4 de fev de 2016

Uma cravina, um café e um bolinho

Esta semana instalei o fechamento da varanda em casa e , em breve,  passará ao status de sala de jantar. Salinha, saleta é verdade porque é pequenina, mas voltada para acanhado gramado do jardim de flores pequeninas que plantei. Tudo miudinho no tamanho e grande na importância para o coração. 

Pote parecer pouco para alguns mas, para mim é um muito e será uma boa forma de comemorar meu primeiro ano lá. Afinal, mudei no carnaval passado. 

Por falar em Carnaval, ele já  começou  na cidade desde o sábado passado e,  oficialmente,  o Rei  Momo recebeu as chaves ontem. Nós ainda estamos trabalhando porque ficamos fora do circuito. 

Passarei  o carnaval por casa, mas sem dor ou tristeza. Já arrumei novas mudas para plantar, comprei comidinhas para fazer para Cissa, que irá ter comigo, muitas frutas e um bom livro.

Falando em livro, o propósito deste post foi mandar a letra de uma poesia/canção de Vinicius para Dilita, que ela fez referencia em seu ultimo post para mim. Como tenho umas cravinas e jasmim no jardim e acabo de plantar uma rosa menina , notei que o poeta cita rosas, cravinas, jasmim e as verei da mesa, então juntando tudo querida,  aí  vai para você:

As Abelhas
Vinicius de Moraes

A abelha-mestra
E as abelhinhas
Estão todas prontinhas
Para ir para a festa
Num zune-que-zune
Lá vão pro jardim
Brincar com a cravina
Valsar com o jasmim
Da rosa pro cravo
Do cravo pra rosa
Da rosa pro favo
E de volta pra rosa

Venham ver como dão mel
As abelhas do céu
Venham ver como dão mel
As abelhas do céu

A abelha-rainha
Está sempre cansada
Engorda a pancinha
E não faz mais nada
Num zune-que-zune
Lá vão pro jardim
Brincar com a cravina
Valsar com o jasmin
Da rosa pro cravo
Do cravo pra rosa
Da rosa pro favo
E de volta pra rosa

Venham ver como dão mel
As abelhas do céu
Venham ver como dão mel
As abelhas do céu

Aproveito para mandar a todos um forte abraço desta Cidade de Salvador - Cidade Feliz porque aqui quem tem fé vai a pé a colina do Bomfim ou Oxalá, leva flores para botar na água para mãe Iemanjá e vive numa cidade arrodeada de água, de alma boa e batuca, cidade miscigenada onde atrás  do tiro elétrico  só  não  vai quem já  morreu! 

Tomar café neste período, só eu mesmo!

olha a cravina colhida do jardim!


4 comentários:

  1. Daqui, estou partilhando com Dona Dilita a beleza e os aromas e mais a poética de Seu Vinicius, vivinho-da-costa na minha memória de fã, dele e da sua garrafinha de John Walker...
    Um dia, ainda vou tomar um cafézinho de Santos nessa salinha de Salvador, olhando as cravinas!
    Até logo,
    Zito

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    1. Bjs amigo, aqui muita festa e farra. Ainda trabalho hoje e minha filha amanhã...mas já tem bloco nas ruas desde sábado passado!
      Saudade de todos que tenho a voz ressoando no meus ouvidos e coração!

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  2. Oh minha querida Nouredini, mas que amizade para comigo! Nem calcula como apreciei,fiquei de sorriso nos lábios e no espirito. E sabe que mais ? Olhe, cantei as abelhinhas de principio ao fim. Eu sei a musica por a ter ouvido, cantada pelas tais meninas, mas da letra pouco sabia - mas agora já sei, graças à Nouredini.

    Ai se o pensamento voásse e aterrásse a nosso modo (mas é só metáfora poética) a Nouredini tinha ouvido, porque eu cantei alto... "venham ver como dão mel as abelhas do céu..."

    Obrigada de novo amiguinha, um abraço grande para si, e que viva um bom Domingo, festejando ou não o Carnaval; - em casa se faz a maior festa...
    Um abraço também para o Zito, e para o Valdemar (o Decano)que não pode ser esquecido.
    Dilita

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