31 de dez de 2012

Augusto nem imagina...


Estava preparando um cafezinho para começar a escrever quando o sinal de msg tocou no celular, olhei e era o voto de feliz ano novo do meu amigo Augusto.

Fiquei feliz, mas encabulada porque ele, testemunha diária do meu fracasso na arte da escrita, nem imagina que tenho um blog. Se ele soubesse, era capaz de cair fulminado só de imaginar-me a assassinar a língua pátria.

Augusto tem o dom de escrever e falar com coerência, correção e elegância seja textos técnicos ou prosas. Passeia com maestria entre substantivos e verbos. Tem propriedade e excelência no uso de sinônimos e advérbios, alias na gramática inteira!

Seu Augusto tem charme para falar e escrever e afirma que isto é possível e acessível a qualquer um, basta ler muito.

Não pensem que ele é velho, nem carrancudo, nem daqueles que chama rascunho e anotações de “meus alfarrábios”. Também não  é jovem e tem a idade que lhe cabe - aliás este é um assunto do qual ele não gosta de falar ou escrever e é capaz de perder a compostura se insisto.

Tomo um gole do meu café e vejo que me esqueci de adoçar. Não me agrada café sem açúcar e isto me faz pensar na nossa velha amizade, que este ano foi assim, meio com gosto de café amargo. Gosto tanto de café, mas sinto a falta doçura!

Nossa amizade amargou, mas se provou forte como um espresso encorpado. Eu disse amargou, porque fraca nunca ficou. Foi um ano difícil para ambos e a nossa amizade andou extremada. Estive magoada, mas  passou! Ele teve um ano de perdas irreparáveis e sofreu. Nossa amizade é forte e aguenta o tranco.

Gosto da comparação e fico rindo sozinha – as meninas estão em Madrid para o revellion. Como se diz ...chic!!!

O ano tá terminando, sou feliz  porque  estou resgatando uma velha amizade.  Afinal, amigos são assim e se os comparo ao café, com certeza, é melhor um bom café requentado do que nenhum!

Augusto, eu continuo sua amiga e, como  seremos sempre assim turrões, vou andar prevenida com um vidrinho de adoçante e quando, por sua vez, eu estiver muito ácida oferte uma magnésia bisurada e seguiremos assim por mais 30 anos.

Abraços Augusto, votos de que continuemos compassivos e fraternos.

Beijos a todos e votos que tomemos muitos cafezinhos em 2013.

25 de dez de 2012

Ceia sem café

Passei a noite de ontem com a família num Natal a moda antiga, daqueles que tem presépio, adulto com gorro, árvore com  pisca-pisca, amigo secreto, comida, muita bebida, nenhuma prece, muitas fofocas, meninos e cachorros. A família é grande e já está na fase dos netos. Estamos envelhecendo juntos!

 

Em verdade, esta família foi herdada do meu  primeiro marido e lá se vão 37 Natais. Desde 1975 passamos  juntos e assim continuei, mesmo depois da separação e dos novos casamentos, meu e dele, onde  os parceiros novos se incorporavam.

 

Já conheço os presentes pelas embalagens, quem fez  as comidas pelas bandejas de apoio, as vozes, as pisadas e também as piadas! Todo ano é igual, afinal é Natal.

 

Estávamos muito cansadas da mudança e do fabrico das lembrancinhas - Cissa faz pequenos mimos de presente - frescuras e fofuras, como ela diz no blog dela.  Agnes estava com febre alta e gripe forte. Ambas ensinam  universidade e final de ano é pauleira. Então  éramos só bagaço. Já tínhamos a cara de fim de festa desde o início: -  roupas e caras amassadas.

 

Não deu tempo para  comprar os presentes, mas eu ganhei o meu. O shopping funcionou de madrugada e  elas, bravamente, foram comprar, enquanto eu capotei na cama  após abrir caixas e caixas da mudança.  Serei prática e vou  dar-lhes alguns  Euros porque estão indo passar 10 dias na Espanha. Todo ano ralam  muito, mas passam a virada de ano em grande estilo, Paris, Lisboa, Madrid...e que venha mais!!!

 

Apesar de tudo , cheguei na festa em grande estilo -  cheia de presentes... dos outros. Os presentes do pai delas  estavam comigo e  no meu carro só faltavam as renas.  É verdade que  encher meu carro não é tão difícil, mas tava lotado. Fiz firula com o dinheiro alheio...rsrsrsrs!!!

 

Comi, bebi e parti a resmungar a falta de um café. Não sei por que não servem café no Natal! A mesa tá lá farta de comidas, doces, bolos e café que é bom, nem o cheiro. Creio que se tivesse um cafezinho teríamos menos bocejos, ressacas e as conversas seriam mais animadas.

 

Aos meus irmãos mandei mensagens virtuais e já não nos encontramos nestas datas. Um foi para São Paulo, outra para o litoral norte e a outra, não  consegui falar. Devem estar todos bem! Depois que meus pais se foram, já não fazemos estas festas.

