23 de fev de 2017

37, o mesmo peso e a mesma medida.

Se pudesse definir Cissa  pelo que gosta e o que faz ... diria que tem um quê de menina, charme dos bons espumantes, gosto forte e responsabilidade de chefe de família. Ela passeia entre responsabilidades e diversões com a mesma intensidade sabendo se dividir de forma equânime. 

Festeira, cheia de amigos e predicados de arte, também sabe ser profissional séria, professora correta e dedicada, boa pagadora.

Administradora de formação,  Especialista e Mestre juntou seu bem querer e gosto de artesã a todos os requisitos e tecnologia para uma boa gestão. Defendeu sua dissertação unindo as frescuras e fofuras do seu artesanato com muita competência para propor unidade e facilidade a outros artesãos, que juntos em rede e tecnologias podem unir-se.

Como professora é exigente, mas muito amada. Já conquistou placas, prêmios e coleciona lembranças dos queridos alunos. Vibra, torce e acompanha todos. Sempre trilhou com maestria desde os cursos das engenharias a  comunicação e moda. Recentemente assumiu um novo desafio no rural ao passar a  integrar o quadro dos professores do do IFBahiano. Tirou o concurso de letra e foi de mudança para o interior.

Ainda que seja extremamente urbana e por vezes Pathy,  desceu do salto e hoje ensina numa instituição agrícola, onde  tenta ponderar do agronegócio a agricultura familiar. Mudou de look e de cidade, mantendo seu caráter, ética e desejo de preparar pessoas.


A Cissa da família é irmã presente e amada, cunhada querida, Tia, prima e filha presente. De todos é cúmplice, ombro generoso e sabe passar bons e oportunos pitos. Dura e por vezes, ríspida. Para os amigos não possui preconceitos e vai de enterro a batizado de boneca, desde que um amigo convide ou precise. Solidária, generosa e farta.

Nas vésperas dos 37 anos, Cissa com uma palavra é:

 - Desejo: viagem;   
 - Imagem: sorriso;
 - Amor: Agnes
 - Atitude: alunos
 e, com um objeto: uma taça de bolhas.

Cissa é muitas e multi mesmo sendo única. 

A ela rendo minha homenagem, faço as minhas preces e envio todos os meus votos de alegrias, saúde paz e harmonia e sobretudo, minha gratidão.

Filha te amo.Seja feliz neste seu aniversário. Amanhã é dia de comemorar com bolhas, sorriso farto e abraçar os amigos e a família e... festa que é boa começa na véspera. 












22 de fev de 2017

Sob nova direção

Para não negar a fibra dos Azevedo, o Arrozcatum reabre a sua cozinha, sob nova direção. O filho Paulo Azevedo  assume o comando, cumprindo uma de promessa feita ao cozinheiro chefe. 

Recebemos com alegria a noticia e, em volta da mesa, continuaremos a conversar e receber amigos.

Não posso dizer que tudo está tudo como dantes no Quartel de Abrantes, mas sob nova direção, o Arroz inaugura nova fase e manterá sua tradição de luta por um Cabo Verde soberano, comentar a vida cotidiana  e a  nos lembrar fatos e datas importantes.

Nós, amigos e leitores,  somos gratos a Paulo e desde já lhe aquietamos o coração, dizendo que nos  podemos alimentar o fogo, passar a colher na panela, limpar e lavar pratos e deixar tudo a limpo e, vez por outra,  enviar uma receita. Tampouco, seremos exigentes com o novo cozinheiro ou lhe faremos comparações. O seu gesto,  de imensa generosidade, nos basta.

O novo cozinheiro ditará  seu ritmo. De minha parte, manterei  o hábito das visitas e dos comentários porque nos alimentamos diariamente deste espaço. Afinal, caro Paulo como diz o ditado corrente por aqui “quem puxa aos seus, não degenera”.

Vida longa ao Arrozcatum e seu novo cozinheiro.

Braça, 
Nouredini


Na Bahia, o povo na rua comemora a volta do Arroz, Já é Carnaval 2017




20 de fev de 2017

...a vida se alimenta da vida.

A saudade do amigo Zito e a força do habito me fazem ir ao blog Arrozcatum todos os dias. Sei que levarei muito tempo para mudar este rotina. Nos últimos dias recebemos mensagens  dos filhos de Zito, que gentilmente nos agradecem o carinho. Na verdade, saibam eles, que apenas retribuímos o que ele sempre nos deu. 

Também, a rotina no Arroz nos ajuda a confortar leitores e amigos, que surpresos recebem a noticia e, nos mantem unidos entorno do da mesa e fogão da cozinha do Arroz.

