25 de mai de 2016

Presentes, presente!



Com o passar dos anos tenho ganho bons presentes . O presente do dia vem de Iris andrade, sobrinha querida, que me trouxe o convite de formatura. Mais que uma vitória, esta formatura traz uma história de luta, sorrisos, companheirismo e lagrimas de meninas, hoje mulheres, sua incansável mãe e um pai de um pai, que por ter partido cedo não assistirá este momento.

Estas 3 mulheres unidas e fortes tem construído  um legado. Iris, em particular, cruzou mundo, enfrentou a barreira do frio e da lingua para se fazer ainda mais profissional. Certamente, não teria conseguido sem a força de sua irmã e cúmplice Laise e sem o amapro e suporte de sua mãe Ângela - a querida tia Zei das minhas filhas, que com amor e exemplo as ensina.

Meninas vocês tem o meu respeito.

Estou muito feliz, obrigada por me permitir esta alegria. Tenho certeza que será uma carreira brilhante.
Tim Tim e bolhas!!!





                                                              Na nova geração, a terceira engenheira - Iris Bezerra

12 de mai de 2016

Positivismo é retrocesso.

Para quem pediu, pagou e torceu  e aí  está um governo sem mulheres, sem minorias e sem representações  do povo.
Já que há que se temer o governo de Temer, um governo sem mulheres. Uma só  mulher no segundo escalão, para disfarce ou por pistolão!
Um governo sob égide do ultrapassado positivismo - da ordem e do progresso, que mais lembra o militarismo.O tempo dirá.
Fica  a minha apreensão e tempos bicudos virão e por falar em bicudo...Sr. Hélio Bicudo leve consigo a sua declarada apreensão  e tente conciliar a sua culpa com seu travesseiro. A mim interessa muito pouco seu sentimento.
Vivi ainda criança  o golpe 64 e os anos difíceis  que se seguiram,  lutei por  um partido operário,  perdi nas diretas já,  expulsei Collor, embalei Lula lá,  vi uma mulher subi a rampa e militares prestaram  honras a quem torturaram no passado.
Me acomodei, cochilei e deixei tomarem o poder. Contribui por omissão  diante de alianças  inconvenientes... acordei no susto, já velha,  roubada mas não morta e ainda com garra para lutar.
Como boa nordestina, acredito que chuva sempre vem, que a terra rebrota porque guarda em si a fertilidade e ao menor estímulo, retribui.
As minorias resta guerrear como sempre porque filhos e filhas do Brasil não  fogem a luta.
Em tempo: Dizem as más  línguas que agora que o patrão  da bela, recatada e do lar assumiu o governo, o novo lema é  Governo é  para homens brancos e ricos e as mulheres, se não  forem belas para ornar, restam os baldes, as cozinhas e as vassouras.
Morro lutando!!!

Por um Brasil melhor para você e todos os pequenos Joãos!

7 de mai de 2016

Mãe nossa de todo dia.

A todas mães por escolha, gesto ou determinação; as mães de todas as cores, matizes, crenças e diversidade sexual,  todo o meu desejo é  que tenham saúde,  coragem e alegria para enfrentar a dor e a delícia de ser mãe.
As tias que se desvelam em suprir mães  faltosas ou não,  aos pais que são  pai e mãe; a amigos que são  mães  que nunca  faltam;  as dindas que são  um tipo de mãe  de reserva, todo meu respeito.
As mães  que lutam, que sofrem, as que flauteiam ...a todas um dia alegre e festivo amanhã.

6 de mai de 2016

Sem café.

Não é força de expressão, pegadinha ou mentira. Fato, estou sem tomar café  faz 4 dias.
Adoeci. Verdade, desde domingo uma infecção  respiratória  me levou para cama, da cama para o hospital e de lá para um repouso na casa da minha filha. Aliás,  eu que não apareço e tento não  ser uma sogra incômoda , já estou aqui faz 3 dias.
Pobre do genro e da filha, que me herdaram sem mala, cuia e só  uma sacola de remédios. Fui para o hospital e não consegui voltar para casa ainda. Cissa, está  as voltas com um concurso e sobrou para eles.
O fato de ter enjoado café, algo nunca antes o corrido,  me faz pensar - será  que morri? Estarei eu no céu,  no limbo ou simplesmente num mundo paralelo.
Se morri e  no céu em que me encontro e tive este merecimento, precisava abrir mão ao ponto do enjoo do meu único vício?  Assim creio não ser o céu, apesar de estar sendo tratada com toda regalia.
Também não  imagino um inferno sem um cafezinho quente, já que não  faltam fogo e caldeirões e o dono da casa é esperto. Já padeço de tosse cheia e acordo para tomar remédios intragáveis, se inferno fosse, Satanás estaria pegando pesado.
Neste mundo, além  de não  tomar café,  eu até  brinco com os dois cachorros do meu genro...eu nascida, crescida e morrida com pavor de cachorros.
Será  a febre? Não,  já  foi debelada por antibióticos. Esse deve ser o mundo dos moribundos, que ficam, a todo custo, tentado amenizar pecados e a  negociar com Deus.
Paizinho do Céu,  sei que fui uma menina má  e pagarei pelo que fiz, mas por enquanto, me deixa só  um vício  até  que eu me vá, traz meu paladar de volta  e faz com que o meu cafezinho seja meu companheiro até  o fim dos meus dias!
Esperando pela batida  da Ave Maria e implorando bênção!