29 de mar de 2017

Salvador, sempre adorarei você - republicada.

Salvador, 467 anos♡♥♡♥
A minha Salvador vaga no tempo e na lembrança dando saltos e piruetas entre o passado longínquo e até pertinho do presente.
Ela é feita de memórias que tem gosto,  cheiro e suor de boas paletadas.
Lembro de uma Salvador com a rua Chile de vitrines decoradas para o natal; da mulher de roxo; do pisca-pisca da fachada da Petrobrás na Jequitaia; da laranjada na Praça da Inglaterra; da lotação do 2 de julho - um largo cheio de flores e frutas e de um colorido inesquecível!
Lembro da  fila do Plano inclinado,  e da única loja para comprar pano de espreguiçadeira e cadeiras de dobrar, que até pouco tempo existia e se chamava -  A Sombrinha Moderna
.
Como esquecer das Padarias e confeitarias da Bx dos Sapateiros, em especial a da esquina da Ladeira da praça. E do pão preto da Favorita no Forte de São Pedro.
Lembro até do Viaduto da Sé!
Tinhamos Calçados da Familia  Pestalozzi e Ótica Viúva Neves e
A Lâmpada nos fornecia tudo que precisávamos. Na sua porta um gentil senhor vendia todo suprimento para canetas Parker e Compactor.
Compravamos  nos Os Gonçalves;  Florensilva; MKraychete de Bazar e nos varios andares da Sloper e das Duas Americas e Souto Maia era nome de loja e não sobrenome e sinônimo de chacina.
Quem não comprou na Mesbla ou passou um dia a pessear no Iguatemi quando inaugurou?!
Não faltavam lojas para comprar um brim sol a sol Santista, bramante ou percal, mas aviamento  só no armarinho S. Luis.
Tinha a Clarck calçados e depois chegou a Washi 70, mas antes já se afirmava que Adão não se vestia porque Spineli não existia.
No Cabeça iamos a Livraria Civilização Brasileira de seu Dermerval da Costa Chaves, grande livreiro, que tinha filiais nas Mercês e Ajuda.
O sorvete era na Cubana, assim como os bolinhos de arroz e na porta do Elevador podiamos comprar corda de balas/queimados e pedaços de doce de leite.
Ainda me  restam espaços para A primavera, as duas, a sorveteria e de instrumentos musicais e a torta de tapioca da Savoy na esquina do Cabeça.
Muitos cafezinhos de rua e boas cachaças no Mimosa. Seresta do New Fred's, batidas do Barcaça, sem esquecer da dase Diolino, é claro.
Lembranças  dos passeios se atroplelam na memória: - Itapoan, Jardim de Alah; Passeio público,  Humaita, sorvete da Ribeira, Trem, Plataforma; ônibus elétrico, Bomfim , Boa viagem, Porto da Barra, Cine Roma, Calçada,  Rampa do mercado; Mercados do Ouro, Sete portas, Feiras...incêndio de S. Joaquim!
Sandálias de couro fedido, saia rodada, FFCH São Lázaro,  pipoca, bicos, suores e alegrias.
Uma Salvador de andar na rua, estudar em escola pública, esperar ônibus sem medo. Sair cedo e chegar tarde e ser pobre com dignidade!
Uma Salvador  onde a  arma no carnaval era machadinha dos Apaches do Tororó.
Sou feliz com minhas memórias de  Minha Feliz Salvador.
Sou roxa de amores pela minha cidade!

P.S parabéns para minha linda sobrinha Iris que faz aniversário no dia da cidade e  é linda e querida como ela

18 de mar de 2017

O rio desagua no mar.

Para quem me mandou o mar, mando o rio ao seu encontro.

