29 de abr de 2016

O penúltimo filho.

Tive filhas e sobrinhos muito cedo e desde então,  aprendi a tratar os jovens que se achegam como sobrinhos e a alguns trato de trazer para o coração  como filhos.

Assim, a vida me trouxe Eduardo, que conheci ainda estudante e tornou-se colega de trabalho e com carinho ocupou parte do meu coração. Eduardo me deu a Maria Eduarda, neta.

Nos últimos anos e já mais ranzinha, pensei que não conseguiria conquistar mais filhos e me veio um genro. Beto a quem trato com carinho  e faço  dengos e vontades de comidinhas.

Já pensava  ter encerrado, quando me surgiu o síndico... é  isso mesmo, o síndico. Aquela figura que muitos falam mal, que é sacaneado por outros tantos e  que trava batalhas inglórias  para o bem estar de todos.
Quando se fala em síndico há  que se pensar num senhor, mas o meu síndico é  jovem, tem um filho pequeno e me chama carinhosamente de mãe.

Agora que moro só  e longe das filhas a vida me brindava esta alegria, mas vem a tal impermanência  e o meu mais novo filho emprestado acaba de ligar  dizendo que não  ficará  no condomínio. Não será mais síndico,  não  será  mais vizinho e com o tempo e a distância, não  será  mais filho.

O que aconteceu não sei. Levanto, passo um café  forte, olho para um lado e para o outro peço  a Papai do Céu que lhe guie os passos. Desejo fortemente que seja algo contornável e que ele possa seguir seu caminho amparado pela misericórdia.

Resta o consolo e alegria que fui sua segunda mãe  por um breve tempo e isso me fez feliz.
Filho, siga sua estrada, mas se voltar passe para um café  e carinho porque acho que continuarei aqui.por um tempinho.
Bjs saudosos.

28 de abr de 2016

Café solito!!



"Se não eu, quem vai fazer você feliz?
Se não eu, quem vai fazer você feliz?
Guerra!"


Se não eu, quem vai me fazer feliz?
Se não você, quem vai fazer lhe fazer feliz?
Guerra!

Essa é a guerra, guerra diária. Guerra de Arjuna - uma guerra de migo, comigo com meu um umbigo!


24 de abr de 2016

Café e costura

Enquanto tomo esse café,  escrevo a dois queridos amigos.

Somos ligados uns aos outros pelas teias de amor e cuidado que construímos. Muitas, muitas vezes os fios do cuidado e da presença de Mario e  Célia Castro construíram anteparos de proteção, recobriram buracos e guiaram momentos difíceis e errantes da minha caminhada.

Hoje meus amigos sou eu quem tenta tecer  casacos para o frio da saudade que deve estar incomodando a  todos da sua família. Não somos educados para os filhos irem antes de nós.

Estou aqui. mesmo que não  vejam  e vibrarei para que a harmonia e o conforto os alcance. Não  sei a sua dor, mas sei do meu amor e carinho, que ele possa ser uma gota, um alento, uma fagulha nesta hora.


20 de abr de 2016

Passando um café e tecendo o amanhã


Lá do outro lado outros indignados também responderam e a rede foi sendo tecida  fio a fio, das pontas para o centro, vindo de tos os  quatro cantos deste Brasil.

Brasil, partilhando esperanças como se partilha o cafezinho.



18 de abr de 2016

Choveu na alma!

Ontem choveu e eu fiquei ensopada, mas muito mais molhados estavam os meus olhos e com muito mais frio estava minha alma. Assistia a um espetáculo lamentável e via a constituição  meu pais ser rasgada. Assistia atônita a deputados que pousavam para fotos e evocavam como no show de calouros que seu voto ia para mamãe, papai e filhinho. Vi deputados fazerem bolão de apostas com o resultado do impeachment.

Sim, o salão verde, a ante da sala da Câmara dos deputados foi palco de jogatina e apostas  de dinheiro. Vi um senhor espúrio traidor da pátria a dedicar seu voto ao torturador da presidente Dilma nos porões da ditadura em 64 e, ser seguido pelos que dedicaram seu voto aos militares do golpe de 64 e aos anos de chumbo.
Aquela altura, o que menos importava era a chuva, o frio e sim o que diremos as futuras gerações. Como explicar ao sobrinho que ontem fez 2 aninhos, que uma sessão da Câmara de tamanha importância, foi presidida por um senhor que é réu em vários processos e sobre o qual pesa crimes  de corrupção, desvio e propina.

Ainda mais duro, como dizer que nosso grupo , partido ou corrente por momentos se aliou  a parte deles para governar.  Mesmo assim, com culpa direta ou indireta, n ão esperem que eu diga sim ao Feliciano, ao Bolssanaro, aos anões como o Bendita Grana /Benito Gama.


