16 de out de 2016

Reticências, uma paixão

Sei que escrevo mal e por vezes assassino a língua. Entretanto, peço  desculpas aos doutos, mas opto pela alma.

Creiam e juro de pés  juntos, sem cruzar os dedinhos, que não  se trata  de desculpa só de inculta ou preguiçosa. Não  sei mesmo. Como diz seu Augusto, quem pouco lê, mal escreve. Ele tem razão: - mea culpa.

Afianço também,  a  grande verdade de que a alma é  livre  no expressar-se e não quer ser contida  em mordaças,  regras  e acordos. A minha por exemplo, extrapola e se expõe  em erros e acertos.

A minha alma por exemplo, ama reticências. Creio que são  pingos mágicos  que encantam a vida, dando a cada coisa e fato, uma oportunidade.

Seja  por dúvida,  por apego ou forte desejo de continuidade, elas sempre deixam portas entre abertas.Se no final,uma expectativa de algo a mais. Se no início, um reentrada furtiva.
Para mim reticências  são  bailarinas, são  dançarinas dos sete véus...

...e assim vou driblando o que falta na  moça inculta com o que sobra na alma livre e passando este tempo de pouco café.
....beijos com sabor continuado.

#floresbrancaspelapaz

3 comentários:

  1. Seu Augusto - me desculpe - não tem razão! O que foi que leram os grandes escritores, antes de haver, sequer, escritores? Será que a gente não sabe criar, sem ter degustado a criação alheia?! Eu acho que o que põe os mestres a escrever o que escrevem é a sua inesgotável capacidade de observação do mundo e da humanidade e a excelência dos seus professores do primário!
    Pode crer e, alem disso, nem V. escreve mal nem assassina a lingua... Sua linguagem é sádia, descritiva, aqui e ali algo hermética mas honesta e, por vezes, mística, sensorial, mas sempre sua!
    Bjs
    Zito

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  2. Obrigada amigo querido pelo incentivo. Para vc que tem ao seu lado figuras com Djack, este é um baita elogio

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  3. Obrigada amigo querido pelo incentivo. Para vc que tem ao seu lado figuras com Djack, este é um baita elogio

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