiente compensado  em função do jogo na Arena Fonte Nova.

Rezo para São João dos Carneirinhos olhar pelas minhas filhas, moças dedicadas, que ele lhes traga um futuro justo aos seus esforços.

Aqui sigo cantando para os Joãozinhos da minha vida:  -João Eduardo, primeiro sobrinho neto e João Manuel, filho do meu irmão.

"Capelinha de Melão é de São João,
É de cravo e de Rosa e de mangericão"

18 de jun de 2014

45 anos esperando um cafezinho na lua!

Em julho comemoraremos os 45 anos que o homem pisou na lua. Lembro-me do dia:  - em casa eu, minha vó Celestina e a nossa vizinha dona Pacífica assistimos o fato histórico pela TV em preto e branco. Uma TV que chuviscava e por vezes até escapava a imagem.

Na nossa rua, apenas uns poucos tinha TV em casa e era comum a chegada dos televizinhos, que se espalhavam pelo chão da sala, mas neste dia, não lembro o motivo estavamos só nós. Era  meado da tarde e creio que meu pai estava no trabalho e minhas irmãs no colégio e  não tenho lembrança de porque a minha mãe não estava em casa, já que só médicos, reuniões escolares e a igreja a faziam sair.

Cresci vendo minha mãe oferecer um cafezinho às suas visitas e na ausência dela, fiz o papel e preparei um café, só que solúvel. lembro bem que era café Pelé e quis surpreender nossa vizinha com mais esta novidade em dia tão inusitado.

Minha vó só bebia café pela manhã e a noite e tomamos o café eu e D. Pacífica. Se não me falha a memória, fiz um café frio e fraco, tal ansiedade de fazer as vezes da dona da casa, já que minha vó enxergava muito mal ou quase nada. 

Ela postava-se em frente a TV, que para ela funcionava comum  um rádio. Até tomava banho e trocara de roupa para tão pomposo evento. Diga-se de passagem, ela e dona Pacífica comentavam ser o final de mundo ou mentira...imaginem um homem pisar na lua de Deus!

O Fato é que o homem que já tinha ido ao espaço outras vezes e pisou na lua. O tempo passou e enquanto crescia sempre associava pilulas e comidas empacotadas às comidas de astronautas, num misto de fantasia, realidade e seriados americanos. 

Hoje fui surpreendida  em saber que no próximo mês de novembro, os astronautas já poderão tomar café no espaço - uma conquista bastante demorada. Aproveito para partilhar com vocês a noticia que lí e me deu uma alegria, como se astronauta fosse. 

Sinto um inexplicável sabor de vitória, um misto de alegria e surpresa. Revivo a mesma emoção daquele julho de 1969, quando aos 10 anos vi o homem pisar na lua!

Viva  os italianos que salvaram os astronautas para todo sempre, servindo-lhes um bom café!
Viva  a primeira cafeteria com tecnologia espacial
Viva dona Samantha Cristoforetti, astronauta italiana que tomará o primeiro espresso fora da terra!

"A partir de 23 de novembro deste ano, a astronauta Samantha Cristoforetti deve entrar para história não só como a primeira italiana a viajar para o espaço, mas também como a primeira pessoa a tomar um café espresso em órbita. Isso será possível graças à máquina ISSpresso, criada especialmente para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A Agência Espacial Italiana e duas outras empresas locais (uma de engenharia aeroespacial e uma fabricante de máquinas de café) desenvolveram o modelo levando em conta que a dinâmica dos líquidos no espaço é diferente da Terra devido à ausência de gravidade. O desenho da ISSpresso também segue rigorosos critérios de segurança."

Fonte: http://goo.gl/KrMMG6








Foto e notícia publicada pela cafeteria Feito a Grão

13 de jun de 2014

Café com pão de Santo Antônio

Santo Antônio casamenteiro não vos peço marido, já seria abuso. Depois de tantos, resta-me o consolo das lembranças e uma fogueira de viúva.

Fico pensando se deveria fazer-lhe uma homenagem e um pedido pelas minhas filhas, sinceramente, não sei. Faz tempo que casamento não é alternativa e elas vão muito bem, obrigada. Trabalham, estão felizes e são independentes.

Nem sempre um companheiro é sinônimo de alegria e bem estar. Prefiro vê-las livres a planejar o futuro, que inclui viagens, estudos, diversões e muitos amigos. Sei que tudo isto é também possível  de ser realizado junto com alguém que se ama, mas convenhamos é muito mais difícil de conciliar agendas, gostos e despesas.

A minha filha Cissa costuma dizer de forma simples e sem rodeios, que 1+1 deve ser no mínimo 2. Parece obvio, mas conhecemos muitos casais cuja soma é negativa para ambos e já passou do tempo que era imperativo a uma mulher ter um marido e protetor.

Então Antônio Santo, por vossa luz dai a elas  força, trabalho, saúde, fraternidade e capacidade para viver a vida com dignidade, divertir-se com consciência, construir com fraternidade e ser cidadãs do mundo, o que lhes é a vontade.

