2 de jan de 2015

café de ponta-cabeça

Quando se pensa em sexta-feira, o que vem na mente da maioria de nos? -  o fim de semana, último dia de trabalho e o descanso pela frente. No mínimo, diria que é  esquisito o  primeiro dia útil do ano ser numa sexta-feira. Dia de terminar e não de começar. Só se começa na sexta os retiros, férias, o lazer, a farra...

Este ano já começa diferente por ser uma sexta, com expediente cheio, com mudanças que não esperam para segunda e com muitos cafés tomados na ansiedade dos corredores.  Mudou a Presidente, mesmo que seja a mesma, mudou o Governador, mudaram os Secretários de Estado e todos os chefes em cascata e, nós mortais, a custa de muito café, ficamos pé e noutro, esperando de quem virá as ordens.

Num feriado prolongado, aqueles que antecedem o final de semana e chamado de feriadão, teríamos compensado o expediente e estaríamos de folga, mas mudou o Governo, zerou o placar e as paradas são permitidas só para o cafezinho. Muitas férias foram suspensas por decreto e outras por bom senso, sob o risco de voltar e não encontrar mais seu cargo ou função.

Apesar de trabalhar para o Governo não sou funcionária ou empregada publica, sou o que chamam de terceirizados. A expressão terceiro já dá ideia de outro,  com ranço de fora, de dispensável. Integro uma equipe de um projeto internacional com recursos do Governo do Estado e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola. Passamos por processo seletivo para estar aqui, mas a rigor não é um concurso público e sim uma seleção.

Este fato nos diferencia dos que são funcionários de carreira  ou empregados de empresas publicas e que permanecem, salvo por falta grave. Nós podemos ser demitidos a qualquer momento e o que nos mantém é o bom senso sobre o que pode causar ou  não a perda de continuidade nos Projetos, a essencialidade  ou especialidade dos nossos serviços, as supervisões e pontuações do Fundo.

...mas como saber sobre senso, bom senso na cabeça de outrem?!



Então, cá estou  no trabalho, na terra do Axé, em plena sexta-feira – a primeira do ano, dia de Oxalá, vestida de branco, sol escaldante lá fora, rente no batente  e disponível para o meu chefe , que por enquanto é o mesmo Seu Augusto e tomara Deus não mude.

Que venha um 2015 cheio "do que fazer" porque o povo do sertão precisa e nós também!




Comemoremos todas as oportunidades que vida nos oferta

As folhinhas de oliva sobre a mesa são em homenagem aos amigos do Além Mar, que estiveram no meu coração e pensamentos durante a virada do ano novo

Um comentário:

  1. Olá querida Nouredini!

    O Ano Novo já está em funções... o ano novo ou nós? Neste caso a Nouredini, e com muito calor... Gostei da foto, está fresquinha e bonita.
    Por cá muita gente fez férias, só trabalha na segunda, deu para sair.
    O comércio não fechou portas, e os patrões de si próprios também foram trabalhar, porque tanto descanço "já bonda..." Cá por casa foi assim, trabalhar que está frio, não é bom parar. E o meu homem foi logo de manhã abrir " a chafarrica..." E eu trabalhei em casa todo o dia, porque o que eu não fizesse hoje fá-lo-ia amanhã; e tudo deu certo.

    Minha amiga, reparei nas folhinhas de oliveira, obrigada.
    Ainda tenho nalguns pontos da casa uns raminhos de oliveira que a minha mãe colocou. Foram secando e as folhas têm caído, mas irão estar até caírem todas. A minha mãe era uma pessoa de fé.
    Minha querida, agradecida uma vez mais pela sua estima, aceite um abraço grande e dois beijinhos da portuguesa
    Dilita

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