23 de ago de 2012

Samira, uma receita que deu certo.


Todo profissional pode ser um coach!

Assim pensávamos quando esta expressão era utilizada apenas os treinadores americanos. A expressão pode ser nova nas organizações  Faz muito tempo, aprendi tudo que sei com colegas mais velhos, ou mais experientes, que dedicavam parte do seu tempo em formar novos quadros e daí só me reinventei.

Com eles aprendi a não  utilizar estagiários como ”faz tudo” ou “quebra-galhos”. Assim como aprendi, continuei. Às vezes me sinto, um tanto jurássica no meu propósito. Muitos estagiários de hoje querem um bico, uma grana ou a perspectiva de um emprego e poucos, querem aprender. Muitos empregadores  só querem  burlar a lei e pagar menos. Isto me entristece!

Muitos podem até discordar, mas esta tem sido a minha experiência nos últimos anos, mas há exceções -  honrosas exceções - Samira foi uma delas. Quando chegou para estagiar na comigo na Monitoria, já estávamos em final de Projeto e não havia muito onde e o quê exercitar. Estávamos catalogando documentos para fazer o relatório final.

Pacientemente ela recebia cada documento para classificar e , para que eu não traísse a minha formação, eu lhe dizia, sempre que possível  a importância do documento, a que se referia. Procurava, a leve pinceladas, lhe mostrar o que fora um Projeto de Desenvolvimento Rural. Samira parecia prestar atenção, talvez fosse educação, talvez interesse!

O fato é que ao final das pilhas de documentos e quando iniciamos a redação do relatório final junto com o consultor, a danadinha da Samira já conhecia as realizações do Projeto, seus componentes, onde ficava,  etc,.

O estágio estava terminando e o Projeto também e a  Samira havia demonstrando seu senso de responsabilidade e sua boa vontade em aprender, mesmo que fosse na base de suor e poeira.

Não demorou e ela cativou Lia, nossa colega e secretária do Coordenador, que viu em Samira uma possível substituta, seja pela sua organização, sua confidencialidade ou sua boa vontade. Lia com seu jeitinho especial conseguiu renovar o estágio . A sua formação em administração, sua discrição e a confiança conquistada da Coordenação a levou para o setor financeiro, onde o assessor receberia uma assistente no novo Projeto.

Samira formou e continuo assistente, pacientemente esperando sua reclassificação, sem resmungos  ou muxoxos, em cozimento lento como uma boa receita,  sempre com o mesmo sorriso, sempre com a mesma atenção.

Samira  já e assessora como eu e hoje se pós graduou em gestão pública. Estou feliz e realizada, creio que Lia também. Acreditamos e ela tomou as rédeas de sua carreira sozinha, se fez profissional, sem sisudez, sem chatice, com o mesmo sorriso e a mesma boa vontade.

Vamos nessa Sam , tem muito chão pela frente, seja mestrado, doutorado, concursos, o que quiser porque você  pode e merece e  por isto, o café e bolinho de hoje vai prá você e para Beto , seu grande companheiro.

Lia, a nós resta tommar um cafezinho, comer o bolo e comemorar!!!!
Bolo Pudim de Chocolate
Ingredientes
2  ½ xícaras e meia de farinha de trigo
4 ½ colheres (sopa) de cacau em pó
2  colheres (sopa)  e 1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher (sobremesa) de sal
1 1/2 xícaras de açúcar
6  ½  colheres (sopa) de azeite doce do bom 
1 xícara de açúcar mascavo  e 1 xicara de  de açúcar (ou 2 xícaras de açúcar demerara),
½ xícara  de cacau 3 xícaras rasas de água  fervente
Modo de preparo
1- Numa tigela coloque a farinha de trigo, as 4 ½ colheres (sopa) de cacau em pó,o fermento em pó, osal, 1 1/2 xícaras de açúcar e misture bem com auxílio de uma colher de pau. Adicione o leite (temperatura ambiente), o azeite doce do bom e bata até incorporar.
2- Num refratário retangular (+-30 cm por 24 cm) ou outro equivalente  untado com manteiga despeje a massa e reserve.
3- Numa tigela misture o açúcar mascavo com 1 xícara de  de açúcar (ou use 2 xícaras de demerara), a ½ xícara  de cacau e delicadamente espalhe sobre a massa (reservada acima), uma nova camada . Com ajuda de uma colher de sopa, despeje a água fervente na colher por cima do bolo, por toda a extensão da massa, tomando muito cuidado para não mexer nas camadas.
4- Leve a forma ao forno pré-aquecido a 180 graus por +/- 45 minutos ou até a massa soltar das bordas do refratário. Deixe esfriar por 30 minutos. Sirva a seguir.