Como em todo bom dia de Santo Antonio farei café com leite e espero ganhar o pão de promessa, daquele pequenino, que se coloca nos mantimentos para ajudar a não faltar. Vibro para que o pão, na forma de esperança, comida, trabalho  e dignidade não falte nos lares do mundo, independente de fé, credo ou religião.

Aos Antônios, Antônias, Antoninas, Antonietas  desejo que sintam-se felizes e honrados com seus nomes.


Já fui mulher de um Antônio e garanto, Antônio é bom homem!




As duas últimas fotos são da web e foram colhidas sem autorização

11 de jun de 2014

Noites insones e bons resultados!

Depois de muitas noites viradas,  muitos cafezinhos (tomados por mim), a minha filha Cissa entregou a dissertação de mestrado em administração. Uma conquista alcançada sem bolsa de estudos e mantendo 40 horas de trabalho no ensino em sala de aula e... muito artesanato - sua paixão. 
Mais que um título de Professor Mestre,  a vitória está na dedicação, perseverança, na escolha da temática unindo o mundo acadêmico a sua paixão e  na credibilidade de que sempre e é possível superar-se.
A dissertação versa sobre a revitalização e resignificação do artesanato como produto cultural,  marketing, e-commerce e introduz com facilidade, agilidade e clareza, o artesão  no mundo digital da internet, sem perder a beleza ou ser tecnicista.
A conversa/dissertação mistura a didática da professora,  a clareza da administradora, o domínio da gestora de empresas e seu conhecimento das nuances de uma gestão social, sempre  com maestria, mas sobretudo com a delicadeza e costura salpicada de detalhes e brilhos  da  artesã que nunca deixará  de ser.
E como boa artesã, sua dissertação foi entregue em bela caixa produzida por uma artesã local - Poliana Amaral e a versão digital em um porta pen drive feito de cordinhas graciosas  e estampadas cheias lacinhos e  botões, que ela mesma produz. Este mimos brindarão a banca examinadora numa atitude de agradecimento, respeito e sustentabilidade, já que podem ser reutilizadas ao bel prazer de cada um deles 
Cissa , me sinto contemplada na sua vitória, principalmente na luta e labuta diária para consegui-la, na cumplicidade com sua irmã  Agnes  e por você acreditar na infinita possibilidade de sempre virem dias melhores!
Estou feliz pelo seu agradecimento sincero a todos que contribuíram ao longo da sua vida. Isto é belo, bacana! Estou contemplada com a dedicatória, ambas foram e serão sempre amadas por mim e também me fazem uma imensa falta, por mais que já tenha aprendido sobre a imortalidade do espírito. 
Breve terei mais uma alegria desta com Agnes e renovarei a emoção de agora.
Que vocês possam sempre dá vida aos sonhos e construírem fraternalmente um futuro melhor para todos .
Amo vocês
Compartilho esta vitória com meus amigos e familiares e agradeço a Deus Babaji por isto.

10 de jun de 2014

Café na Copa e na Cozinha







Faltam 2 dias para o início da Copa do Mundo e a única copa que me atraia é a Copa/Cozinha. A cidade já começa a demonstrar os sinais das mudanças impostas pelo certame ou pela falta de planejamento e cumprimento das agendas para ele. As repartições públicas irão funcionar em sistema de turno de 6 horas nos dias de jogos do Brasil e de outras seleções, quando os jogos forem em Salvador.

Não há nenhuma benesse ou gentileza nisto, apenas uma forma de desmobilizar e disfarçar  o transito caótico da cidade. Se saíssemos no horário do jogo, o engarrafamento estava feito e as garrafas preferidas para o período são outras.

Com imposição da lei seca ao volante, muitos se agruparam em suas casas com amigos ou assistirão em bares perto de casa, onde telões e cerveja gelada são um convite. As crianças sempre se incorporam, mesmo os filhos daqueles que militam contra a realização concomitante das maiores eleições e Copa, uma junção de pão e circo.

O fato é que sobram obras por acabar, principalmente aquelas que seriam o maior legado - as de mobilidade urbana ou complementos aos complexos esportivos. Aqui a piscina olímpica da Arena Fonte Nova foi destruída e no seu lugar jaz um buraco cheio de chuva.

Particularmente, desde o ano de 1974 não me envolvo com Copa e longe de protestos e estardalhaços, simplesmente não assisto, torço ou me fantasio. Me reservo ou protesto solitário, que contenta a minha consciência. Sem bandeiras, mas em luto.

Este ano as minhas filhas parecem conflitadas, como se aquilo que sempre senti, tivesse como uma nuvem, pairado sobre as suas cabeças. Não perguntei o que vão fazer, fica por conta do excesso de trabalho e das dissertações de mestrado por defender. Não forço a resposta.