 

Ano novo comemorei em grande estilo,  numa grande vibração do Om sagrado. É o dia da Fraternidade Universal, aniversário de Nouredini.’. , dia de esperança e de muita paz, mas com certeza,  lá pelas 23h tomo um café antes de sair de casa e outro lá as 2h quando voltar e tudo seguirá com antes.

Beijos e comam as sobras de panetone com um cafezinho da hora


17 de dez de 2012

café com bomba


Adoro bombas de chocolate para acompanhar o café, porém as de hoje são do tipo Faixa de Gaza e só um bom espresso duplo para aguentar o tranco...

Continuo às voltas com a mudança. Não sou destas que demora dias para arrumar as caixas. Sou prática: - chamo a transportadora, eles embalam tudo, arrastam tudo, sobem e descem e num instante estou na casa, falida porque saí muito caro, mas vale!  Então por que a demora? Aí é que surge a explicação do café com bomba.

Estou mudando para mesma rua, super prático para ajustar o endereço  nos milhares de formulários e cadastros de bancos, cartões , trabalho, amigos,etc. Todos os fornecedores são os mesmo do mercadinho ao restaurante . Para ensinar aos amigos basta dizer que mudei para a outra ponta da rua, lá no comecinho...e porque do pipoco?

A área do apartamento é ligeiramente menor e com um pouco de desapego cabe tudo, o prédio é bem cuidado, os elevadores (santos elevadores, vão economizar 2 andares de escada), os porteiros são solícitos, mas o apartamento táva bem disfarçado: já troquei todas torneiras e descargas, tive que refazer toda pintura, troquei 30 tomadas, 2 chuveiros. Os armários não fecham as portas e lá se vão -  marceneiro e a colocação de 39 novas dobradiças.

Tivemos que aplicar  tinta epox nas paredes da cozinha dado o estado dos azulejos, refazer o armário do gabinete da pia e o do banheiro, trocar todos os ralos e ainda providenciar  as chaves da caixa postal, carinho e da porta da cozinha. Revisar toda hidráulica e elétrica e ainda por cima de tudo isto, das 48 vagas a nossa é a pior, só dá para entrar de ré e mal cabe o meu minúsculo Chery QQ.

Socorro, para cada lado um pipoco! Chove bombas e não estou em zona de conflito. Aliás, conflito é o que não rolou, porque o senhorio disse que não paga as reformas, seu quiser que as faça. Como não fazer? Problema o meu que assinei o contrato em confiança e não abri as torneiras para verificar!

Ainda não pude mudar porque estou reformando a casa alheia e enquanto não fica pronta, vou pagando 2 alugueis, o novo e o que ainda estou, porque miséria pouca é bobagem! O melhor é seguir tomando meu café com bomba, enquanto está economia de guerra me permitir, porque se faltar meu café aí o bicho vai pegar!!!

 

13 de dez de 2012

Café embalado


Estou às voltas com minha mudança. Vou literalmente de uma ponta a outra da rua. Saio do nº25 para o 537, mas isto não minimiza em nada a correria.

Mudança exige mudança, trocadilho? não, a mais pura verdade. Antes de tudo deviríamos mudar internamente e nos desapagarmos dos milhares de tranqueiras que juntamos, sem nem sentir ou saber para que.

Sempre acreditei que profundas mudanças começavam em templos, consultórios de análise, fraternidades, meditações e imersões, mas uma mudança de endereço é um bom ponto de partida. Estou neste endereço faz 3 anos e juntei a mesma quantidade tralhas do anterior, onde vivi por 25 longos anos, com intervalos em que eu saía, mas as tralhas ficavam .

Do que  trouxe, muitas coisas nem abri e estão como vieram. Não deixarei que sigam. Basta! Stop, desapega!!!

Gandhi dizia que se tiver em casa uma única cadeira da qual não precisemos, estaremos roubando isto de alguém. Não sou tão elevada, sou muito ego para tamanho desapego , então vou ao meio termo e estabeleci prioridades:

· minha máquina de café, assessórios dos bolinhos e refratários vão;

· roupas de cama, mesa e banho só a de uso, a da lavanderia, a reserva e um jogo de vista;

· meus panos de pratos todos, todos e todos bordados de azul;

· minha louça azul, dos meus 50 anos, vai todinha e que venha muuuito mais!

· bolsas e sapatos serão radicalmente reduzidos;

· roupas pessoais , o meu peso será o fiel da balança (lá vem trocadilho e trocado!!!)

· vasinhos, quadrinhos, quadros (todos inúteis) , mas que amo de paixão, seguem comigo até o caixão.

· eletrodomésticos , sim, sim, sim

Paro para tomar um café, sento no meu santuário e observo como digo meu e minha, minhas. Tenho de repensar o meu apego, senão nem um caminhão baú  vai caber tudo  e, a rigor,  no nosso caixão fúnebre não levamos nada conosco para próxima vida.

Sento em semi-lótus, respiro e vou meditar antes de começar a arrumar as caixas!!