19 de ago de 2012

D. Aurora de Boa Nova: - Uma Aurora de Boas Novas



Tomo um café espresso e ao fundo uma voz gentil , firme e amorosa me transporta a anos que nem vivi.  Uma nostalgia doce invade o ar e fico povoada de lembranças de meu pai, minha mãe, meus sogros...meu primeiro gim tônica!

Nada em volta explica a magia, apenas a voz doce e meiga que sai da caixa de som do computador. Estaria eu alucinando? Belisco-me, olho para o lado e constato que estou mesmo no meu trabalho, em meio ao expediente. Na  mesa ao lado, o jovem amigo e colega – Celso Celes, o responsável pela magia. Do seu computador e sai a voz inebriante e encantadora de D. Aurora, a dona da voz!

Aos poucos os colegas começam aglomerar-se  entorno de nós, todos contagiados pelo som. A voz doce, forte e feliz de D. Aurora já não é mais um privilégio do neto, que agora todo orgulhoso, compartilha conosco.

D. Aurora a senhora ganhou fãs e nos salvou o dia, criando uma nova aurora, um novo amanhecer inesperado e gratificante!

Em meio a tudo, o que mais me marca é a candura e a facilidade  com que ela passeia nos tons e semitons, sejam frases alegres ou tristes,  nos mostrando que a vida é feita de momentos alegres e tristes e nos trazendo a Boa Nova: -  que a felicidade é simples e possível, a qualquer momento e em qualquer lugar!

Vou fazer um bolinho para tomar com café, enquanto  novamente e com prazer ouço D. Aurora. Aproveito para compartilhar a receita de hoje  e o link, onde poderão ouvi-la .

Beijos D. Aurora,  beijos queridos.

Segue os links para download dos CD de Aurora Celes

http://www.4shared.com/zip/21UOaHD4/AURORA_CELES_VOL_01.html?refurl=d1url

http://www.4shared.com/zip/VCxFcp7y/AURORA_CELES_VOL_02.html?refurl=d1url

Cheesecake de chocolate

260 g de biscoito maria sabor chocolate;

40g de biscoito cream craker integral;

200g de açúcar;

6 ovos inteiros;

150 g de margarina amolecida;

2 copos de iogurte desnatado;

1 pote de 250g de queijo minas frescal



300g de ganache;

50 ml de espresso frio.

Bata os biscoitos no liquidificador ou processsador e reserve em 2 porções 240g e 60g;

Misture a margarina com 240 g do pó de biscoitos, forre o fundo de uma forma desmontável e assse em forno préaquecido por 5 minutos. Reire e deixe esfriar.

Bata o açúcar cristal até virar pó e adicione os ovos, batendo até virar creme;

Junte o iogurte e o creme de minas frescal  ao creme de ovos e continue batendo;

Acrescente o ganache e por fim, as 60 g de pó de biscoito e o café, batendo suavemente;

Coloque toda a mistura na forma forrada e leve ao forno(180º)  por 1h . Deixe esfriar no forno e depois leve a geladeira.









9 de ago de 2012

Ana - Donnana e as meninas

Minha querida amiga Ana, a quem chamo de Donnana, partilhava comigo uma república nos idos de 85, em Irecê -BA. Em verdade, éramos 4 meninas à epoca, trabalhando no interiorzão cheio de seca e nós cheias de esperança.

Das quatro eu fora casada, apesar dos vinte e poucos anos, Laura era noiva e eu acabei madrinha do casamento de Sandra. Ana solteira, pouco mais velha que nós, era a mais centrada, econômica e tudo aproveitava. Se quebrava o prato, aproveitava a xícara como caneca, adorava receber doações de coisas velhas para república e, cá prá nós, degosto duvidoso.


Assim, nossa casa de república se divida em dois territórios: - de um lado, Ana e sua econômia impar e a  Laura, que tudo economizava para o casamento e do outro  eu e a Sandra, que procuravamos compensar as auguras da distância de tudo e de todos como o lema Clara Crocodilo: gastar, gastar, gastar.

Para Sandra era a primeira casa  e para mim a primeira minha, sem pitaco de marido, então comprávamos tudo novinho, o que precisávamos e o que não precisávamos também. Afinal, chegara o Rock in Rio,  tínhamos dinheiro e se  quer podíamos ir. Trabalhabamos a comer poeira e ver tristezas de segunda a sexta e fazíamos 12 horas de estrada num ônibus velho para passar uma única noite em Salvador e mais 12 de volta! Santa resistência, que só a juventude concede.

Aproveitava para ver as filhas, que deixei aos cuidados do pai e para...fazer mais compras. Éramos jovens, o trabalho era árduo e estávamos longe de quem amávamos.

D. Ana - Donnana , era econômica (rsrsrs), mas não sovina e a todos servia com suas econômias, por muitas vezes salvou a todos nós: - as meninas da república e a república dos meninos que ficava bem ao lado da nossa.