Passei no Visão periférica - outro blog de Zito.  Lá, ele se ocupava como imagens surpreendentes colhidas na internet, ou recebida de amigos. Lá imortalizou fotos fantásticas tanto do belo quanto do indescritível da maldade humana. Para os visitantes do Visão deixei um post:

Fica aqui registado que nosso querido amigo nos deixou no dia 13 e passará registrar belas imagens de outras paradas.

Zito foi um grande blogueiro, ativo no seu Arrocatum.blogspot.com, seguido por muitos blogueiros de todas as partes.

Um ativo militante por um Cabo Verde livre e soberano. Exercia seu protesto com veemência e candura. Aos 82 anos era um homem antenado, cercado pela família e amigos. Mantinha ao seu lado o irmão, a mulher amada, companheira de toda uma vida e filhos. 

Os amigos de infância, com quem partilhava memórias do Liceu S. Vicente, o acompanharam a sua última morada e despediu-se envolto na bandeira do Liceu, que hasteava quando garoto.

Com ele fiz amigos que nunca vi, mas que tenho um apreço e carinho imensos. Estes mesmo amigos deitaram uma rosa no peito dele em meu nome. São pessoas fraternas e generosas.

Aos que aqui passarem recomendo ir ao Arrozcatum, pois lá conhecerão o Zito e nunca mais esquecerão.
Da Bahia, Brasil, braça.


Confesso que fico surpreendida o quão pouco aprendi sobre a morte e o morrer. Tantos  ensinamentos me foram dados pela Fraternidade. Já deveria aceitar com mais certeza a impermanência de tudo. Tudo é impermanente, inclusive a morte, pois creio, temos uma nova oportunidade e aqui voltamos.

Aqui nesta minha Bahia começaram os ritos de Carnaval e já se escuta os sinais. Eu de minha parte estou mais para uma quarta de cinzas e passarei por casa ou em pequenos passeios pelo litoral próximo. 

A minha filha Cissa virá para Salvador e sexta será aniversário dela. Assim sendo, terei que festejar-lhe a vida, pois é justo e merecido. A outra filha está em Portugal e depois segue a França com o marido e lá irá comemorar o aniversário no próximo dia 6. Enfim, a vida segue alimentando-se dela mesma.

Eu, 57 anos calejados, descubro que tenho muito a aprender. Entretanto, me orgulho de vos dizer que sei gostar dos amigos, estejam perto ou longe porque no coração, a distancia tem outra unidade de medida.

Como disse Budha: a vida só esta disponível no momento presente. Avante, momento presente, momento maravilhoso!

Braça,
Nouredini







12 de fev de 2017

Encerrado o expediente, lá se foi o cozinheiro.

Após ditar seu post de número 10.010 em despedida, o cozinheiro Zito Azevedo serviu o seu último prato de Arrocatum e deixou orfãos os seus comensais, digo leitores.

Dignamente e como bom blogueiro, ditou ao filho Paulo o seu adeus, que em breve veremos postado no Arroz, onde sei que irei por muito tempo matar a saudade.

Sempre desejei que lhe fosse o melhor. O descanso foi a escolha do Universo e do Pai. Sinto uma profunda tristeza e as lágrimas gotejam como se vida própria tivessem.
Não se chora ou sofre menos por aquele que morreu longe de nós. A dor é imensa e não faz diferença se eramos amigos fazem 5, 10 anos ou toda uma vida. Éramos cúmplices e confidentes. Éramos amigos.

Peço ao amigo Arthur que, com sua imensa gentileza e bondade, abrace a toda família Azevedo e deite uma rosa no peito do meu amigo. Faça isso por mim, como meu último gesto afetuoso.
Não consegui acessar o recado que Mendes deixou pelo telefone, mas sei que ele me ligou. Nem consegui recuperar o número. Coisas e gentilezas que só os pessoas de Além mar possuem.


Espero continuar a ter por perto  todos os amigos que fiz através de Zito, pois através dele aprendi um querer especial por todos.
Que a luz de Cristo nos conforte e ampare Maiúca e filhos.

Com carinho e respeito
Nouredini




Zito se descrevia:  Antigo (82 anos , mas activo amigo do meu amigo,coração de manteiga,amante do belo, bom garfo,conversador, não fumo mas adoro um bom Gin&Tonic...

8 de fev de 2017

Nos 4 cantos do mundo.

Se o mundo tivesse cantos caberia  dizer que nossa família, a partir deste sábado, estará espalhada aos 4 cantos do mundo. Eu, morando em Abrantes - Camaçari, Cissa em Alagoinhas e Agnes em Salvador. As meninas estarão separadas, mas unidas pelo coração e pela rede.