Ambas viajaram antes do final dos jogos, têm um mês de estudos e trabalho em Santa Fé e vão vê o lado seco dos Estados Unidos. De lá, quem sabe, sintam-se mais à vontade de torcer pelo Brasil, ou melhor pela Seleção Brasileira, porque pelo Brasil torcemos dia e noite.

Para mim, restarão horários a compensar, porque os turnos impostos serão pagos e não tenho opção de ficar trabalhando. Aproveitarei para uma leitura e um café gostoso, já que não me arrisco a sair com todos enchendo a cara de cerveja!!!

Ligarei o ar, colocarei um filme e que seja o melhor!


3 de jun de 2014

...café e constatação

De repente cheguei aos 55 anos. Mesmo que eu faça fatias destes anos,  seria impossível lembrar de tudo que os compôs.
Trago comigo marcas e coisas palpáveis destes anos, mas nada supera as pessoas que encontrei e com as quais compartilhei momentos.
Na primeira metade deles eu cresci, casei, tive filhas e formei. Tive o primeiro trabalho e até o segundo marido. Comprei meu primeiro apartamento  e realizei os sonhos comuns a muitos.
Vi as eleições diretas para presidente e a retomada da democracia.  Exerci a cidadania e militei em causas coletivas.
Sofri as primeiras perdas materiais e emocionais e me descobri sobrevivente.
A segunda metade foi marcasa por descobertas pessoais e profissionais. Me reeiventei profissionalmente por diversas vezes, por opção ou necessidade 
Voltei a estudar, perdi e ganhei muitas coisas e descobri que sou corpo,  mente e espirito. Encontrei meu Mestre.
As filhas cresceram e hoje realizam antigos sonhos meus e me vejo feliz com suas vitórias.
Posso afirmar que tenho amigos (poucos, mas queridos),  irmãos de sangue e outros dados generosamente pela vida.
Sobrinhos,  sobrinhas e destes vieram "avozisse" emprestada e virei ti vó.
Há também  irmãos fraternos que com colaboração ou atrito  me fazem crescer na Casa Fraterna que diariamente frequento.
Trabalho, ainda trabalho muito.
Sou feliz e não poderia começar este dia,  senão com café e bolinho numa cafeteria gostosa e acompanhada das minhas filhas Agnes e Cissa, que me prometeram de presente 2 títulos de Mestrado até o final do semestre.
Para que mais?
Beijos e obrigada pelos carinhos e afagos recebidos.
Abraço a todos com o coração rosinha de Nouredini.'.

2 de jun de 2014

Tic-tac, contando os grãos!



                               54
                                          55


A meia volta do relógio para os 55 anos and I will always  need your love!






















I Will Always Need Your Love

(...)
I will always need your love
Wish I could write it in the daily news
I will always need your love
It would be very hard to fill your shoes
I will always need your love
So many ways that I depend on you
I will always need your love
No one else, no one else, could love me like you

You know all of my faults
Every strengh, every quirk
You can dictate a handbook on the way that I work
Many towering hurdles
You've helped me climb
What was already great is even better with time
You've discovered each secret
Every fantasy
The only thing I really need you to see

I will always need your love
Wish I could write it in the daily news
I will always need your love
It would be very hard to fill your shoes
I will always need your love
So many ways that I depend on you
I will always need your love
No one else, no one else, could love me like you

I will always need your love
I will always need your love
I will always need your love
always need your love
I will always need your love
So many ways that I depend on you
I will always need your love
No one else, no one else, could love me like you

I will always need your love
I Will Always Need Your Love
(...)
Eu sempre preciso de seu amor
Queria poder escrever no diário de notícias
Eu sempre preciso de seu amor
Seria muito difícil de preencher seus sapatos
Eu sempre preciso de seu amor
Tantos caminhos que eu dependo de você
Eu sempre preciso de seu amor
Ninguém mais, ninguém mais, poderia me amar como você

Você sabe todos os meus defeitos
Cada strengh, cada peculiaridade
Você pode ditar um manual sobre a maneira que eu trabalho
Muitos obstáculos enormes
Você me ajudou subir
O que já era grande é ainda melhor com o tempo
Você descobriu cada segredo
Cada fantasia
A única coisa que eu realmente preciso de você para ver

Eu sempre preciso de seu amor
Queria poder escrever no diário de notícias
Eu sempre preciso de seu amor
Seria muito difícil de preencher seus sapatos
Eu sempre preciso de seu amor
Tantos caminhos que eu dependo de você
Eu sempre preciso de seu amor
Ninguém mais, ninguém mais, poderia me amar como você

Eu sempre preciso de seu amor
Eu sempre preciso de seu amor
Eu sempre preciso de seu amor
sempre preciso do seu amor
Eu sempre preciso de seu amor
Tantos caminhos que eu dependo de você
Eu sempre preciso de seu amor
Ninguém mais, ninguém mais, poderia me amar como você

Eu sempre preciso de seu amor