Donnana nunca mudou e o tempo só aumentou a sua forma solidária de ser. Se alguém precisa de dinheiro ela tá lá, se precisa de uma chá, de uma casa...é isso mesmo ela empresta até a casa!

Já madura, ao ponto, escolheu ser mãe duas meninas que já estão moçinhas, enquanto ela continua a percorrer estradas da Bahia levando "melhorias e adjutórios" com seu trabalho onde pobreza campeia.

Hoje lembrei disto porque estou aproveitando xícaras de cafézinho, cujo pires se quebraram e gostaria de dizer a Donnana que ela já era social e ambientalmente correta desde aqueles tempos.Já reciclava e préciclava.

A receita de hoje será em sua homenagem Donnana, feita em xícaras descartadas, porque por mais tenha demorado, aprendi o que tentou nos ensinar.

a receita também é boa de rendimento, se usar xícaras pequenas chega a 1 1/2 dúzia, mas observe se as xícaras suportam o calor do forno, senão nem bolo, nem xícara!.. e ainda um monte de caco quente para limpar!

E vocé aí...Passe um café, torrado na bola e moído no pilão, se Deus lhe permitir tamanha alegria e partilhe. Os meus serão de  Laura, Sandra e Donnana que recebo para um café e bolinho e as muitas boas lembranças virão!

Minicupcake expresso de espresso

Ingredientes
175g de farinha de trigo;
1 1/2 colher de chá de fermento;
1 pitada de sal;
75g de ovomatine;
50ml de café espresso frio;
225g de açúçar refinado
115g de manteiga sem sal amolecida.

Pré aqueça o forno ente 10 e 180ºC
Unte 18 xícaras de cafézinho
Junte e peneire a  farinha, o sal e o fermento e reserve;
Junte o café e o ovomaltine em outra vasilha e reserve
Bata os ovos e açúcar até virar creme;
Misture  todos os ingredientes alternando-os;
Despeje a massa em 3/4 das xícaras;
Asse por 15 minutos.

7 de ago de 2012

Seu Vavá

Quando a minha filha começou a ser alfabetizada nos anos 80, o livro dela tinha os personagens associados aos fonemas: Vavá, Vevé, Viví, Vovó... e para alegria dela, ela e só ela, tinha um vô Vavá, uma tia Vevé e uma tia Viví, alem das vovós. Era dela e para ela.

Seu Vavá gostava de café preto ralo servido no copo e com muito açúcar, de mel com farinha e da raspa de fundo de carne de panela com farinha. Gosto um tanto duvidoso, mas gosto não se discute. Era chamado carinhosamente de Vaso por D. Neide. Devia ser vaso de flores e esta foi a associação que fiz desde criança!

Seu Vavá, meu pai, era contador de formação, mas fora marceneiro, vendedor e depois virou funcionário público na função de Comissário de menores. Amigo de todos. Dono de gênio forte, mas domado, mantinha-o sob absoluto controle e raro se enfurecia.

Com ele aprendi a andar na cidade, enquanto ele fazia as suas sindicâncias, subindo e descendo ladeiras, também aprendiva fazer compras em dúzia ou meia, porque saía mais barato e a vê-lo perseguir um sonho nunca realizado: - aprender a montar e consertar rádios.

Seu Vavá era comissário, mas onde morávamos era respeitado como um juiz e primava pela nossa educação e nisto recebia todo apoio de minha mãe, que em verdade, foi quem o incentivou a estudar. Ao casar com aquele rapaz simples e virar dona de casa, ela já sabia falar inglês, tocar violino e bordar com linhas da ilha da madeira. Salvo a língua estrangeira, prendas que não nos repassou.

Seu Vavá teve 3 filhas e 1 filho temporão, trabalhou duro toda vida e acumulou durante muitos anos o seu trabalho de comissário com o de funcionário da secretária do curso de pedagogia Universidade Católica, onde, todo os anos com seu terno arrumado, era o funcionário homenageado dos formandos.

Formou todos os filhos, o que para ele era um orgulho, não os viu ultrapassar a barreira da pós graduação, o que ocorreu nos mais variados títulos especialistas, mestres, doutorandos, mas ainda os viu professores universitários. Professor, título para ele, o mais respeitoso. Três são funcionários públicos concursados, a profissão que considerava segura.

Hoje seu Vavá deve tá tomando um cafézinho em outras paradas e conversando com D. Neide e já contabilizando uma neta engenheira , funcionária publica concursada e uma estudante universitária. Com seu jeito paciente bebe mais um golinho do café já frio e diz: isto, digo das mais novas, porque as duas mais velhas, veja você... já são Professoras mestrandas!

