24 de ago de 2014

Café aguado.

Depois de muito pensar, visitar e fazer contas resolvemos comprar a casinha. As meninas gostaram e estavam animadas porque Cissa, minha filha mais nova, acabou por convencer Fátima - a outra mãe dela a comprar também.

Fátima, de quem gosto muito, seria boa vizinha e, como eu, gosta de plantas, pontos de bordados, sobremesas e de servir um bom cafezinho.Fá, assim a chamo carinhosamente, é a segunda mãe das minhas filhas e ajudou a cria-las quando foi casada com o pai delas.

Tudo tava indo muito bem...boa casa, corretores gentis,  bom preço e a difícil concordância das 4 filhas - as duas minhas e duas dela. Eu até comecei a lembrar dos meus tempos de paisagismo e me pus a pensar nas plantas e soluções.  Fá por sua vez, fez obras na mente e até relocou cômodos.

Sempre decido rápido as minhas coisas,  mas desta vez me demorei. Nos demoramos demais!!! Minha vó dizia que quem muito escolhe pega o pior e não deu outra. Hoje, decidida a comprar casa descobri que não restava mais nenhuma nascente. Ainda tentei conformar-me com o poente , mas é inverno e o sol já castiga, imaginem no verão!

Demos meia volta no nosso sonho e agora sabemos que entre sonhar, plasmar e realizar há de ser rápido.
Sentada na cafeteria Fran's café tomando um café forte e degustando um croissant rumo a vibração do domingo me refaço porque não será um café aguado que vai me derrubar!

Da casinha ficou a foto dela ao sol para que eu me conforme com a impossibilidade e aumente a minha vontade de buscar outra!!!



Restaram as flores brancas que no meu sonho salpicavam a entrada e as dedico a paz no mundo.

20 de ago de 2014

Flores embaçadas pela fumaça do café ou dos pensamentos?


Olhando através da fumaça do meu café, percebo que espelho as minhas opiniões nos meus conflitos internos e nas minhas memórias. Gente, quantas guerras eclodem em mim durante um único dia!!! No transito, na lida do trabalho, no que ouço e falo e também com meus familiares. 

Ainda sou belicosa!!!!!

Incorporei aos meus dias, uma campanha pela paz denominada # flores brancas pela paz em Gaza e no mundo e, tenho incluído flores brancas em toda minha comunicação eletrônica, sejam posts, facebook, e-mail e até nas correspondências oficiais. Uma atitude simbólica, no propósito e intenção de  que estas flores formem um grande tapete branco e conduza nossos  corações e mentes, rumo a paz nos mais de 40 conflitos ativos em todo o mundo. 

Hoje ao ver algumas flores no computador embaçadas pela fumaça do meu café, percebi que ainda prego a paz como uma teoria esposada e  ainda dista muito a minha prática de vida.

Que possamos convergir nossas teses com nossas ações são os meus votos e os meus esforços.

Shanti, votos de paz em nossas mentes, corações e no mundo.

Nouredini.'.





Nem todas fotos são minhas, peço desculpas aos donos dos clicks e se desejarem as tirarei de imediato. A eles fica o meu agradecimento pela beleza do olhar!

14 de ago de 2014

Nem deu tempo para o último cafezinho.


Ontem fomos surpreendidos com a notícia da morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo na área urbana de Santos – SP. Junto com ele 6 outras pessoas e 10 outros feridos em solo.

Eduardo campos não era o meu candidato, mas esta não é a discussão. Ele  representava a renovação de quadros políticos no país e fizera um carreira em seus curtos 49 anos de vida , recém completados no domingo passado. Em 20 anos foi chefe de Gabinete do Governador Miguel Arraes, ícone da política de esquerda no Brasil, foi Deputado Estadual e Federal por mais de um mandato, Governador reeleito com um índice de aceitação de 80% dos eleitores e participou ativamente nas mudanças democráticas no Brasil.

