25 de fev de 2014

A próxima luta

Faz algum tempo conheci no Núcleo Mahananda 3 garotos e um deles me chamou atenção. Talvez, o seu jeito sonso, seu sorriso travesso ou sua montanha de músculos e tatuagens que não casavam com um menino, tenha sido o motivo de tanta afinidade. Sei que ele gostava de café . 

Eles  frequentavam a Fraternidade trazidos por Halila e eram queridos por todos nós. Faziam Yoga, tornaram-se reikíamos e, principalmente, deram um rumo novo ao tempo da juventude, abandonando vícios e a traquinagem.

Não demorou descobriram na arte que praticavam - may tay -uma oportunidade de ajudar outros jovens e fundaram o Espaço Azul, casa fraterna, onde através de sua arte, de estudos e práticas de Yoga levaram amor a muitos.

Na gira roda da vida, via com mais frequência o nosso mano Marshall e eventualmente,  meu menino travesso e cheio de músculos, o Alan. Apesar de não frequentar continuamente, Alan sempre esteve presente e sempre que chegava enchia nossos corações de alegria com seus abraços fortes.


No início deste ano Alan envolveu-se num acidente de trânsito e para evitar atropelar com sua moto um pedestre, acabou machucando feio a perna e levando severas pancadas no abdômen. Enfrentou cirurgias diversas, perdeu a perna e depois de 2 meses de intensa luta,  a misericórdia e a justiça permitiram que ele seguisse rumo a novas oportunidades.


Fico pensando no seu sorriso de vinte e poucos anos e creio que ele está bem e acolhido. Seus músculos fortes lutaram por 2 meses e sua disciplina rendeu um tempo para despedidas a sua mãe e sua família, mas como já não lhe era mais necessário carregar amarras, alçou seu vôo e livre está sorrindo maroto em outro caminho e se preparando para próxima luta.


Siga em paz Alan, seus irmãos fraternos vibram por você.
Shanti

21 de fev de 2014

... e nem foi conversa de pescador! !!


Primeiro passo um café e sento no sofá para lhes contar está história, que até parece estória de pescador, mas acreditem é a mais pura verdade!

No domingo voltei da casa do compadre e no meio da semana já tinha novidades de lá . Soube pela Internet /Facebook que ele encontrou próximo a sua casa , boiando nas águas, uma bolsa plástica com um celular.
...Aí começa a ficar interessante: - o tal smartphone estava perfeito e funcionando!!! Incrível? Não,  incrível é o que vem a seguir. Bem criado por D. Célia  e seu José Bezerra,  aprendeu que se  deve procurar o dono e devolver. Incrível?  Não, normal na nossa época!

Cado,  entrou no face fez  uma busca, deixou recado e localizou o dono. O dono achou incrível dois fatos: - o celular navegou 12 km saindo pelo mar e encontrado, estava sendo devolvido!!

Incrivel é que todos que comentaram no Facebook estavam mais espantados com a devolução,  do que com o fato do celular boiar  intacto por 12km, num percurso que envolve correntes,  navios, lanchas etc.

Como está mudado o mundo!

Um dos amigos do dono do celular ficou intrigado com a coincidência de quem achou e postou...  Meu tio achou seu celular!!! Os amigos não  queriam acreditar que o mundo fosse tão pequeno.

Entrei no face e postei em defesa de Lipe dizendo que ele  é sobrinho do compadre, já que  a mãe dele é a  boadrasta das minhas filhas!!!

... Por um breve momento passou-me uma idéia maluca... vai que  o Chagas,  sobrenome do dono celular,  seja de um amigo/irmão do pai do meu compadre!!!!
Para que vocês não pensem que sou louca, falei isto para minha filha. Não deu outra!!

O celular  é de Renan Chagas , que agora descobrimos ser sobrinho  de tio Toca, que é padrinho de Antonio Carlos Bezerra, pai das minhas filhas e irmão do meu compadre. O  nome de Cado, meu compadre,  é Carlos Herval Bezerra  porque Sr. Chagas,  bisavó de Renan Chagas assim  escolheu.

Resumindo para quem quiser acreditar... Renan perdeu o celular no Porto da Barra  em  Salvador;  que foi parar boiando em Tairu na ilha de Itaparica, próximo a casa de Carlos Herval,  após 12 km de travessia do mar, intacto.

