21 de jan de 2015

Café com poeira

Não se mede alegrias nem dessabores com os outros, mas por coerência neste período onde o amigo Zito estava passando uma fase aziaga, resolvi não fazer queixas da minha obra...mas agora digo-lhes...a saga continua!

Auxiliada de perto pela filha Cissa e com a torcida ao longe de Agnes reiniciei os trabalhos. Não diria do zero porque foi -1, tive que recuar a fases já prontas antes da entrada do pedreiro “maledeto”. Além de quebrar e retirar todo piso que ele fez, estão previstos refazer o contrapiso, raspar as paredes que ele sujou, passar nova massa corrida e pintura, jogar fora os ladrilhos portugueses que comprei em antiquário e assentar novo piso e revestimentos.

Nesta fase, arranjei um anjo da guarda, um colega e amigo de Cissa – Marcus Vinicius, que é do ramo, design de interiores, que me enxugou as lágrimas e acompanhou nas compras, escolheu materiais, arranjou novo pedreiro e vai acompanhar nas orientações. Santo Marcus!

O que seria um cimento e alguns detalhes virou uma obra, um mundo de sacos de entulho para encher, além frete e descarrego, compras de  tinta, argamassa, rejuntes, cerâmica e revestimento. O apartamento nem cabe de materiais e descartes, tudo lá dentro porque o condomínio não autoriza a colocação caçamba de entulho na área externa.

Enquanto corro na minha obra, no apartamento onde moro se amontoam os meus móveis e os de mina filha que começam a chegar. Eu não saí quando previsto e ela não pode colocar o que comprou no lugar e resultado: -  tudo em pares – geladeiras, fogões, sofás, mesas. Já nem se anda ou arruma, mas ela estava pacientemente esperando. Santa Cecília!

Quis o Pai mais uma  provação e assim, Cissa que resolvera renovar o nosso aluguel e morar no mesmo apartamento e já  deu providencias aos seus móveis, acaba de ser surpreendida pela proprietária, que voltando atrás em sua palavra, resolveu vender o imóvel dando-lhe 2 meses para mudar.
Agora ele nem vai desembalar o que comprou e está a procura de outro para mudar só, longe de mim e da irmã. Tantas confusões, que estamos as duas azoadas.

...mas ainda faltava um pouquinho, uma quebra e ontem na obra ao terminar a instalação de luminárias e  chuveiro e ligar a chave geralveio o pipoco. Apesar de constar nas plantas e do memorial descritivo uma voltagem de 110 e apenas 220 na tomada de Split/ar-condicionado, todo o apartamento está em voltagem errada e foi um pipoco só. Liguei para construtora e terei que esperar a burocracia e ser refeita toda parte elétrica.

Espero que Cissa tenha ajuda Divina e consiga ficar no mesmo condomínio que moramos, estamos a cata de um vago,  pois já conhecemos os porteiros e serviços, além de ser próxima da minha outra filha e do meu genro. Ela merece porque tem sido torturada pela minha obra e mudança. Desejo que a paz a alcance rápido.

Para amenizar minhas agonia e sabedores que café é o meu remédio para tudo,  Agnes e o “namorido” me presentearam com  outa cafeteira. Agora terei direito a muitas escolhas e a afogar-me em café enquanto espero. Ontem mesmo fiz um estoque de 72 cápsulas de café com leite da Dolce Gusto e 48 de diferentes tipos de expresso 3 corações.

O trabalho? vai mal das pernas; a saúde? mais ou menos; o dinheiro? nem perguntem, mas sempre estarei aqui para um cafezinho.



Beijos empoeiras e desvairados

Agnes e Beto de férias, torcendo ao longe

Cissa, fiel escudeira


4 comentários:

  1. Minha amiga, obras em casa eu não desejo nem ao diabo...Já tive durante dez dias pedreiros, canalizadores, pintores confinados aos 7 metros quadrados da minha cada-de-banho...Já passaram meses mas ainda tenho a sensação de pó de tijolo nas minhas narinas...Faço votos para que valha a pena!
    Bjs
    Zito

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    Respostas
    1. feliz em vê-lo por aqui, que até esqueço a poeira e o prejuizo!

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  2. Querida Nouredini
    Tenho andado um tanto "sumida", mas hoje aqui estou para um cafésinho, de preferência na chávena azul...
    Obras? que grande castigo. Ainda não esqueci que até adoeci dos brônquios; embora só tenha bem para contar dos trabalhadores e do responsável pela obra.

    Agradeço muito as bonitas palavras que me deixou relativas ao nosso duradouro casamento. De facto isto só prova que o amor existe, e é uma amarra bem forte. Tantos maus bocados, zangas, más palavras, e depois tudo é ultrapassado e esquecido, porquê ? Lá está o amor... A gente nem pensa nele, mas ele está em nós.
    Depois também há a parte positiva, mas dessa a gente gásta e não reclama.
    Querida, já tinha saudades de falar consigo.
    Agradecimentos e beijinhos.
    Dilita

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  3. Seu exemplo e seu amor anima a todos nós!

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Obrigada pela visita. Deixe seu comentáro, enquanto passo nosso cafezinho.