Mestres acudam-me!!!

24 de nov de 2012

D.Maruja e seu maravilhoso bolo amarelo com cobertura de chocolate

D. Maruja é uma senhorinha  pequenina, dona de uma vitalidade e fortaleza que só podem ser comparadas a sua fé na Virgem Maria. Ela é  minha vizinha, uma vizinha a moda antiga, daquelas que só aparece para servir, por motivos justos e nos brinda com seus quitutes.

Tenho uma admiração por sua capacidade enfrentar com dignidade o seu envelhecimento, manter-se cuidando da sua saúde, morar sozinha e manter a sua casa um brinco -  sob os olhares vigilantes e cuidadosos de sua filha única, que a visita todos os dias.

D. Maruja é espanhola de nascimento, brasileira de coração e gosta de preservar as suas tradiçoes, vai a missa regularmente e acompanha o terço duas vezes ao dia pela TV. Confesso que em muitas coisasinvejo as habilidades de minha vizinha, principalmente quando abro a porta e lá está ela com uma bandeja do seu bolo amarelo com cobertura quebradiça de chocolate. Eu e minha filha damos pulinhos de alegria!!!!

Ontem, D. Maruja copiou com sua caligráfia, perfeita e legível, a receita do bolo e da cobertura e nos repassou. Agora eu também sou dona deste patrimonio e poderei repassar a todos  com alegria, mantendo a tradição do bolinho de minha vizinha.

Neste final de semana vou testar a minha capacida de fazer a receita e se ficar um tanto parecida, volto aqui para contar. Por hora, tomo meu café sem o bolinho e imaginando o que vem por aí...

Meu Deus, acuda-me.  Se acertar, vou virar uma baleia .!!!..rsrsrs

Beijos vizinha, a senhora mora em nossos corações.

P.S A receita só deixo depois que eu fizer, como sou egóista, ninguém vai comer antes de mim!!!!







6 de nov de 2012

Café amargo e a doce ilusão


Tenho tido tempo, mas tem me faltado a alegria de escrever. É vero!

Escrever, independente da qualidade do escrito, traz a alegria de expressar momentos, reviver lembranças e expectar o futuro. Entretanto, quando o momento presente exige reflexão, asseguro-lhes que o melhor é degustar, em silêncio, uma xícara de um bom café.

Tenho bebido muito café, alguns regados a lágrimas, outros repletos de saudade e por vezes cheios de certeza da impermanência que permeia tudo nesta vida - as pessoas, os bens, os amigos.

Sei que o Budha Sidharta não bebia café, mas tinha tanta certeza de que tudo é impermanente e cada coisa só existe no momento presente. Certeza de que temos que viver cada coisa em seu momento, sem antecipar com expectativas e sem tentar rete-las com lembranças.

Temos estar inteiros em cada coisa que fazemos, mas não praticamos isto. Criamos uma série de expectativas para nós e com os que nos rodeiam e, depois, nos permitimos as decepções. Só se decepciona que criou expectativas e eu sou cotumaz nisto.

Os anos de vivência na Frateridade já deveriam ter me corrigido, mas este é o feijão no meu sapato e enche meus pés de bolhas - Chegou a hora de cozer os feijões, encher os sapatos e seguir de uma forma mais branda.

Olho para xícara, percebo cada detalhe do seu desenho, sinto o cheiro do café, sinto o gosto e vejo como é pleno este momento, como ele me oferta tudo a que se destina. Ele é feliz em ser café , ela é feliz em ser xícara e eu sou feliz em estarmos juntos.

Neste momento sinto a paz do momento presente!

23 de ago de 2012

Samira, uma receita que deu certo.


Todo profissional pode ser um coach!

Assim pensávamos quando esta expressão era utilizada apenas os treinadores americanos. A expressão pode ser nova nas organizações  Faz muito tempo, aprendi tudo que sei com colegas mais velhos, ou mais experientes, que dedicavam parte do seu tempo em formar novos quadros e daí só me reinventei.

Com eles aprendi a não  utilizar estagiários como ”faz tudo” ou “quebra-galhos”. Assim como aprendi, continuei. Às vezes me sinto, um tanto jurássica no meu propósito. Muitos estagiários de hoje querem um bico, uma grana ou a perspectiva de um emprego e poucos, querem aprender. Muitos empregadores  só querem  burlar a lei e pagar menos. Isto me entristece!

Muitos podem até discordar, mas esta tem sido a minha experiência nos últimos anos, mas há exceções -  honrosas exceções - Samira foi uma delas. Quando chegou para estagiar na comigo na Monitoria, já estávamos em final de Projeto e não havia muito onde e o quê exercitar. Estávamos catalogando documentos para fazer o relatório final.

Pacientemente ela recebia cada documento para classificar e , para que eu não traísse a minha formação, eu lhe dizia, sempre que possível  a importância do documento, a que se referia. Procurava, a leve pinceladas, lhe mostrar o que fora um Projeto de Desenvolvimento Rural. Samira parecia prestar atenção, talvez fosse educação, talvez interesse!