Cado ligou para devolver. Felipe viu no face e disse a Renan que Cado é tio dele. Renan, não acreditou. Eu soube, intervi e disse que Felipe é filho da boadrasta de minhas filhas com Tom. Tom é irmão de Cado que achou o celular e sobrinho e afilhado do tio Toca de  Renan. Tio Toca é filho do homem que escolheu o nome de cado é irmão do padrinho de Cado , que se chamava Herval também e todos foram Unidos pelo celular navegador, que não foi engolido pela baleia!!!

Depois dessa, só um café forte o mundo gira....




As fotos são da praia onde foi encontrado o celular, o celular e a bolsinha protetora e noção da distância de  1/2 do percurso, numa foto tirada do ferry.
Não coloquei as fotos de Renan e Cado porque não pedi autorização. 

19 de fev de 2014

Uma estória que recebi e passo a contar!

Como estou tentando a aceitar a impermanência de tudo e sofro do apego ao café e  as xícaras,  me mandaram esta estória via e-mail. Acredito que não existe acaso, haja vista o post passado sobre o celular navegador.  Então, reproduzo a estória para que ecoe na história das suas vidas.

"Um grupo de profissionais, todos vencedores em suas respectivas
carreiras, reuniram-se para visitar seu antigo professor.

Logo a conversa parou nas queixas intermináveis sobre 'stress' no
trabalho e na vida em geral.

O professor ofereceu café, foi para a cozinha e voltou com um grande
bule, e uma variedade das melhores xícaras: de porcelana, plástico,
vidro, cristal, algumas simples e baratas, outras decoradas, outras
caras, outras muito exóticas...

Ele disse:

- Pessoal, escolham suas xícaras e sirvam-se de um pouco de café fresco.

Quando todos o fizeram, o velho mestre limpou a garganta e calma e
pacientemente conversou com o grupo:

- Como puderam notar, imediatamente as mais belas xícaras foram
escolhidas e as mais simples e baratas ficaram por último. Isso é
natural, porque todo mundo prefere o melhor para si mesmo. Mas essa é
a causa de muitos problemas relacionados com o que vocês chamam
"stress".

Ele continuou:

- Eu asseguro que nenhuma dessas xícaras acrescentou qualidade ao
café. Na verdade, o recipiente apenas disfarça ou mostra a bebida. O
que vocês queriam, na verdade, era café, não as xícaras, mas
instintivamente vocês quiseram pegar as melhores.

Então, eles começaram a olhar para as xícaras uns dos outros.

Agora pense nisso:

A vida é o café.

Trabalho, dinheiro, status, popularidade, beleza, relacionamentos,
entre outros, são apenas recipientes, que dão forma e suporte à vida.
O tipo de xícara que temos não pode definir nem alterar a qualidade da
vida que recebemos. Muitas vezes, concentrando-nos apenas em escolher
a melhor xícara, nos esquecemos de apreciar o café!

As pessoas mais felizes não são as que têm o melhor, mas as que fazem
o melhor com tudo o que têm!

Então lembre-se:

* Viva simplesmente.

*Seja  generoso.

* Seja solidário e atencioso.

* Cultive suas amizades

* Fale com bondade.

O resto deixe com a natureza, porque a pessoa mais rica não é a que
mais tem, mas a que precisa menos.

Agora desfrute o seu café!"

Beijos, com votos de paz e harmonia

-- 

Copo para café Com imagem de Van Gogh
Sr  Budha, entrada da caa da Fraternidade

Férias, um café curto ou longo?

Costuma-se dizer que o ano só começa depois do carnaval. Há um certo exagero na  afirmativa,  mas também há um pouco de vere.
...o orçamento público só abre em fevereiro ou março; as aulas começam em fevereiro num clima de crescente até tomar pique após o carnaval e se não bastasse, as minhas filhas fazem aniversário em final de fevereiro e início de março. 

Aliás, os 40 dias sem carne ( carnaval) marcam um período mais reflexivo que antecede a semana santa.
Este ano até tirei eu  férias em fevereiro, já que no trabalho estamos esperando um novo contrato e em janeiro se prestou contas de tudo. O compasso é de espera. 


