30 de dez de 2013

Presente novidenho

Hoje vi Vicent pelos  olhos de minhas filhas Agnes e Cissa e da sua  amiga Angélica Rocha. Meus olhos encheram-se de lágrimas e, enfim, pude dizer-lhe cara a cara:- Olá Vicent li todas as suas cartas a Theo, entendo suas dores que já fora minhas e sei porque seu mundo tem tanto amarelo cádmio.

Vicent,  meu querido, veja onde chegastes, veja a quantos alegras com tuas flores, teus trigos e até a tua caixa de brinquedos. O teu quarto, para tu uma cela, para muitos  virou símbolo de beleza e poesia e habita milhares, milhões de quarto de crianças alegres, sorridentes e felizes.

Mesmo aqueles que te conheciam a dor e a trajetória sofrida, muitas vezes o escolhem como símbolo para decorar quartos dos seus filhos, talvez como forma de ser atentos a felicidade dos seus pequenos. Assim o fez Samantha, sobrinha querida, quando nasceu o seu  Joãozinho.

Durante muitos anos eu mesma tive a sua cadeira e a caixa de brinquedos no meu quarto, gravuras baratas, que não faziam jus ao seu talento mas lembravam todo meu respeito e admiração .  Também tive os girassois e hoje sei, que os remédios amarelavam seu mundo.

Quando a quase 10 anos iniciei um tratamento com cromoterapia,  temia por demais o amarelo. A cor do sol, da cura do plexo que aquece nossos dias e quando se  desabilitada, desespera.

Meu querido, li todas as suas cartas Theo, aprendi a respeitar e admirar a perseverança da sua cunhada. Gostaria que ela tivesse alcançado os tratamentos existentes hoje para depressão.  Talvez não tivéssemos o artista,  talvez não nessa expressão de arte, mas noutra forma.

Fico a imaginar um Vicent colorido, alegre ou menos sofrido. Normal e sem normas...

Hoje eu lhe disse Olá junto com um Olá festivo para Degas.  Que, em bom tempo, não nasceu por agora porque talvez o acusassem de mil e uma coisas por ficar tão perto de tantas jovens e assim perderíamos a beleza pueril das suas bailarinas.

Veja Vicent, cada,um no seu tempo e com as suas limitações também,  alegrias. Hoje, neste tempo  de tecnologias, neste exato momento, sentada numa livraria vejo pelos olhos das meninas aquilo que muitos e muitos livros das estantes daqui reproduzem.

Degas e Vicent numa tacada só! Vou tomar um macchiato duplo para acalmar meu pobre coração que está aos pulos de alegria.

Obrigada meninas não poderia ter recebido presente melhor na última visita a caféteria deste ano.

Beijos e bons passeios e com licença porque vou publicar as fotos

24 de dez de 2013

Boas Festas

A todos que com suas visitas anônimas ou não,  posts, comentários, olhares e silêncio fazem deste espaço algo vivo, nem sempre alegre e nem  sempre triste, dual como a vida,  desejo  uma noite de RE UNIÃO e RE LIGAÇÃO!

Que pela simbologia da data, independente de credo, possamos sentir a paz e verdadeira alegria (Ananda).

Aos que extrapolaram a barreira da visita e adentraram o meu  coração e comigo partilham o cotidiano da minha caminhada, sou-lhes especialmente  grata pelo afeto, ombro, colo, pitos e atritos... Eles me impulsionam a cada dia, como um cafezinho quente, quando até a alma treme ao frio.

Que a luz se faça iluminando e aquecendo corações e mentes.

Shanti Om Namah Om

Beijos com o cheiro  de alecrim vindo da minha pequena árvore de natal e das pitangas de Neima ( seguindo a tradição dos meus pais, ela providenciou as folhas de pitada para encher a casa de bons ares)

19 de dez de 2013

Café natalino ou Merry Xtmas.