O fato é que ao final das pilhas de documentos e quando iniciamos a redação do relatório final junto com o consultor, a danadinha da Samira já conhecia as realizações do Projeto, seus componentes, onde ficava,  etc,.

O estágio estava terminando e o Projeto também e a  Samira havia demonstrando seu senso de responsabilidade e sua boa vontade em aprender, mesmo que fosse na base de suor e poeira.

Não demorou e ela cativou Lia, nossa colega e secretária do Coordenador, que viu em Samira uma possível substituta, seja pela sua organização, sua confidencialidade ou sua boa vontade. Lia com seu jeitinho especial conseguiu renovar o estágio . A sua formação em administração, sua discrição e a confiança conquistada da Coordenação a levou para o setor financeiro, onde o assessor receberia uma assistente no novo Projeto.

Samira formou e continuo assistente, pacientemente esperando sua reclassificação, sem resmungos  ou muxoxos, em cozimento lento como uma boa receita,  sempre com o mesmo sorriso, sempre com a mesma atenção.

Samira  já e assessora como eu e hoje se pós graduou em gestão pública. Estou feliz e realizada, creio que Lia também. Acreditamos e ela tomou as rédeas de sua carreira sozinha, se fez profissional, sem sisudez, sem chatice, com o mesmo sorriso e a mesma boa vontade.

Vamos nessa Sam , tem muito chão pela frente, seja mestrado, doutorado, concursos, o que quiser porque você  pode e merece e  por isto, o café e bolinho de hoje vai prá você e para Beto , seu grande companheiro.

Lia, a nós resta tommar um cafezinho, comer o bolo e comemorar!!!!
Bolo Pudim de Chocolate
Ingredientes
2  ½ xícaras e meia de farinha de trigo
4 ½ colheres (sopa) de cacau em pó
2  colheres (sopa)  e 1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher (sobremesa) de sal
1 1/2 xícaras de açúcar
6  ½  colheres (sopa) de azeite doce do bom 
1 xícara de açúcar mascavo  e 1 xicara de  de açúcar (ou 2 xícaras de açúcar demerara),
½ xícara  de cacau 3 xícaras rasas de água  fervente
Modo de preparo
1- Numa tigela coloque a farinha de trigo, as 4 ½ colheres (sopa) de cacau em pó,o fermento em pó, osal, 1 1/2 xícaras de açúcar e misture bem com auxílio de uma colher de pau. Adicione o leite (temperatura ambiente), o azeite doce do bom e bata até incorporar.
2- Num refratário retangular (+-30 cm por 24 cm) ou outro equivalente  untado com manteiga despeje a massa e reserve.
3- Numa tigela misture o açúcar mascavo com 1 xícara de  de açúcar (ou use 2 xícaras de demerara), a ½ xícara  de cacau e delicadamente espalhe sobre a massa (reservada acima), uma nova camada . Com ajuda de uma colher de sopa, despeje a água fervente na colher por cima do bolo, por toda a extensão da massa, tomando muito cuidado para não mexer nas camadas.
4- Leve a forma ao forno pré-aquecido a 180 graus por +/- 45 minutos ou até a massa soltar das bordas do refratário. Deixe esfriar por 30 minutos. Sirva a seguir.

19 de ago de 2012

D. Aurora de Boa Nova: - Uma Aurora de Boas Novas



Tomo um café espresso e ao fundo uma voz gentil , firme e amorosa me transporta a anos que nem vivi.  Uma nostalgia doce invade o ar e fico povoada de lembranças de meu pai, minha mãe, meus sogros...meu primeiro gim tônica!

Nada em volta explica a magia, apenas a voz doce e meiga que sai da caixa de som do computador. Estaria eu alucinando? Belisco-me, olho para o lado e constato que estou mesmo no meu trabalho, em meio ao expediente. Na  mesa ao lado, o jovem amigo e colega – Celso Celes, o responsável pela magia. Do seu computador e sai a voz inebriante e encantadora de D. Aurora, a dona da voz!

Aos poucos os colegas começam aglomerar-se  entorno de nós, todos contagiados pelo som. A voz doce, forte e feliz de D. Aurora já não é mais um privilégio do neto, que agora todo orgulhoso, compartilha conosco.

D. Aurora a senhora ganhou fãs e nos salvou o dia, criando uma nova aurora, um novo amanhecer inesperado e gratificante!

Em meio a tudo, o que mais me marca é a candura e a facilidade  com que ela passeia nos tons e semitons, sejam frases alegres ou tristes,  nos mostrando que a vida é feita de momentos alegres e tristes e nos trazendo a Boa Nova: -  que a felicidade é simples e possível, a qualquer momento e em qualquer lugar!

Vou fazer um bolinho para tomar com café, enquanto  novamente e com prazer ouço D. Aurora. Aproveito para compartilhar a receita de hoje  e o link, onde poderão ouvi-la .