Esteve com os últimos presidentes em  suas gestões,  foi Ministro e apoiou o atual Governo. Quis por seus motivos e princípios alçar seus próprios voos e incorporou na sua candidatura a Rede Solidariedade de d. Marina, buscando incorporar seus quase 20 milhões de votos na eleição passada, uma estratégia ousada de união de forças

Era um articulador nato. Um politico matreiro!

Com tudo pronto para começar  o horário eleitoral na TV na véspera do acidente, terça a noite, participou de pesado debate e já de manhã partia para uma nova rodada em S. Paulo, onde tentava crescer seus índices. Em comum acordo com sua esposa pegaram distintos roteiros, ela seguiu com o filho e o sobrinho para o Recife e ele, com assessores e equipe, para compromissos de campanha.

No domingo, ele e toda família comemoram o dia dos pais com festejo duplo de aniversário e os filhos gravaram um vídeo caseiro reafirmando o amor por ele. Um vídeo para consumo interno da família não fosse à tragédia.

As tragédias nos chocam  e nos paralisam, sofremos porque não lembramos a impermanência das coisas. Tudo é impermanente. A vida é impermanência. Tentamos driblar esta verdade, escamoteamos, pomos no canto e a deixamos como algo forte, verdadeiro mas que raramente internalizamos ou praticamos.

Minha vó e toda sua geração, com poucas palavras, sempre afirmava: - para morrer basta estar vivo.

Temos que estar sempre prontos e entregues porque somos passante se se bobear, nem dá tempo para último cafezinho!

R.I.P todas as vítimas da tragédia do voo de Santos, vibramos que suas famílias encontrem a compreensão e vocês novas oportunidades.
Por todos que se foram a tragédia e seus familiares, vibremos

Estas vão pela trégua  Gaza e pela paz em todos os conflitos do mundo

13 de ago de 2014

Casar ou comprar um bicicleta...


 Estou num impasse entre casar ou comprar um bicicleta! Brincadeirinha...kkkk, o impasse está entre comprar um imóvel financiado até os meus 80 anos ou continuar morando de aluguel e mudando quando tiver vontade e o bolso permitir, ou na mesmo, sair quando o senhorio assim resolver  ou  a ilusão de ter algo meu que morrerei pagando.

É fato que deixarei  pós morte um bem, mas sei que isto não importa as minhas filhas até porque nossos gostos de moradia não coincidem. Quero uma casa longe do centro com área em volta e na área metropolitana de Salvador, afastada e num lugar começando... começando a asfaltar, a valorizar, a chegar o básico.

Opto  por um pouco de área externa onde pousa por os meus caqueiros e plantar algumas ervas de tempero e estacionar o carro entre algumas pequenas flores salpicadas e generosas, em detrimento de uma área interna maior. Terei de me desfazer do monte de quinquilharias que tenho, mas não sei bem para que as quero, já que morando longe e as visitas serão ainda mais esparsas.

Exijo espaço para minha cadeira de balanço, uma boa cama , um pequeno armário  e 2 quartos para poder receber as filhas eventualmente. Um quarto em cima e outro em baixo, quando a saúde ou a preguiça não me permitirem subir as escadas.

Como vou usar todo meu fundo de garantia por tempo de serviço e pagarei pesadas prestações, terei que reformar meu modo de vida. Não sei o que fazer com os zilhões de coisas de cozinha porque sou compulsiva por panelas, refratários, formas , facas e utensílios, mas dá-se um jeito.

Um boa geladeira, um fogão , um microondas, um liquidificador, uma cafeteira expresso, uma  máquina de pão , uma disto outra daquilo e já tenho que parar porque não cabe! Dividirei os pertences com as filhas.
Se optar me permanecer no aluguel, Cissa continuará comigo e tudo repousará em seus lugares, inclusive o inútil e o dispensável e,  continuaremos por mais um ano ou dois juntas. Então o que fazer?

- Ainda não sei e, nem todo café tomado, me ajudou a decidir. Acabamos de assinar mais um contrato de Projeto  e tenho emprego provavelmente por mais 6 anos, o tempo necessário a minha aposentadoria..