Eu também estou me sentindo assim esperando o carnaval passar...As férias já começam a cansar e já não alegram. Começo a sentir falta do trabalho!
Já viajei,  fui  a praia, tomei sorvete e cozinhei. Também futuquei a terra das plantas e fiz compras. Viagem curtas, médias e curtidas num misto de diversão e contemplação.
Li pouco e escrevi menos. Ponderei muitas coisas ao som da maré e ouvi meus pensamentos junto com o vento dos coqueiros. 


Descobri que há uma diferença entre sentir-se sozinha e sentir-se solitária. Nunca estaremos sozinhos, se assim quisermos , mas em muitos momentos somos solitários.
Senti falta de coisas como a minha cafeteira espresso e de pessoas. Há coisas e caminhos possíveis de serem refeitos e trilhados.
Tenho certeza da importância do meu trabalho na minha vida e de que as férias deveriam ser mensuradas pelo seu titular. Sei que não abusaria da confiança e teria a mesma quantidade de dias, só que em  3 períodos de 10 dias no lugar de 30 dias corridos, que acabam sendo longos demais para mim.


Férias....bem que poderiam ser como o cafezinho curto e na medida, disponível sempre que precisamos de um reforço no corpo ou na alma!
Beijos queridos, na próxima vou lhes falar de uma parada em Humaitá

No ferry voltando de Tairu
Frente e flores do cumpadre Cado, a quem sou grata e essa ultima foto de quando deixei Salvador (fui voltei com o sol de verão na baia e na Bahia de Todos os Santos!)

10 de fev de 2014

Dolce gusto, um tanto duvidoso!

Sou uma pessoa desorganizada, confesso. Fazem dias que venho procurando o recibo da assistência técnica da minha cafeteira e por fim, encontrei guardado no lugar certo. Achei e fui em busca da felicidade.Nem imaginei procurar porque salvo os rascunhos do meu chefe, que guardo e descarto a cada 6  anos, nunca sei onde estão as coisas.


Talvez por necessidade, tenho um buscador automático e memória prodígiosa quando trata-se de compromisso de trabalho, do qual guardo até rascunhos e memórias de reuniões.
No dia-a-dia pago multa por esquecimento da luz  e dos telefones e tudo que não esteja em débito automático, mas se devo a alguém qualquer valor,  lembro e pago na hora ou antecipado. Este é outro departamento que funciona bem na minha cabeça desmiolada!


Acho que tenho algumas gavetas emperradas no setor da memória e outras que deslizam qual faca na manteiga. Perco chaves, cartões,  documentos meus mas nunca do trabalho. Apeaar de perder as coisas e equecer facilmente, não deixo vencer a carteira de motorista, mesmo quando não dirigia e nem a licença do carro ou o seguro.

Outra coisa esquisita é que dirijo mal, mas conheço cada cantinho do meu carro e leio de vante a ré o manual. Sei trocar pneus, além de acompanhar cada item das revisões  Sou assim meio torta do juizo! Aliás, já estava esquecendo de dizer da cafeteira:  O reparo não compensava e estou em busca de outra. 

A minha sorte foi que enquanto esperava o reparo comprei uma cafeteira espresso Dolce Gusto para testar, aquela que usa  capsulas de café - um espresso expreso e um tanto duvidoso!
Há variedade de misturas prontas desde café com leite, macchiato, capucino,  curto encorpado, longo frio ou quente. Vem tudo nas caixas, aliás tudo é só encaixar e ligar.
Gostei muito do cafe au lait, cappucino e do mocha, mas o espresso pretinho nunca será igual ao da maquina onde se mói, enche, cunha e bota pressão.  


Vou comprar uma nova cafeteira espresso. Sinto falta do barulho, do aroma e do gosto de um bom café. Tá definido!
Quanto a esta maquineta moderna, a  usarei para os  blends e até para o choccino ou  o velho nescau. Enquanto não compro outra, quando quero um espresso , tomo um café barista ou um  buongiorno que é  preto, forte e longo  e isto é  o mais próximo de um café de qualidade que consigo chegar.


Amanhã  vou olhar algumas marcas, mas comprarei com calma, afinal escolher uma parceira de muitas ocasiões é algo que requer cautela e atenção e como disse lá no meu perfil , já deixei maridos e vícios,  mas o meu café. ..