Beijos D. Aurora,  beijos queridos.

Segue os links para download dos CD de Aurora Celes

http://www.4shared.com/zip/21UOaHD4/AURORA_CELES_VOL_01.html?refurl=d1url

http://www.4shared.com/zip/VCxFcp7y/AURORA_CELES_VOL_02.html?refurl=d1url

Cheesecake de chocolate

260 g de biscoito maria sabor chocolate;

40g de biscoito cream craker integral;

200g de açúcar;

6 ovos inteiros;

150 g de margarina amolecida;

2 copos de iogurte desnatado;

1 pote de 250g de queijo minas frescal



300g de ganache;

50 ml de espresso frio.

Bata os biscoitos no liquidificador ou processsador e reserve em 2 porções 240g e 60g;

Misture a margarina com 240 g do pó de biscoitos, forre o fundo de uma forma desmontável e assse em forno préaquecido por 5 minutos. Reire e deixe esfriar.

Bata o açúcar cristal até virar pó e adicione os ovos, batendo até virar creme;

Junte o iogurte e o creme de minas frescal  ao creme de ovos e continue batendo;

Acrescente o ganache e por fim, as 60 g de pó de biscoito e o café, batendo suavemente;

Coloque toda a mistura na forma forrada e leve ao forno(180º)  por 1h . Deixe esfriar no forno e depois leve a geladeira.









9 de ago de 2012

Ana - Donnana e as meninas

Minha querida amiga Ana, a quem chamo de Donnana, partilhava comigo uma república nos idos de 85, em Irecê -BA. Em verdade, éramos 4 meninas à epoca, trabalhando no interiorzão cheio de seca e nós cheias de esperança.

Das quatro eu fora casada, apesar dos vinte e poucos anos, Laura era noiva e eu acabei madrinha do casamento de Sandra. Ana solteira, pouco mais velha que nós, era a mais centrada, econômica e tudo aproveitava. Se quebrava o prato, aproveitava a xícara como caneca, adorava receber doações de coisas velhas para república e, cá prá nós, degosto duvidoso.


Assim, nossa casa de república se divida em dois territórios: - de um lado, Ana e sua econômia impar e a  Laura, que tudo economizava para o casamento e do outro  eu e a Sandra, que procuravamos compensar as auguras da distância de tudo e de todos como o lema Clara Crocodilo: gastar, gastar, gastar.

Para Sandra era a primeira casa  e para mim a primeira minha, sem pitaco de marido, então comprávamos tudo novinho, o que precisávamos e o que não precisávamos também. Afinal, chegara o Rock in Rio,  tínhamos dinheiro e se  quer podíamos ir. Trabalhabamos a comer poeira e ver tristezas de segunda a sexta e fazíamos 12 horas de estrada num ônibus velho para passar uma única noite em Salvador e mais 12 de volta! Santa resistência, que só a juventude concede.

Aproveitava para ver as filhas, que deixei aos cuidados do pai e para...fazer mais compras. Éramos jovens, o trabalho era árduo e estávamos longe de quem amávamos.

D. Ana - Donnana , era econômica (rsrsrs), mas não sovina e a todos servia com suas econômias, por muitas vezes salvou a todos nós: - as meninas da república e a república dos meninos que ficava bem ao lado da nossa.

Donnana nunca mudou e o tempo só aumentou a sua forma solidária de ser. Se alguém precisa de dinheiro ela tá lá, se precisa de uma chá, de uma casa...é isso mesmo ela empresta até a casa!

Já madura, ao ponto, escolheu ser mãe duas meninas que já estão moçinhas, enquanto ela continua a percorrer estradas da Bahia levando "melhorias e adjutórios" com seu trabalho onde pobreza campeia.

Hoje lembrei disto porque estou aproveitando xícaras de cafézinho, cujo pires se quebraram e gostaria de dizer a Donnana que ela já era social e ambientalmente correta desde aqueles tempos.Já reciclava e préciclava.

A receita de hoje será em sua homenagem Donnana, feita em xícaras descartadas, porque por mais tenha demorado, aprendi o que tentou nos ensinar.

a receita também é boa de rendimento, se usar xícaras pequenas chega a 1 1/2 dúzia, mas observe se as xícaras suportam o calor do forno, senão nem bolo, nem xícara!.. e ainda um monte de caco quente para limpar!

E vocé aí...Passe um café, torrado na bola e moído no pilão, se Deus lhe permitir tamanha alegria e partilhe. Os meus serão de  Laura, Sandra e Donnana que recebo para um café e bolinho e as muitas boas lembranças virão!

Minicupcake expresso de espresso

Ingredientes
175g de farinha de trigo;
1 1/2 colher de chá de fermento;
1 pitada de sal;
75g de ovomatine;
50ml de café espresso frio;
225g de açúçar refinado
115g de manteiga sem sal amolecida.