Recolho-me  em pensamentos e meditação pedindo aos Mestres que me auxiliem , trazendo clareza a minha mente, mas onde for o caféebolinho vai comigo!


Beijos meus queridos e opinem, fiquem à vontade.







Haja quinquilharia!





Menos cabelo, menos juízo!

9 de ago de 2014

Café de véspera

Seu Vavá - meu pai,
Estou lhe enviando este bilhete de véspera do Dia dos Pais porque as grandes datas são comemoradas de véspera.
Não sei ao certo seu endereço, mas aí no céu não tem outro Vavá de D. Neide. Acredito que os anjinhos dos serviços prestados vão lhe encontrar e entregar!
Tenho boas noticias:  - Walney  lhe deu um neto, o João e vive bem com Carina e Lena Vitória em breve se formará em psicologia; mora só em Santo Antonio e se vira bem.
Joana deu muitas alegrias a Neiva e passou no concurso antes mesmo de formar. É bonita e festeira.
As minhas meninas - Agnes Bezerra e  Cissa Bezerra,como o senhor gostaria de ter visto, são professoras universitárias e já tem Mestrado. Adoram viajar, já conhecem muitos lugares e acabaram de voltar dos Estados Unidos. Diga a d. Neyde que elas conheceram o local do assassinato de JFK. Sei que ela vai gostar de saber porque era fã dele!
Neiva Costta  já podia ter aposentado, mas continua a trabalhar e é muito querida pelos colegas. Tem imóvel próprio como senhor recomendou e anda sempre bem arrumada.
Neima é tia dedicada, a mais passeadeira de nós, vive no cinema e teatro, continua ensinando na Uefs e adora presentear.  Mora lá na sua casa, mas tem outra casa em Feira.  Tem dinheiro na caixinha a dona baratinha! Pousentou e nem.parece.
Neiva e Neima reencontram os primos Rolemberg no facebook e Neima os visitou no Rio. Roberto e Rômulo moram no sul.
Eu estou bem , trabalhando e com saúde e hoje gostaria de lhe enviar um cafezinho e um abraço de gratidão por tudo que fez por nós.
Estas flor é  do seu jardim. Aliás, Neima herdou sua mão boa para as plantas e tem flores aqui e em Feira.
Bem eu vou indo e deixo algo que sempre lhes acompanhou,  a vc e também a minha mãe  - deixo-lhe o Salmo 23.
Com amor
Heidinha

6 de ago de 2014

E girou o mundo de Raimundo

Nos anos 80, antes de de mear a década, eu conheci o Rio São Francisco e o lago de Sobradinho. Lago por força de definição geográfica, mas parece um mar com suas ondas chamadas de maretas e chega distar 25 km de uma margem a outra entre as cidades de Casa  Nova e Sento Sé.

A história do Velho Chico contada e cantada em verso e prosa encanta todos e a aura que envolve a construção do lago, encobrindo cidades, separando pessoas e desfazendo laços me marcou profundamente.

A história da relocação  das cidades, as perdas afetivas, a retomada da agricultura e o fato de serem populações de pescadores e agricultores convivendo marcou sobremaneira o início da minha vida profissional. Se não tinha certeza do ia fazer, após conhecer a borda do lago,  fiz a minha opção pelo desenvolvimento regional, pelo rural, pela agricultura da pequena produção!

Descobri a roça, o cafezinho mantido no calor do fogão de lenha e a sinceridade nos olhos dos homens e mulheres do sertão!

Trabalhei muito com isto e depois em muitas outras coisas, que foram me tornando uma generalista e me aproximando de outras áreas como a administração, o marketing de varejo em shopping centers,  propaganda, avaliação de projetos à gestão do conhecimento.

Quis a vida que eu volte ao Lago e o novo Projeto para os próximos 6 anos tem dentre os 30 municípios que iremos trabalhar, Sobradinho, Sento Sé, Casa Nova, Remanso e Juazeiro ( da Bahia) e vou encerrar a minha vida profissional onde comecei há 30 anos.

A vida é cíclica e se repete.