Hoje tomei o café da manhã com a minha filha Agnes e vou finalizar o almoço de Cissa que anda cheia de restrições alimentares por conta da intolerância a lactose. Não poderei esperar o horário de  almoçar porque terei uma reunião que se inicia às 13:30. Esse foi o nosso Natal antecipado.
Como de costume nas viagens delas e sendo um fim de semestre, ambas trabalharam até o último minuto e só hoje, dia do embarque, estão fazendo malas, imprimindo bilhetes e tomando as últimas providências.
Fico com os nervos em frangalhos. Não que seja organizada, nem precavida mas, assim também....vira puro estresse. Sempre falta um documento, uma peça a completar o par de algo e sobram elementos para ticar na lista. São 30 ou 40 dias fora e com previsão de forte nevasca em NY e ainda lhes faltam botas e luvas  para tanta neve e outras providências para tomar logo quando lá chegarem.
Afora o estresse, será uma viagem memorável pelo período natalino, as luzes, os estudos, o aprimoramento da língua e até algumas compras. Agnes terá um bom roteiro cultural, só restrito pelos custos, mas cheios de possibilidades e novidades. Cissa além dos roteiros irá em busca da residência do mestrado com a sua pesquisa de campo.
Neste momento, com um pouco de taquicardia, parei por um tempinho para um papo com vocês,  já que não posso afundar na minha costumeira "bacia de espresso". Confesso, que apesar do estresse estou feliz e orgulhosa por elas. Afinal, viajam por conta e risco delas, com o resultado dos seus esforços. São aulas, trabalhos, coordenações, consultorias, artesanato, economias e muita coragem, delas e só delas, que estão depositadas naqueles pedaços de plásticos de cartões  pré -pagos e travells money.
Suas malas e vestes serão simples mais cheias de muito suor e sonhos. Além do mais, por mais que briguem, como todo irmão,  todos os anos, mãos dadas  e abraçadas, se unem em votos e desejos de um ano cheio de saúde e oportunidades. Sempre num lugar novo, mostrando que venceram mais uma etapa, que realizaram mais um sonho...que são capazes.
Este ano com a viagem mais longa se vão desde antes do Natal e seus presentes que coloquei na árvore serão singelos: - a subida  ao Empire  State e um breve  passeio por volta de Manhattan, mas o maior deles será a minha vibração diária para que a saúde de ambas se firme, seja mais uma feliz viagem,  cheia de bons momentos a recordar porque, como já lhes disse, o melhor porta retratos é a memória.
Boa viagem meninas e estejam felizes,
Feliz Natal e um próspero Ano Novo. Merry xtmas e Happy New Year em NY city
Todo meu amor, carinho, orgulho e respeito.



Cissa experimentando  o casaco que será seu companheiro por longas datas  e Agnes  com os agasalhos que já foram a 4 cantos, mas não lhe tiram o  charme porque,  segundo elas, os agasalhos e as malas surradas só provam ser ótimas companhias de viagem!

17 de dez de 2013

Novidades no café

Resurgindo do seio de Mataji
A marca Alma Brasileira surgiu em 2001 na Fazenda Velha como uma forma de produção artesanal de aromas em diferentes apresentações. A nossa compreensão era de que a verdadeira Alma Brasileira, que nos inspirou o nome, é um coletivo de um povo que mistura diferentes raças e saberes e, convive em diferentes ambientes neste Brasil tão grande. Uma Alma assim coletiva, longe de ser uma individualidade, permeia diferentes indivíduos e confere a cada um variadas sensações e percepções armazenadas em suas memórias,

Por ter nascido na área rural do semiárido e se radicado no úmido sul da Bahia, os aromas foram se misturando e crescendo a sombra dos pés de cajá e o cheiro de visgo da banana que cobre a área de cacau da Fazenda São José. A estes se somaram as ervas da cozinha de fazenda e o forte cheiro do cravo e da canela conhecidos numa estadia no Baixo Sul.

Quis as circunstâncias que a marca adormecesse no colo de Mataji - nossa mãe terra, por longos anos para agora ressurgir, despretenciosa, simples e tranquila nas Águas da Ilha das Fontes.

Este ano de  2013 produzimos  os sais de banho para os mimos de Cissa do frescurasefofuras.blogspot.com e animados, estamos reintroduzido nossos produtos em pequena escala, um por vez, sem aditivos, com óleos essenciais e ervas colhidas por nós mesmos ou por outros brasileiros como nós.

Como tenho tido um carinho especial por amigos portugueses, deles tomei por empréstimo as folhas de Oliveira e um pouco de bom azeite.
Nosso único desejo é trazer-lhes a memória momentos de bem estar e permitir que seu corpo sensorial encontre nas ervas o que precisam.
 
Votos de paz, harmonia e bem estar
 Alma Brasileira por Nouredini.'. 
 

12 de dez de 2013

Café de sentinela


Amigos são irmãos escolhidos, mestres tenazes e cumplices frequentes. Amigos são extremados e vão do afeto ao desafeto num rasgo de segundo, basta uma referência a um dos  seus.

Amigo é um cumplice que lhe conhece pelo tom da voz, pelo semblante, pela pisada e até pela risada. Amigo verdadeiro, espana poeira para que ela não lhe incomode em dias difíceis e come poeira de longas estradas para lhe realizar desejos. Amigo ralha feito mãe velha mãe e chata tentando trazer-lhe a razão e mesmo tendo avisado várias fezes, jamais repete o  bordão:- eu lhe disse!