Pré aqueça o forno ente 10 e 180ºC
Unte 18 xícaras de cafézinho
Junte e peneire a  farinha, o sal e o fermento e reserve;
Junte o café e o ovomaltine em outra vasilha e reserve
Bata os ovos e açúcar até virar creme;
Misture  todos os ingredientes alternando-os;
Despeje a massa em 3/4 das xícaras;
Asse por 15 minutos.

7 de ago de 2012

Seu Vavá

Quando a minha filha começou a ser alfabetizada nos anos 80, o livro dela tinha os personagens associados aos fonemas: Vavá, Vevé, Viví, Vovó... e para alegria dela, ela e só ela, tinha um vô Vavá, uma tia Vevé e uma tia Viví, alem das vovós. Era dela e para ela.

Seu Vavá gostava de café preto ralo servido no copo e com muito açúcar, de mel com farinha e da raspa de fundo de carne de panela com farinha. Gosto um tanto duvidoso, mas gosto não se discute. Era chamado carinhosamente de Vaso por D. Neide. Devia ser vaso de flores e esta foi a associação que fiz desde criança!

Seu Vavá, meu pai, era contador de formação, mas fora marceneiro, vendedor e depois virou funcionário público na função de Comissário de menores. Amigo de todos. Dono de gênio forte, mas domado, mantinha-o sob absoluto controle e raro se enfurecia.

Com ele aprendi a andar na cidade, enquanto ele fazia as suas sindicâncias, subindo e descendo ladeiras, também aprendiva fazer compras em dúzia ou meia, porque saía mais barato e a vê-lo perseguir um sonho nunca realizado: - aprender a montar e consertar rádios.

Seu Vavá era comissário, mas onde morávamos era respeitado como um juiz e primava pela nossa educação e nisto recebia todo apoio de minha mãe, que em verdade, foi quem o incentivou a estudar. Ao casar com aquele rapaz simples e virar dona de casa, ela já sabia falar inglês, tocar violino e bordar com linhas da ilha da madeira. Salvo a língua estrangeira, prendas que não nos repassou.

Seu Vavá teve 3 filhas e 1 filho temporão, trabalhou duro toda vida e acumulou durante muitos anos o seu trabalho de comissário com o de funcionário da secretária do curso de pedagogia Universidade Católica, onde, todo os anos com seu terno arrumado, era o funcionário homenageado dos formandos.

Formou todos os filhos, o que para ele era um orgulho, não os viu ultrapassar a barreira da pós graduação, o que ocorreu nos mais variados títulos especialistas, mestres, doutorandos, mas ainda os viu professores universitários. Professor, título para ele, o mais respeitoso. Três são funcionários públicos concursados, a profissão que considerava segura.

Hoje seu Vavá deve tá tomando um cafézinho em outras paradas e conversando com D. Neide e já contabilizando uma neta engenheira , funcionária publica concursada e uma estudante universitária. Com seu jeito paciente bebe mais um golinho do café já frio e diz: isto, digo das mais novas, porque as duas mais velhas, veja você... já são Professoras mestrandas!

Magrinho e grato pela vitória ...suspira e diz: o que eu posso querer mais! Consegui tudo que eu queria e você me ajudou a conquistar e , pousa a mão na mão de D. Neide, minha mãe. Ambos enxugam os olhos úmidos na ponta da toalha da mesa e ela lhe serve mais um cafezinho ralo e açucarado, do jeitinho que ele gosta.

De cá, faço um espresso puro e tomo em homenagem a Meus pais, Waldemar e Neide e mando dizer que vai tudo muito, Graças a Deus.
Beijos a todos e votos de boas lembranças dos seus.
P.S Desculpe-me meu pai, mas não vou postar receita porque mel com farinha e café ralo , ninguém merece!

Ops!

Acabo  de notar que só tenho um pacote de bom café. 250g de spicy espresso com gosto de mel de laranjeira. Eu que gosto tanto de café, me passei e se não cuidar vou ficar sem café para passar....rsrsrs

Dei por conta da falta de café quando fui separar os ingredientes para fazer uns bolinhos para uma irmã fraterna, Najah.'., que virá me visitar hoje e creiam que no "cafeebolinho" tá faltando café e os ingredientes para café e bolo. Terá sido a cirurgia que afetou a minha memória para tamanho descuido!

Em meio a esta saia justa, lembro o post de um recém conhecido Zito Azevedo e me valho das lembranças de infância e faço um pão de maçã e canela, coberto por chocolate branco e vou abrir meu último pacote de café. Afinal será um lanche de meninas e maçã e laranja é apropriado.

Valha-me Nossa Senhora dos Esquecidos e ao meu amigo Zito trabalhar com frutas porque calhou e combinou.

Zito, o café de hoje será de meninas, mas graças Fruguel e seus comentário, não farei feio e tomaremos um café sem bolinho, mas com pão de maçã que o gosto lembra um bolo.

Beijos, votos de paz e harmonia e uma memória melhorzinha que a minha...rsrsrs


P.S
....Estou devendo as fotos, porque ainda não posso empunhar a  máquina , mas prometo pagar todas, inclusive trocar esta do meu perfil que estó o Ó.