Se sou responsável por algo, devia ter militado mais, fiscalizado mais e ter endurecido mais com meus próprios companheiros.


Não vou declinar dos meus princípios e o mesmo recomendo aos que amo e respeito. As minhas filhas Agnes e Cissa . Não recuem diante de suas convicções. Princípios são inegociáveis e o futuro lhes cobrará!




Vamos a luta porque sempre haverá um amanhã e eu quero que seja diferente. 

Quero punições aos meus e aos seus, mas quero jogo limpo. Não reconheço Eduardo Cunha como capaz de conduzir quaisquer processos, nem mesmo o inescrupuloso bolão que fizeram os senhores deputados com o destino da nação.


Na esperança de um senado mais honrado, tomo um café porque a luta contínua!


João comemorando seu aniversário com um pedação de bolo e brigadeiro porque para ser feliz basta pouco!

9 de abr de 2016

O mistério da bolinha de sabão

"Com arinho de arame retorcido e enrolado no barbante, como vovó Neide ensinou ao papai fazer "
Assim começou um comentário do meu irmão  que ensinou o pequeno João  Manoel a soltar bolinhas de sabão.  Confesso que li com os olhos úmidos e com o coração  cheio de uma gostosa nostalgia, um misto de lembranças minhas, dele e de tantas outras crianças que foram e são  felizes com algo tão  singelo e feito de água,  ar,  sabão  e amor.
Respondi ao meu irmão  dizendo-lhe da minha emoção,  dos meus olhos úmidos  que juravam ver as bolinhas que fiz, as que  ele fez e as que ensinei e vi as minhas  filhas soltar ao vento. Todas vieram da mesma fonte: - nossa mãe nos ensinou.
Na resposta dele todo grandeza de um patrimônio impagável  de memórias:
"Lembro dela torcendo o arame e enrolando o cordão, tirado da bolinha ( de cordão)  que era alimentada com o barbante que amarrava o papel de embrulho do pão... Um mistério para meus olhos de criança porque fazia sem explicações de onde aquilo terminaria... Contava apenas que no "hoje" ,daquele tempo, era fácil ter cordão, pois era só juntar o que chegava fácil, da padaria e das vendas, muito antes dos saquinhos prontos, de papel ou de plástico. Dizia que "vovó Idalina ( nossa bisavó) plantava o algodão, tecia o fio e trançava o barbante".
De repente, arinho cheio, voltava da cozinha com um copinho cheio de agua e sabão e era ai que a magia comecava, recomeçando para nunca mais terminar...
Assim meu irmão  viveu nossa bisavó  em nossa mãe , ela em nós  e nós  nas nossas filhas  e filhos e assim, nossa mãe como nossa bisavó Idalina vive e viverá por gerações. Deles um novelo de amor sem fim continuará  a tecer amor e boas lembranças.
D. Neide, hoje molhei as plantas, tomei café e colhi pequenas flores junto com a senhora.
Obrigada minha mãe, obrigada Walney
Em tempo, vejo um comentário  da minha irmã  Neima, que fala de como as bolinhas de sabão  da nossa mãe a levou a matemática:
"Sabe por que sai so bolas porque sendo a bola igual a uma esfera é uma  supreficie estável. Quando estudei isso nos anos 1990 entendi porque não conseguiu fazer bolas quadradas, tentei muitas vezes.  Ai os matemáticos alagoanos prof Manfredo e Hilário.  E muita conta ai!"
Obrigada Neiminha.


6 de abr de 2016

Somos infinitamente capazes!

Os poucos mas queridíssimos que me acompanham sabem que minha amiga Vanúsia teve uma hemorragia provocada por um aneurisma na cavidade craniana. Já lhes adianto boas notícias,  ela se recupera bem e hoje foi autorizada a fazer breves momentos de leitura e começar se readaptar a luz do monitor do fone e do computador. 

É fantástico esse nosso cérebro e sua capacidade de se adaptar! Como não é luta emocional, mas lógica tudo anda rápido nos circuitos neurais. Encrenca e das boas é quando estamos  operando no campo do emocional... ai é ronha, ruminação, vai e volta puxa e estica.

Estou radiante com notícia e grata aos santos, mestres e orixás  de todos credos e religiões porque as orações ecoaram em diferentes línguas e ritos. Todos se uniram   na linguagem que Vanúsia mais conhece: - amor!

Preciso tomar como exemplo este fato e ser mais prática nas questões do meu dia a dia, mesmo aquelas do campo do gostar e do sentir, elas também pode ser simples, fáceis e rápidas. Não  preciso fazer de tudo uma via crucis ou por culpa e penitencia em tudo. É urgente ser leve e livre.

Se for para parar para pensar e remoer, que seja o breve tempo de um cafezinho!

Bjs, Votos de paz e harmonia