Em especial,  quero falar de Alagoinhas, um lugar que não povoava meus dias, fazem muitos anos. Este mundo de Raimundo, que gira feito pião, acabou levando a minha filha Cissa para a cidade onde casou-se minha avó e nasceu minha mãe. Lá meus pais noivaram e e se casaram.

Agora a Alagoinhas, das histórias e estórias que ouvi quando crainça e pouco frequentei, se materializou como um endereço para onde parte da família retorna. Por força da correria do trabalho, o contrato da casa dela ficou  em meu nome e assim, volto eu formamalmente, a filha de d. Neyde e Seu Vavá, para a cidade onde eles se casaram, num longínquo mês de novembro do inicio da década de 50.

Da cidade que conheci, nem ouso tentar me localizar. Tudo é muito diferente, exceto a praça onde meus pais  noivos tiraram um foto, a qual guardo com carinho. É bem pertinho desta praça que irá morar Cissa. A praça da foto dos meus pais.

Deitada, fico pensando nestas curiosidades da vida , sorrindo para mim mesma e pensando como a vida nos surpreende. Só bebendo um cafezinho!



Cissa em recente férias na Espanha



Agnes e Cissa na mesma viagem!






4 de fev de 2017

A força da palavra lançada.

Nunca fui de escrever diário, mas desde que optei em escrever neste blog tem sido reconfortante. Falo de coisas alegres, tristes e outras nem tanto.

As palavras se somam e em trilhas navegam, voam, mas não evaporam e podem ser lidas por outros. Tenho poucos leitores, mas as minhas manias, muxoxos e esperanças um dia poderão encontrar ouvidos, mesmo que sejam o meus, quando as releio.

Ao longo destes anos, fiz um pequeno circulo de amigos que partilham deste sentimento e, os poucos que visitam, recebo-os como se na mesinha partilhássemos nossas vidas ao sabor de um café.

Escrever aqui é um dos momentos onde lanço as palavras (mal escritas...rsrs) do coração ao mundo, sem certezas e não fico a expectar os comentarios.

Sou ansiosa e solitária e aqui se constitui num espaço de cura, onde este sentimento não domina. Falo e ouço a mim mesma.
Escrevo mal, mas não há obrigações e nem rigores e por isto, me arrisco em seguir escrevendo. É meu divã, meu ato de fraterna e a minha busca e esforço de paz. Aqui posso falar tudo. É a minha verdade. Também posso voltar atrás se pondero e concluo diferente sobre algo.

Sei que, eventualmente,  meu terapeuta passa como leitor, talvez até seu Augusto passe aqui. As minhas filhas nunca vem, ainda que delas fale muito.

Aqui, em dias como hoje, quando a saudade aperta do meu irmão fraterno e Bapo querido, eu posso dizer deste sentimento.

Também posso dizer R.I.P às pessoas pûblicas ou anônimas que marcaram minha vida, seja por um breve momento ou por toda ela e a aproveito para dizer R.I.P a d. Marisa Lula que custurou a primeira bandeira do PT, antes do meu primeiro voto.

Assim, as palavras dão as mãos e passam fronteiras, saltam barreiras, voam como pipas e alcam velocidade de boing. Por outras vezes, de mãos dadas formam pontes e cruzam oceanos ou até mesmo me invandem a mente, trazendo lembranças.

A verdade é que brotam do coração.
A todos, meus votos de paz e harmonia, Shanti.
Abraços a todos com respeito.

1 de fev de 2017

Doar é ação

O texto näo é meu, mas me sinto contemplada. Assim que souber o autor, volto aqui e atualizo.
“Deixo minha visão ao homem que jamais viu o amanhecer nos braços da mulher amada.
Deixo meu coração à mulher que vive exclusivamente para fazer o coração de seu filho feliz.
Deixo meus rins às pessoas que tiveram seus sonhos interrompidos, mas que ainda os cultivam.
Deixo meu pulmão ao adolescente que quer gritar ao mundo mais uma vez ‘eu te amo'.
Deixo meu fígado para aqueles que não tinham esperança na recuperação.
Deixo ossos, pele, cada tecido meu, à criança que ainda não descobriu o que é viver por inteiro. Deixo a você o meu exemplo. Deixo à minha família o desejo de ser um doador.
Deixo para a vida, enfim, um recado: nós vencemos”.
No final, o ator cruza o cachecol no peito, em alusão ao símbolo da doação de órgãos."
Saibam todos que sou uma doadora!

Este texto integra uma antiga campanha para sensibilizar doadores, segue a ficha técnica:
Título: Mensagem
Agencia: Propeg
Cliente: Governo