29 de nov. de 2021

Chegando a 2 anos de pandemia

Fazem 6 meses que passei aqui. Mudei eu  e mudou o mundo. Mudou de um forma diferente, ficando igual, parado, coberto por uma cúpula  de medo, onde os abutres rondam a espreita da morte.

A pandemia arrefeceu, mas permaneceu e uma nova grande onda, um nova mutação do vírus,  ameaça o mundo. Neste momento, outro tipo onda ameaça  meu coração.  Mesmo tendo passado tanto tempo em casa isolada, ter voltado aos poucos ter voltado aos poucos e já começar a sair, sinto que a minha ausência não fez diferença aos que amo. como esperado e normal, suas vidas fluíram e eu quem parou.

Saindo do meu umbigo ególatra, o Brasil vai de mal a pior... nunca tantos passaram fome por atos de tão poucos. neste momento a palavra mais coerente é desalento, fome miséria e desespero. Tento ir me atualizando pela mídia alternativa porque os veículos oficiais são uma piada.

Tenho comigo a gratidão dos que passaram imunes pela pandemia, até agora.   Agradeço também pelos círculo mais próximo, mas vi pessoas queridas morrerem, vim  pessoas publica morrerem...ví mais 600 milhões de órfãos, viúvas e viúvos, famílias inteiras desaparecerem. Vi o escarnio e o descaso das autoridades.

Por tudo isto  que parece pequeno este sentimento de abandono ou falta de utilidade, é que  expresso em público  para espanta-lo!

Que eu me permita acessar a grandeza de ser feliz pela felicidade dos meus e de todos.

Assim vibro e espero,

Shanti



 




17 de jun. de 2021

Mais de um ano e só piora

Com tristeza constato que pandemia já chegou ao Brasil a mais de um ano. Lembro-me com clareza de deixar a mesa do trabalho pensando que voltaria em , no máximo, 15 a 30 dias.
De lá  prá  mais de 17 milhões de pessoas já se contaminaram e caminha 0,5 milhão  de mortos no Brasil. O cotidiano é  contar morte aos milhares.
Nessa terra que outrora fomos referência  na atenção  básica a saúde, o comandante mor que disse e diz ser o covid 19 uma gripezinha, assistimos um governo negacionista, incompente e faz desdém  a quse meio milhão  de mortos.
Em Manaus muito morreram porque o general de 4 estrelas que comandava a saúde, especialista em logística não  cuidou do transporte do oxigênio. 
Não  se pode velar e nem dá  tempo de chorar os mortos. Famílias inteiras desaparecem do avó  ao neto. Muitos são  os órfãos  de Brasil desgovernado. 
Filhos que jamais conheceram a mãe  que deu a luz em coma ou perderam o pai e a mãe  e estão  ao Deus dará. 
As vacinas ofertadas não foram compradas em tempo e chegam a conta gotas diante do descaso do Governo.
Temos nossos heróis , bravos cientistas que conseguem enganar 2 vacinas no Brasil e correm no desenvolvimento de outras.
Jovens cientistas nos orientam enquanto  o governo negacionista, acredita que a terra é  plana.
Salta aos olhos das próprias forças armadas que povoam a maioria dos ministérios que escolheram os piores.
Não se trata de discussão  política. O governo é  incapaz e já foi denunciado por crime contra humanidade.  Nós viramos uma ameaça ao mundo.
O tratamento precoce condenado no mundo todo continua sendo o bastião  e quem for contra que saia 
Não  saio, nem sairei. Este é  o meu país  e lutarei contra isto até  meu último suspiro.
Tenho fé  no meu povo e repito que apesar de você,amanhã  há de ser outro dia!
Continuo firme na fé  e na luta e agradeço a Deus estar viva e ter completado 62 anos.
Venceremos apesar da perda de amigos e colegas estaremos vivos e lutando pela ciência, por saúde, emprego e moradia.
Deus salve o Brasil.
Aos amigos digo: - estamos vivos e resistindo porque a vida sempre encontra brechas

1 de abr. de 2021

Primeiro de abril e não a Feike news!