Quando um amigo cai, cabe o outro levanta-lo; mostrar-lhe porque caiu , revisar o caminho e juntos acharem uma alternativa. Um amigo é um porto, um esteio e freio para os sem juízo. Um amigo é você no espelho do outro e ele no seu. Se assim não for, não é amizade.

Hoje movida pela dor fico pensando se existe ex-amigo e me respondo que não. Amigo é um estado permanente, que pode passar por breves licenciamentos, por falhas de um ou de ambos.

O princípio do budismo diz que tudo é impermanente, então amigo também é. Entretanto, a amizade é um princípio e um valor, cabendo assim duração. A amizade por ser um princípio,  pode ser permanente, mesmo que o ente amigo não o seja. Confuso? Sim.

Em verdade, devo estar arrumando conceitos e formas para minimizar a minha dor de constatar a perda de um amigo de anos, uma relação de décadas que se esfacelou e não há cola que recomponha. Nem mesmo usando Fátima (lembram daquele post sobres Fátima/esmalte e cacos do meu coração?), que consiga colar cacos tão miúdos e de louça tão fina, talvez tão preciosa quanto um cristal.

Uma amizade que já sofrera todo tipo de abalos, mas sempre bem acondicionada em nossos coracões se quer trincara ou apresentara quaisquer marcas, mas desta vez espatifou-se em uma mesa de reuniões e voaram cacos para todos lados.

Fico assim de luto em pleno período natalino, onde normalmente se festeja. Sei que todos os meu amigos me são caros, mas a perda de qualquer um deles é um buraco, uma dor profunda e um sentimento que rogo aos Céus que passe.


Sou grata aos mais de 30 anos de nossa amizade e o respeito por todos bons momentos. Mesmo em dor, lhe desejo uma longa vida e uma boa caminhada.
 

8 de dez de 2013

Frutas para salada.

Já começou o verão em Salvador, desde o dia 4 de dezembro. A galera mais jovem marca seu verão por meio dos shows e eventos que acontecem na cidade e também assim, era ou ainda é, para nós da velha guarda. O verão da nossa cidade começava com o caruru de Santa Bárbara, padroeira dos bombeiros, distribuído com fartura todos que quiser comer e sambar no Mercado de Santa Bárbara-um caruru de preceito religioso.

Terminada a festa de Santa Bárbara começam os festejos de Conceição, a Santa padroeira da cidade e hoje, dia 8, é o seu dia com muitas missas e, do lado de fora da igreja, muita cerveja. Não sei se por tradição ou conveniência, muitos maridos, após a missa e após muitas cervejas, compram as frutas para a salada.

É tempo de infinidade de frutas de cheiros, gostos e coloridos diversos e as saladas deste período, se diferenciam pelas misturas. Meu sogro, seu José, era mestre nisto e, certamente, hoje comeríamos a melhor salada de frutas do ano.

Finda os festejos de Conceição já nos ritos de Santa Luzia e suas águas curativas para os olhos. Após Santa luzia, a procissão das barracas de festas e a peregrinação dos devotos do sagrado e do profano segue rumo Boa viagem e lá se instalava até o ano novo sempre rompido nas areias da praia de Boa Viagem, aonde no dia seguinte, chega a procissão marítima de Bom Jesus dos Navegantes. Em paralelo a esta festa, rola outra no bairro da Lapinha e com direito a presépio ou como se dizia uma Lapinha do Nosso Senhor.

Caminhando e arrastando as barracas e já no novo ano a festa se instala no Bomfim - conhecida nacional e internacionalmente - tem seu poder ponto alto na lavagem das escadarias. A caminhada começa lá na Conceição e se arrasta até a Igreja. São km(s) de muita fé, farra e comemoração, que se tornou a quinta-feira mais famosa do ano.

A esta altura o ano já avança a meios de janeiro e numa correria, que já nem sei se ocorre ainda, de domingo para segunda, a festa muda-se para Ribeira, onde a farra puramente profana é denominada de segunda-feira gorda e os ritos carnavalescos falam mais alto.

De lá se mudava para Pituba, que já não mais existe e seguia para Itapuã. Esta de está Itapuã está preservada e tem lavagem, barraca, parque e tudo que uma festa popular tem direito.

Mantida a tradição de Itapuã, desloca-se para o Rio vermelho e já em 2 de fevereiro o mundo assisti a festa de Iemanjá. As festas do Bomfim e a de Iemanjá são as que mais caracterizam o sincretismo religioso do povo da Bahia - leia-se Salvador.