Pão de maçã e canela

3 maçãs batidas com casca e pouca água para fazer 320 ml
1 1/2 colher de chá de sal
2 colheres  de chá da canela em pó
4 xícaras de farinha de trigo
2 colhes de açúcar mascavo ou demerara
2 colheres de manteiga ou margarina
2 colhes de chá de fermento biológico granulado seco

Como uso máquia de pão colo os líquidos e depois secos, sendo o fermento o úlltimo de todos.
Usei afunção sanduiche.

Cobertuta opcinal

Derreta no microondas 40 g de chocolate branco e "lambuze" poe cima.

....Estou devendo as fotos, por que a máquina fica peasada para este meu momento, mas prometo pagar todas, inclusive trocar esto do meu perfil que estó o Ó.

1 de ago de 2012

Café, comum a muitos.

Café é comum a muitos. Coisa de rico,de pobre e até de pobre metido a rico!

Quem está acostumado a cafézinho coado, ralo, médio ou forte, com ou sem açúcar, fica feliz ao tomá-lo e não especula de qual é o grão, tipo de torrefação ou moagem. Toma café e fica satisfeito. Se vier um pãozinho com manteiga, uma broa ou um bolinho, sorri de orelha a orelha e acha que está vivendo um luxo.Fica  grato e feliz.

Café no trabalho sempre une chefe e subordinado no mesmo balaio, afinal a garrafa ou máquina é a mesma. Na roça então, todos compartilham de  um café de borra e tição¹.

Tem os que tomam espresso no trabalho, em shopping e restaurantes e os que podem comprar a melhor cafeteira espresso, o  melhor grão, seu kit barista, livros e revistas especializadas, um arsenal...e assim desfrutam o café como os vinhos de sua adega ou um dos seus bons maltes envelhecidissimos.

Complicados são os médios, cafeteria espresso doméstica, médio conhecimento, leitura de internet, livros lidos em mesa de cafeteria nas livrarias, pesquisas  intermináveis por um preço acessível de um bom café. Estes sonham em ser baristas e apreciadores e sofrem com as suas limitações.

Mas...como nada é perdido na aritmética da vida, conforme a Leis, estes acabam por  aprender truques e "pulos do gato" dos velhos conhecedores  e a crescer devagar  a passos pequenos e tiram de cada conquista uma sabor de vitória. Acabam  igual ao melhor grão torrado no ponto certo, servido e sorvido na melhor companhia.

Neste último grupo me enquadro e aos amigos desta caminhada sofrida, mas vantajoso ofereço um café e bolinho.
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¹ café de borra e tição¹ acrescenta-se a água e ao pó de café um pedaço de brasa, que ferve a água e ao “assentar" bebe-se o café. Isto é muito usual em algumas áreas  no semiárido

30 de jul de 2012

Capuccino e Petit Gâteau

Ando meio entediada com a minha recuperação da cirurgia, cheia de ¨não podes e nã deves". Tá tudo tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente...já tô ficando lerda!

Para compensar, hoje resolvi fazer um capuccino de verdade, misturando um bom espresso, leite e espuma no ponto. Descobri que o segredo da espuma é não mergulhar o bico muito, deixar o leite dobrar de tamanho e ir rodando a jarra enquanto faz a espuma.
De tarde, resolvi fazer uma gracinha para Cissa e arriscar a fazer um Petit Gâteau. Não tive medo errar porque, em verdade, este bolinho surgiu de uma receita que falhou. Quem sabe, com um pouco de sorte, descubro uma nova receita de sucesso...rsrsrs.

Fiz, ficou ótimo e aproveito para partilhar... mas lembrem-se a melhor combinação é café e bolinho!!!

INGREDIENTES
6 ovos inteiros;
100 g de açúcar;
20g de farinha de trigo;
300g de chocolate;
120g de manteiga.
Para cobertura use calda de chocolate com café.

PREPARO
Derreta o chocolate com a manteiga no microondas, mexendo a cada 15 s e reserve;
Bata os ovos com o açúcar até virar um creme claro. Peneire a farinha com o chocolate e junte ao creme, misturando devagar;
Adicione o chocolate, misture e despeja em forminhas untadas;

Asse em forno alto por 10 minutos;

Desenforme e sirva de imediato ou reaqueça no microondas por 10 s antes de servir, cubra com calda ou decore o prato com  calda e rale um pouco de chocolate branco por cima para fazer o contraste.

29 de jul de 2012

Filho de peixe, nem sempre peixinho é!


Sempre acreditei no ditado ¨filho de peixe, peixnho é ", mas não é verdade. Conversa de pescador, que muda com a maré.

Como acham que fiquei com a constatação: Alegre? Triste? .


Aprendi a esperar a maré reversa e uso conforme me agrada! Tá duvidando, vejam vocês:


- Tenho duas filhas, só uma gosta de café;

- Não sou boa de lógica, as duas são;

- Tenho um bundão e gosto de saía justa e elas detestam.