Houve um tempo que mentir era tão  raro e proíbido, que havia um dia instituído para pequenas, prazerosas e inocentes mentiras - dia primeiro de abril!.
Hoje neste mundo de fake news,  vamos renovar esta brincadeira e mostrar aos mais novos o quanto era prazeroso brincar neste dia.
A minha irmã  Neima Oliveira , guardiã  das nossas memórias, já  me pegou hoje cedo e eu a apliquei na minha filha agnes.
Voltemos as brincadeiras bobas, as caixas de bombons vazias, aos dinheiros, que gritavamos...seu dinheiro caiu, seu café  derramou...kkk, primeiro de abril
Nosso repudio ao Feike news e a maldade que elas causam!

29 de mar. de 2021

Ops, 472 e tudo na memória!

Salvador, 465 anos♡♥♡♥

A minha Salvador vaga no tempo e na lembrança dando saltos e piruetas entre o passado longínquo e até pertinho do presente.
Ela é feita de memórias que tem gosto,  cheiro e suor de boas paletadas.
Lembro de uma Salvador com a rua Chile de vitrines decoradas para o natal; da Mulher de Roxo; do pisca-pisca da fachada da Petrobrás na Jequitaia; da laranjada na Praça da Inglaterra; da lotação do 2 de julho - um largo cheio de flores e frutas e de um colorido inesquecível! 
Lembro da  fila do Plano Inclinado,  e da única loja para comprar pano de espreguiçadeira e cadeiras de dobrar, que até pouco tempo existia e se chamava -  A Sombrinha Moderna.
Das padarias e confritarias da Bx dos Sapateiros, em especial a da esquina da Ladeira da Praça. 
Lembro até do Viaduto da Sé! 
Tinhamos Calçados da Familia  Pestalozzi e Ótica Viúva Neves e 
A Lâmpada nos fornecia tudo que precisávamos  Na sua porta um gentil senhor vendia todo suprimento para canetas Parker e Compactor.
Compravamos  nos Os Gonçalves;  Florensilva; MKraychete de Bazar e nos vários andaressm da Sloper e das Duas Americas.
Souto Maia era nome de loja e não sobrenome e sinônimo de chacina.
Quem não comprou na Mesbla ou passou um dia a pessear no Iguatemi quando inaugurou?!
Não faltavam lojas para comprar um brim sol a sol da Santista, bramante ou percal, mas aviamento  só no armarinho S. Luis.
Tinha a Clarck calçados e depois chegou a Washi 70, mas antes já se afirmava que Adão não se vestia porque Spineli não existia.
No Cabeça iamos a Livraria Civilização Brasileira de seu Dermerval da Costa Chaves, grande livreiro, que tinha filiais nas Mercês e Ajuda.
O sorvete era na Cubana, assim como os bolinhos de arroz e na porta do Elevador podiamos comprar corda de balas/queimados e pedaços de doce de leite. 
Ainda me  restam espaços para A Primavera, as duas, a sorveteria e de instrumentos musicais e a torta de tapioca da Savoy na esquina do Cabeça.
Muitos cafezinhos de rua e boas cachaças no Mimosa.
Seresta do New Fred's, batidas do Barcaça, sem esquecer das de Diolino.
Lembranças  dos passeios se atroplelam na memória: Itapoan, Jardim de Alah; Passeio público,  Humaita, sorvete da Ribeira, Trem, ônibus elétrico, Bomfim , Boa viagem, Porto da Barra, Cine Roma, Calçada,  Rampa do mercado; Mercados do Ouro, Sete portas, Feiras...incêndio de S. Joaquim!
Sandálias de couro fedido, saia rodada, FFCH São Lázaro,  pipoca, bicos, suores e alegrias.
Uma Salvador de andar na rua, estudar em escola pública, esperar ônibus sem medo. Sair cedo e chegar tarde e ser pobre com dignidade..
Uma Salvador  onde a  arma no carnaval era machadinha dos Apaches do Tororó.
Sou feliz com minhas memórias de  Minha Feliz Salvador.

26 de mar. de 2021

Antes de tudo, solidario

Com essa foto de Yeddo Bezerra Soledade, marco minha saudade e gratidão  a seu pai  Yeddo Soledade Junior, que ontem faria 69 anos. 

Um homem de raciocínio lógico e rápido com eram também os seus dedos nos teclados. Uma musicalidade nata.

Íntegro no valores e solidário. Que seus netos saibam quem você foi e saiba admira-lo!

Sinto falta da sua música, sinto sua falta. Imagina, lembrei até  do seu Molinete. 

Agora, tomo um café e penso que estou lhe escutando.

17 de mar. de 2021

Plinio, malemolente.

Dono de um charme, uma ginga e uma malemolecia encantadora, assim era Plínio.