Com a festa do Rio Vermelho já em vésperas e ritos de carnaval, o verão vai atingindo seu ápice e o povo da Bahia tem cores, idiomas, sotaques e nacionalidades as mais variadas. É uma massa feliz que vagueia de ensaio em ensaio carnavalesco... Puro sorriso e farta alegria.

Se olhamos bem, são 3 meses de festa em festa. Em verdade, muitas festas foram perdendo forças e brilho, sendo substituídas por eventos pagos e ensaios dos blocos carnavalescos. Para quem chega, os ares da cidade continua festivo, quase igual ou até em certos momentos, mais movimentado que antes.

Sou do tempo do ciclo das festas populares, ainda que por restrições familiares, não fosse a todas. Alegra-me saber as festas abertas ou encontros menos eletrônicos. Saúdo as rodas de samba, os bailes e batucadas.

O verão nesta minha terra é uma grande salada de frutas tropicais, mas não declinamos das frutas exóticas que por aqui aparecem e enriquecem o sabor e quando chega dezembro de novo, além das festas nascem muitos bebês. Verão é um tempo de amor e reprodução...rsrsrs.

Registro com orgulho que no verão da Bahia ocorre algo inédito: o único concurso de carrinho de cafezinho. Aqui os ambulantes vendedores de café, recurso infalível para ressaca de tantas festas, criam verdadeiras obras de arte para transportar suas garrafas térmicas com rodinhas e até sonorização.


Viva este meu povo!

Beijos com sabores dos Sorvetes da Ribeira.
 
 

3 de dez de 2013

Compacto, quase uma embalagem de café a vacuo.


A primeira vez que ouvi alguém referir-se a algo como um compacto eu era  muito pequena, uma criança. Sempre fui curiosa e queria saber do que se tratava e esperei que a minha mãe falasse disto novamente e não demorou, ela perguntou-se: - onde guardei o meu compacto?!. Acompanhei-a na procura e vi radiante que era o seu estojo de pó compacto Cashimere de Bouquet.

Na minha lembrança aquele estojo rosa, escrito em dourado, rosa forte e azul e ornado com flores era lindo e mágico. Passei a observar aquele pequeno tesouro e não demorei a notar que sobre a penteadeira, assim chamavamos o toucador, outros produtos da mesma marca Cashimere de Bouquet - talco em lata, perfume e pó com punça. Será que todos sabem o que é punça?!

Na caixa redonda do pó de arroz havia uma generosa punça, esférica e plumada, para aplica-lo sobre a pele. No pó compacto a punça era pequena e lisa – algo tipo uma esponja esférica. Explicação dada, voltemos ao compacto.

Constatei que só o pó compacto consegui acompanha-la ao sair de casa, facilmente acondicionado em quaisquer tipo de bolsa, valise ou carteira, sempre disponível  para retoques a maquiagem. A minha mãe era uma pessoa simples, de formação rigorosa e prendas e, que em nome do amor, deixou para trás sua cidade e seu status de filha de ourives para casar-se e levar uma vida de muita luta junto com meu pai. Creio que o pó compacto era uma vaga lembrança do seu tempo de outrora, algo que ela manteve e se apegou tentando relembrar dos tempos mais fartos.

Nem tinha ciência de que neste momento formou-se em mim uma memória positivada de que compacto é algo bonito, versátil, elegante e útil. Esta memória permaneceu guardada até quando moçoila tive o meu primeiro Compact Disc, uma versão reduzida do Long Play - nosso CD da época.  Bem menor e prático trazia as principais músicas do LP, uma ou duas, a cada lado. Fácil de manusear e levar para as festinhas. Assim mais um elemento de qualidade agregou-se a minha memória, associando-se  a expressão compacto já arquivada e só trouxe reforços positivos.

Passado os anos e com a inovação tecnológica, os CD suplantaram os disquetes em comodidade, capacidade armazenamento e portabilidade. Constatei que o termo compacto continuava atual e só associava-se a coisas boas, praticas e úteis.

Ontem um amigo me perguntou porque compro carros tão pequenininhos, assim tão compactos e...a minha mente se iluminou com as lembranças! Sempre achei que fora pela dificuldade de dirigir e estacionar carros maiores ou até pequenos, mas concluo que minha paixão vem de infância. O meu carro é um compacto, lindo, pequenino, cheiroso, prático, portável  e útil como aquele pó compacto da minha mãe e eu o estaciono em frente a minha janela e olho para ele com os mesmos olhos da criança que admirava o toucador da mãe.