Magrinho e grato pela vitória ...suspira e diz: o que eu posso querer mais! Consegui tudo que eu queria e você me ajudou a conquistar e , pousa a mão na mão de D. Neide, minha mãe. Ambos enxugam os olhos úmidos na ponta da toalha da mesa e ela lhe serve mais um cafezinho ralo e açucarado, do jeitinho que ele gosta.

De cá, faço um espresso puro e tomo em homenagem a Meus pais, Waldemar e Neide e mando dizer que vai tudo muito, Graças a Deus.
Beijos a todos e votos de boas lembranças dos seus.
P.S Desculpe-me meu pai, mas não vou postar receita porque mel com farinha e café ralo , ninguém merece!

Ops!

Acabo  de notar que só tenho um pacote de bom café. 250g de spicy espresso com gosto de mel de laranjeira. Eu que gosto tanto de café, me passei e se não cuidar vou ficar sem café para passar....rsrsrs

Dei por conta da falta de café quando fui separar os ingredientes para fazer uns bolinhos para uma irmã fraterna, Najah.'., que virá me visitar hoje e creiam que no "cafeebolinho" tá faltando café e os ingredientes para café e bolo. Terá sido a cirurgia que afetou a minha memória para tamanho descuido!

Em meio a esta saia justa, lembro o post de um recém conhecido Zito Azevedo e me valho das lembranças de infância e faço um pão de maçã e canela, coberto por chocolate branco e vou abrir meu último pacote de café. Afinal será um lanche de meninas e maçã e laranja é apropriado.

Valha-me Nossa Senhora dos Esquecidos e ao meu amigo Zito trabalhar com frutas porque calhou e combinou.

Zito, o café de hoje será de meninas, mas graças Fruguel e seus comentário, não farei feio e tomaremos um café sem bolinho, mas com pão de maçã que o gosto lembra um bolo.

Beijos, votos de paz e harmonia e uma memória melhorzinha que a minha...rsrsrs


P.S
....Estou devendo as fotos, porque ainda não posso empunhar a  máquina , mas prometo pagar todas, inclusive trocar esta do meu perfil que estó o Ó.




Pão de maçã e canela

3 maçãs batidas com casca e pouca água para fazer 320 ml
1 1/2 colher de chá de sal
2 colheres  de chá da canela em pó
4 xícaras de farinha de trigo
2 colhes de açúcar mascavo ou demerara
2 colheres de manteiga ou margarina
2 colhes de chá de fermento biológico granulado seco

Como uso máquia de pão colo os líquidos e depois secos, sendo o fermento o úlltimo de todos.
Usei afunção sanduiche.

Cobertuta opcinal

Derreta no microondas 40 g de chocolate branco e "lambuze" poe cima.

....Estou devendo as fotos, por que a máquina fica peasada para este meu momento, mas prometo pagar todas, inclusive trocar esto do meu perfil que estó o Ó.

1 de ago de 2012

Café, comum a muitos.

Café é comum a muitos. Coisa de rico,de pobre e até de pobre metido a rico!

Quem está acostumado a cafézinho coado, ralo, médio ou forte, com ou sem açúcar, fica feliz ao tomá-lo e não especula de qual é o grão, tipo de torrefação ou moagem. Toma café e fica satisfeito. Se vier um pãozinho com manteiga, uma broa ou um bolinho, sorri de orelha a orelha e acha que está vivendo um luxo.Fica  grato e feliz.

Café no trabalho sempre une chefe e subordinado no mesmo balaio, afinal a garrafa ou máquina é a mesma. Na roça então, todos compartilham de  um café de borra e tição¹.

Tem os que tomam espresso no trabalho, em shopping e restaurantes e os que podem comprar a melhor cafeteira espresso, o  melhor grão, seu kit barista, livros e revistas especializadas, um arsenal...e assim desfrutam o café como os vinhos de sua adega ou um dos seus bons maltes envelhecidissimos.

Complicados são os médios, cafeteria espresso doméstica, médio conhecimento, leitura de internet, livros lidos em mesa de cafeteria nas livrarias, pesquisas  intermináveis por um preço acessível de um bom café. Estes sonham em ser baristas e apreciadores e sofrem com as suas limitações.

Mas...como nada é perdido na aritmética da vida, conforme a Leis, estes acabam por  aprender truques e "pulos do gato" dos velhos conhecedores  e a crescer devagar  a passos pequenos e tiram de cada conquista uma sabor de vitória. Acabam  igual ao melhor grão torrado no ponto certo, servido e sorvido na melhor companhia.

Neste último grupo me enquadro e aos amigos desta caminhada sofrida, mas vantajoso ofereço um café e bolinho.
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¹ café de borra e tição¹ acrescenta-se a água e ao pó de café um pedaço de brasa, que ferve a água e ao “assentar" bebe-se o café. Isto é muito usual em algumas áreas  no semiárido