Aos que estavam preocupados com meu sumiço, aproveito para avisar que já estou bem e recuperada e lutando simbólica e energicamente pela paz em Gaza e nos outros 40 conflitos no mundo.  Estamos construindo, com flores brancas, um caminho de pétalas rumo a paz.

Também mudei de cara e abandonei os cabelos junto com alguns quilos e espero perder tantos quilos quanto tirei de cabelos (rsrsrs)

Cara nova em vida velha para me reinventar!


O mundo de Raimundo gira no gira-mundo e nos traz de volta a qualquer canto do mundo, desde de que se queira e deseje, num desejo profundo!
Beijos, votos de paz



Flores brancas pela paz!


Em casa os lírios perfumam e fazem o chamamento

4 de ago de 2014

Voltei, sem ter ido.


Após uma forte virose dessas QCC *, que pode matar os mais velhos, me sinto viva.  Zonza é verdade, mas pronta para me assenhorear do meu espaço.

Me dei conta que além da saudade fui abatida por um sentimento de  impotência e vejo que preciso ter consciência do quão pequeno é meu círculo e giro no entorno do meu umbigo. Percebi que conto com poucos e fraternos irmãos e que estes valem muito. Alguns nem conheço pessoalmente, mas foram capazes de se mobilizar com mensagens e e-mail que cruzaram o oceano. A outros ocupei em providências de remédios e frutas e que  logo atenderam com carinho.

Assim como dizia meu falecido pai, o pouco com Deus é muito e há muita verdade nisto, independente de conotações religiosas. Há os colegas que assumiram minha parte de obrigações no trabalho, o chefe que esperou a melhora efetiva, a irmã que ofereceu sua casa, a que ofertou sua pequena poupança,  a funcionária do prédio que se disponibilizou em favores e os que com fé desejaram que tudo passasse da melhor forma.

Foram 4 dia de imersão em lençóis e episódios desagradáveis de contar, mas o pior foi assisti todos os jornais e noticiários e constatar que  o vírus da violência está crescendo suas fronteiras.

Hoje há cerca de 41 áreas de conflitos ativos e armados no mundo, fora a guerrilha diária do tráfico, da violência urbana e da fome que assola o mapa. Viajar de avião, um medo comum de muitos, se tornou ninho de mercado de empresas que mapeiam as rotas mais arriscadas.

Me dei ao trabalho de instalar no tablet uma aplicação flightawhere e vi espantada o trânsito de aviões  sobre estas áreas, mas isto é risco potencial. O que dizer de morar em Gaza - uma faixa de terra cercada de bombas por todo os lados.

A última vez que que pensei neste conceito era para falar de ilha e, de fato, Gaza é uma ilha de terror!

Assisti imagens de crianças despedaçadas , viúvas desesperadas e homens que choram qual crianças. Vi como meu mundo é pequeno e minha catástrofe mais próxima era uma virose, a saudade das minhas filhas e um sentimento de solidão.

Como sou egoísta! Há um mundo se despedaçando e eu sou o mundo, sou humanidade.Como posso contribuir? Posso vibrar, posso gritar, posso protestar, mas  e sobretudo, devo não construir conflitos armados no meu dia a dia. Conflitos de palavras e pensamentos que ferem, conflitos de consumo desenfreado, conflitos de não pagar o preço justo da minha faxina,mas pagar o dobro numa refeição, sapatos  ou livros.

Pequenos e incoerentes conflitos de exigir racionalidade Israel e ser irracivel comigo e com minha família.
É tempo de coerência, e tempo de temperança. Tempo de colocar a razão, a mente a serviço da paz. Pois ja ensinou o Mestre: - Não há caminhos para paz, a paz é o caminho.

Doravante o café e bolinho  escolhe postar fotos de  flores brancas para nos lembrar a necessidade imperativa de paz. Aos que quiserem postar e contribuir mandem a sua imagem com a fonte para heide.oliveira.nouredini@gmail.com e nosso luto será branco, branco de paz que soma todas as cores em seu caleidoscópio.

Bjs e de volta ao batente que nem café quente!




* queda,caganeira e catarrot