Isso só para exemplificar...


Entre um cafezinho e outro, me pego pensando que nunca gostei de ser ¨murista” ou oportunista.  Decido: - estou feliz com a constatação!

Vou fazer um café  e explico a base da minha decisão. As minhas filhas são mais solidárias que eu, mais centradas, mais politizadas, responsáveis e cidadãs....mas se disserem que fazem café e bolinho melhor que o meu.... Hum, mudo de ideia na hora!

Ops! ato falho e mais um maldito ditado: o uso do cachimbo é que deixa a boca torta!



26 de jul de 2012

Bolo de avó com café preto


Hoje o bolinho do café será de uma receita especial de uma grande avó. Quem olha para ela e toda sua brabeza não imagina o quanto é farta e generosa, na medida certa como  o seu maravilho bolo de milho. Aliás, milho que ela sabe como plantar de solteiro, de consórcio, de sequeiro e de irrigado e com quem aprendi a fazer, no papel quadriculado, evolução de rebanho. Coisa que um rebanho de agrônomo não sabe fazer no computador. Valha-me minha velhinha!
Velhina. Assim a chamo desde que éramos jovens e nem netos ela sonhava em ter. Velhinha Pitadeira de Cigarro e, que  como eu, adora um café. Com ela compartilhei trabalho, alegrias e tristezas – uma amiga de verdade!
O caminho do tempo nos afastou e lá vieram os netos e a reencontrei avó.  Avó de colo generoso, mas fofuras e frescuras não é a cara dela. Ela é avó de tomar conta e dá conta, de nutrir e amar e...de fazer bolo.
Apesar desta homenagem, confesso: - morro de ciúmes dos netos dela!
Lançada a flecha do ciúme, parti para vingança e instituí:  - todo ano no meu aniversário, com tempo ou sem tempo, ela tem que fazer o bolo de milho, que como sozinha e escondido de todos, até das minhas filhas!
A velhinha “agronima” (rsrs) é competente, trabalhadeira, valente e gosta de café e bolinho.  Te adoro minha amiga irmã Vanúsia de Fátima!
Para esta avó maravilhosa, amiga dos netos e porto seguro da família  e amigos, rendo a minha homenagem e, para pagar meus pegados “ciumísticos” posto a receita do bolo de milho, já que do meu, não dou nem um pedaço... rsrs

Beijos afetuosos regados a um bom café e bolinho.
P.S Se usar margarina na receita  e não comer tomando café, ela lhe pega!!!!

Bolo de milho da minha velhinha
ð  Ingredientes
ü 2 xícaras de açúcar
ü 2 xícaras de farinha de trigo
ü 2 xícaras de flocos de milho (ou milharina vitamilho)
ü 500 ml de leite de coco
ü 6 colheres de sopa de manteiga (não use margarina)
ü 6 ovos
ü 1 xícara de queijo ralado (opcional)
ü 1 xícara de coco ralado (opcional)
ü 2 colheres de sobremesa de fermento em pó

ð  Modo de fazer

ü Bater as gemas com o açúcar e a manteiga.
ü Acrescentar aos poucos a farinha de trigo misturada com os flocos de milho, o coco e o queijo alternando com o leite de coco.
ü Acrescentar o fermento e por último as claras batidas e misturar bem.
ü Colocar numa assadeira ou forma (untada e polvilhada com farinha de trigo) para assar
ü  (40 minutos de forno 180º).

24 de jul de 2012

Final Feliz!



13 de jul de 2012

Gracias

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Gracias a la vida - Violeta Parra, lindamente cantada por Mercedes Sosa

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio dos luceros que, cuando los abro,
perfecto distingo lo negro del blanco,
y en el alto cielo su fondo estrellado
y en las multitudes el hombre que yo amo.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el oído que, en todo su ancho,
graba noche y día grillos y canarios;
martillos, turbinas, ladridos, chubascos,
y la voz tan tierna de mi bien amado.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado el sonido y el abecedario,
con él las palabras que pienso y declaro:
madre, amigo, hermano, y luz alumbrando
la ruta del alma del que estoy amando.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la marcha de mis pies cansados;
con ellos anduve ciudades y charcos,
playas y desiertos, montañas y llanos,
y la casa tuya, tu calle y tu patio.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me dio el corazón que agita su marco
cuando miro el fruto del cerebro humano;
cuando miro el bueno tan lejos del malo,
cuando miro el fondo de tus ojos claros.

Gracias a la vida que me ha dado tanto.
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto.
Así yo distingo dicha de quebranto,
los dos materiales que forman mi canto,
y el canto de ustedes que es el mismo canto
y el canto de todos, que es mi propio canto.

 

Gracias a la vida que me ha dado tanto, tenho  filhas, família, amigos, irmãos, irmãos fraternos,  instrutores, Mestres e muitas, muitas boas lembranças para serem regadas a um bom café e bolinho!!!

Beijos e abraços fraternos.

  Nouredini..'.