Mar
Sophia Breyner

I

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
II

Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.
in Poesia, 1944

O Rio
Marisa Monte

Ouve o barulho do rio, meu filho
Deixa esse som te embalar
As folhas que caem no rio, meu filho
Terminam nas águas do mar

Quando amanhã por acaso faltar
Uma alegria no seu coração
Lembra do som dessas águas de lá
Faz desse rio a sua oração

Lembra, meu filho, passou, passará
Essa certeza, a ciência nos dá
Que vai chover quando o sol se cansar
Para que flores não faltem
Para que flores não faltem jamais

Braça amigo




Com quantos pais e mães se faz uma familia?

Com quantos pais e mães se faz uma família? Parece fácil responder quando se olha esta foto de irmãos felizes abraçados.

O sorriso e a amor é o traço de união e os tornam, cada vez mais parecidos. Na. Foto estão Agnes, Cissa, Raphael, Ana Cláudia e Ana Carolina com sua Letícia. Os pais não caberiam na foto porque as duas primeiras são as minhas filhas com Tom; Raphael é de Tom com Fátima e as duas  Anas são de Fátima com Ivo.

São duas barrigas e dois pais em diferentes combinações. Foram criados juntos e o amor os uniu como uma costura forte e fraterna. Com o tempo as casas de novo se separaram, mas eles  permanecem juntos e misturados e...eu no bolo.

Com Fátima divido as alegrias e cada vitoria das filhas. Somos mais que ex-mulheres de Tom, somos mães de filhas que nasceram na minha barriga e cresceram no coração dela.

A estes irmãos somam-se cunhados que vão aceitando a mistura "de boa" como dizem os jovens e assim, fica provado que com amor e compreensão, a vida cria seus próprios caminhos e arranjos, preconizando o futuro dos novos modelos de famílias.
A todos meu amor e o meu cafezinho de hoje.


14 de mar de 2017

O mais novo cantinho

Cada ano um tanto. Casa de pobre cresce aos poucos e a cada puxadinho vem um sabor de vitória. Cresce sempre sinuosa e com altos e baixos e nem sempre as emendas encaixam com perfeição, mas tudo bem.

Vi muito disse em minha vida e dizer que faço puxadinhos é exagerar nas cores. A verdade é que, aos poucos e com esforço, venho botando meu cantinho no jeito. O ano passado foi o fechamento da varanda, que ganhou status de sala de café e no anterior a varanda em si com piso e telhado de telhas de cerâmica, que garante o barulho de chuva.

Este ano foi a vez do pergolado no jardim onde uma rede balança na sombra da tarde e, queira Deus, as trepadeiras enramem cheia de flores. Já tenho jasmim, tumbegia azul e belas bocas de lobo - amarelas e vinho.
Lá já estão as samambaias, um tanto sofridas pelo sol, num fase de adaptação. Também umas poucas orquídeas, que tem demorado a florir.

Faltam cacos bonitos. Tempo e paciência. Como o outono esta beirando, espero que ajude a tornar o cantinho mais bonito.
Torço que passe a ser o cantinho preferido ds filhas e o lugar de bebericar e beliscar os pestiscos. 

Assim um tantinho virá um tantão poque felicidade é medida pela alma.
...e balançando na rede vou bebericando um cafezinho.

6 de mar de 2017

Essa menina de 41 anos tá de brincadeira

Com sorriso de menina, responsabilidade de mulher e dengos de boa companheira, Agnes continua adentrando os "enta". Desta vez a comemoração foi a luz da Torre Eiffel e com direito a muitas bolhas e carinhos do amado.

Daqui ficamos, eu e a irmã Cissa, a desejar-lhe o melhor. Saúde, mesa farta, bom trabalho e muito amor. Que a vida seja tão generosa quanto o seu sorriso. 

Agradeço ao Pai a sua presença em nossas e vidas e os aprendizados feitos de lágrimas e sorrisos porque tudo soma e nada é perdido na aritmética da vida.

O Post é breve mas o amor é imenso. Leve em conta a correria do dia e me aguarde porque com tempo e oportunidade lhe renderei justa homenagem.

Todo nosso amor!