É  difícil  colocar o verbo no passado para alguém  tão cheio de vida, alegria e que sabia viver e se virar.

Agrônomo de formação,  tinha especializações  e,  do que não  sabia, procurava entender.  

Essa maldita Covid 19 pegou ele Ele fez que ia, mas não  foi, deixou a UTI e mandou mensagem do próprio  punho ( leia-se teclado). Aliviou nossos corações  e quando cochilamos, ele se foi, sem da tempo nem pro cafezinho.

Que os Mestres lhes concedam novas oportunidades, vibramos.

Na minha memória  sempre haverá  seu charme e seu jeito especial.

Coração  apertado, me ponho a meditar.

Foto Web, desconheço o credito.


5 de mar. de 2021

Colo, teu nome é Agnes

Na dedicatória da dissertação  de mestrado de Cissa, ela se refere a  irmã Agnes como o coração ❤ dela batendo em outro peito.

Ela é o bem de Beto, a Guinha da família, a dinda escolhida, a sobrinha, que quando não  é a preferida, é  a predileta.

Profissional séria, repeitada e professora querida. Formou muitos e nunca perdeu a perspectiva de ser aluna e hoje persegue seu título de Phd.

A diferença  de idade entre eu e ela, que hoje parece imensa, são  16 anos. Dividiu comigo  muitos parengues de grana, saúde, família, sempre colada.

Sei que lhe dei muito menos que merecia ou esperava, entretanto ela sabe doar-se aos seus e está  sempre disponível  aos que lhe procuram.

Meu desejo é  que sua vida siga plena de oportunidades e aprendizados. Amor, amigos, família, garra e capacidade você  tem e muita.

Hoje as orações  e vibrações  de véspera são  para você e "nada te perturbe, nada te apavore, porque tudo passa"

Esta foto lhe resume!
    O colo é  farto e o ❤ enorme!

24 de fev. de 2021

Toda Cissa, da cabeça aos pés!

Hoje o dia dela!

Forte, encorajadora, boa, levemente ácida, mas que deixa um retrogosto doce e de aroma floral residual, como os melhores blends de bom café.

Uma mulher com cara de menina e espirito de guerreira, cujo rosto angelical até engana aos menos atentos.

Independente, até por demais, não permite que administrem sua vida ou botem água na sua fervura.

Ela é assim, toda Cissa!

Sim, seu nome é a sua melhor definição.



🕕Carnaval,/Niver de 2020

7 de fev. de 2021

Um ano que o mundo parou.

Ontem reli muitas postagens feitas aqui durante anos, quase década. Aqui e ali postava uma coisinha, fatos, fotos, alegrias e tristezas divididas até  o dia em que a terra parou.

Lembro-me bem, era uma segunda-feira de uma semana que começava tristonha pois havíamos  nos despedido do cumpadinho no dia anterior.

Fui trabalhar e pela tarde, a radio pião já  dava conta do Decreto que parariamos em função  da pandemia.  De lá  prá  cá  é tudo meio real e fantasioso. Sumiu o calendário,  não  houve Semana Santa em família, dia das mães,  velas sopradas e comemorações. O S. João  não foi festejado e as estações  foram se sucedendo.

Sai do trabalho deixando afazeres sobre a mesa, achando q voltaria em breve e já  se avizinha um ano. Muitos mortos, muitas perdas.

Choramos os mortos de todos, num Brasil desgovernado,  comandado por incompetentes ou competentes no modo de subjuga-lo.

Nós que já  fomos exemplo  de competência,  estamos padecendo de chacota no mundo inteiro.

Nos acostumamos a viver reclusos e os que saem podem ficar retidos em portos e aeroportos. Vivo isto neste momento: - as filhas e o genro foram ver a família  na Colômbia  e não  conseguem voltar.

Eu trabalho em casa e para não  enlouquecer, cumpro uma rotina de horário  rígida. Foi a forma que encontrei.

A vacina chegou, nossos cientistas contribuíram e muito,  mas o desgoverno esculhambou  o nosso, mundialmente famoso e internacionalmente  reconhecido, Plano de imunização. Faltou oxigênio em cidades, pessoas morreram, enquanto outros preferem ignorar...

Não  sei quando tudo isso acaba, não  sei se alcançarem, mas me entrego ao Pai. Seja o melhor.

Uma coisa não  mudou, não  deixei o meu café!