Vá entender esta nossa mente que se diz recional!

 
 
Todas as fotos são da web da marca Cashimere de Bouquet, exceto imagem do carro feita no ferry boat.
 

 


1 de dez de 2013

O último mês do ano.

Chegou dezembro com todo seu simbolismo que se traduz em sons, formas, cores e sabores. Um mês que é cheio de correrias e providências e já começa de agenda cheia e tempo apertado  para dar conta das duas maiores festas - a ceia de Natal e o Revellion . Para mim,  Revellion é especial.
 
As minhas filhas sempre passam está data viajando e, se possível, fora do Brasil para conhecer um novo lugar e todo  encanto da sua descoberta. Assim,  criaram seu próprio ritual de passagem. Já estiveram em França, Portugal, Espanha e agora vão ver a bola subir  nos festejos de N. York.

Desta vez,  a escolha está atrelada a uma residência de mestrado e assim,  juntou-se  a necessidade com seus ritos de final de ano  e lá se vão as duas para um temporada de 30 a 40 dias vivendo na Big Apple. Daqui, torço para que tudo lhes ocorra de melhor.

 
Eu não sou de festejos Natal, mas por conta de Cissa fabricar artesanalmente mimos e presentes de Natal no seu  frescurasefofuras.blogspot.com, já estou em ritos da festa desde o início de novembro, seja auxiliando nas costuras e embalagenss, vendas ou divulgação.  Me vejo rodada em profusões  de lacinhos de fita, botões coloridos, retalhos de todos desenhos e pacotes de tamanho variados, que até me lembram  a oficina de Papai Noel.

Todas noites após o nosso expediente normal - o dela de ensino na universidade e aulas do mestrado e meu no Projeto, damos providências as encomendas. Como não tenho habilidades artesanais sirvo de auxiliar e quebra-galhos e váramos noite a dentro e por vezes, nem nos damos conta do horário.
 
Eu gosto mais das comemorações e confraternizações que antecedem a noite de Natal. Os encontros com amigos e colegas , a decoração das ruas e lojas. No dia de Natal vou ao encontro   da família e fazemos a festa para os pequenos. Trocamos presentes e nos empanturramos de comida. Este ano, diferente dos anos anteriores, passarei aqui em mesmo casa  e descansar.
 
No dia 31 festejo é muito! O meu dia sempre começa cedo e cheio de preparativos e a noite traz consigo um momento sublime de vibrar, agradecer e renovar compromissos por fazermos dias melhores e mais fraternos.
Sempre passo o Revegllion com meu grupo de irmãos  e amigos fraternos, numa vibração do Om sagrado. Durante os minutos que antecedem a chegada do ano e o seu início  compartilhamos o som  sagrado da criação. Um compromisso , um voto e um propósito por dias melhores para todos e para o nosso planeta.

É um momento especialmente belo. Temos muitas flores, incensos e a vibração torna-se especialmente bela. Depois partilhamos a ceia e brindes,  como qualquer grupo familiar ou de  amigos. Passada a vibração ligo para as filhas, família e amigos e abraço a todos que estiveram comigo em meus pensamentos e intenções durante a vibração.

Gosto de usar branco, me arrumar e usar o que tenho de melhor e sempre foi assim se os festejos fossem em casa, na casa de amigos, na praia ou restaurantes.
Esta data  que comemorava já com alegria , tornou-se ainda mais importante- O primeiro dia do ano é aniversário de Nouredini.'.  Foi numa passagem de ano que recebi o meu verdadeiro nome. Assim uma data que já comemorava com alegria , tornou-se uma festa.

A vida segue sempre em frente e sem recuos e o primeiro dia representa para muitos esperança  de dias mais fraternos. A magia da esperança nos move e impulsiona e assim, continuamos a girar a roda da vida. Nos reinventados, nos regenerados nascendo de nós mesmos.
 
Obrigada a todos que compartilharam este ano comigo e bem vindos os que ainda encontrarei. Aos que passaram aqui no cafeebolinho.blogspot.com sou-lhes grata e asseguro que sempre encontrarao um café fresquinho para alimentar nossa prosa.
 
Que possamos ter esperança e diariamente fazer nossos pequenos revegllion, a cada virada do dia; a cada ação revista e a cada iniciativa tomada e deste acúmulo diário de atitudes surgirão as  mudanças efetivas em nossas vidas.
 
Feliz dia novo, feliz ano novo, feliz vida nova.

Beijos meus queridos, votos de paz e um dezembro cheio de alegrias e prenunciando um ano ainda melhor!!!





Mimos do frescurasefofuras.blogspot.com