22 de nov de 2013

A vida é assim e de algumas situações, só aproveitamos os botões.



A vida é assim e de algumas situações, só aproveitamos os botões. Do resto, melhor fazer de novo!

De onde veio esta tão fatídica conclusão?! São birras vindas das leituras do rendadebirras.blogspot.com.

Hoje li um post de uma amiga blogueira lá de Portugal, onde relatou uma de suas memórias - quando recém casada e dona de casa caprichosa, estragou um terno novo do marido e ficou a penitenciar-se pela perda dupla - custou caro e era o preferido do seu Olímpio, num tempo que comprar roupas prontas era raro e chic.

Creio que os anjinhos dos serviços prestados e a N. S. das donas de casa  aflitas colocou, em boa hora, no seu caminho alguém para aconselha-la...e ,como se diz por aqui, os anjos falaram pela boca da sua madrinha, recomendando que ela usasse seu tempo e conhecimento, não para lamuriar e sim para fazer outro.

Em situações difíceis, muitas vezes nos superamos e assim foi com a Dilita. De tímida modista, ganhou envergadura de alfaiate, comprou tecido assemelhado, viu todas as falhas do original, que aliás eram muitas e como de costume nas roupas prontas. Modelou um novo, cortou e costurou um bem, bem, melhor.

Em verdade, do antigo só aproveitou os botões!

Presenteou ao marido de surpresa.  Olímpio passou a usa-lo no dia seguinte para ir ao trabalho, sentindo-se  o tal. Sempre garboso, ficava a repetir a todos que perguntavam de onde viera aquela perfeição em corte e costura - feito pela minha esposa!

A vida é assim, cheia de possibilidades e as vezes não giramos a nossa roda e ficamos a lamentar, sem tomar providencias. Quando efetivamente decidimos rever a situação, por vezes, o fato ou  a perda não é tão significativa e a solução é muito melhor do que tínhamos anteriormente.

Como não somos de grandes rupturas, devemos olhar bem antes de descartar  toda a  situação e, se possível,  aproveitar  algo do momento anterior que possa nos ser útil na atualidade. Assim  fez a  Dilita, que aproveitou os botões do casaco do seu Olímpio na sua obra de arte.

Os botões ficaram ali pregados como memória viva de temos infinitas possibilidades de novos arranjos,  basta-nos o  querer!

Para os que se amam esta "costura de vida", torna-se ainda  mais fácil. O casaco de seu Olímpio, assim como o casamento,  já somam decádas - isto foi nos anos sessenta e eles ainda podem rir juntos desta situação e, de tantas outras, mais difíceis ou mais fáceis que tiveram.

Creio, nos meus devaneios,  que Dilita poderia fornecer moldes, mas não de casacos...  moldes para uma vida a dois, duradoura!. Cada um de nos poderia  fazer as nossas adaptações. Sonho ou devaneio?! Vou tomar um café para me plantar.

Dilita querida, pena que das minhas histórias de casamento não sobraram nem os botões, mas mesmo assim, vou verificar a caixinha com cuidado, enquanto passo um cafezinho e ...quem sabe? se não achar, será que farei de novo?!!!!

Beijos minha amiga e parabéns aos dois.

Abaixo o link  o post  da Dilita que está ótimo. Releio tomando um cafezinho e acho ainda  melhor!

http://rendadebirras.blogspot.com.br/2013/11/o-casaco-branco.html
 

Dilita com seu vestido de primavera. Para o seu Olímio, ela sempre será a sua estação das flores - foto do perfil de Dilita, gentilmente roubada...rsrs
 

Nossa mente tem uma infinidade de possibilidades, mas, por vezes, só enxergamos o nosso quadrado - Foto - sucatas facebook

10 comentários:

  1. Vão-se os anéis mas ficam os dedos...É a lição de que a vida continua, sempre, para lá das intempéries embora, por vezes, seja necessário um pequeno empurrão...São de muitos destes momentos que despontam os génios, não raro escondidos por trás de um derrotismo atávico que se carrega como um fardo inevitável...Foi-se o fato, ficaram os botões dos quais, afinal, brotou uma nova aurora...Deixo aqui a minha admiração a esta lição de vida da Dilita, que Você deslindou com a sua prosa elegante, fluída, profundamente humana...Obrigado a ambas!

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  2. Caro amigo
    Mérito de Dilita. O pos dela está ótimo e inspirador.
    Obrigada pela visita.

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  3. A necessidade é a mãe da invenção e a avó da arte! :-)
    Bonito blogue e linda história! :-)
    Boa semana,
    Sónia

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    1. Obrigada pela visita Sonia.
      O post original da Dilita é muito inspirador e aqui tudo que passa epls meus dias vira resenha para ser cotada ao sabor de um cafezinho.
      Volte sempre que quiser. Será um prazer.

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  4. Vi o seu blog no comentário que deixou no Reinventar um Portugal mais risonho. Vim conhecê-la e gostei. Já me fiz seguidora. Eu tenho o Começar de Novo juntamente com uma amiga e convidaram-me a participar no Reinvenar e aceitar. Este tem o propósito de mostrar o que de bom se faz em Portugal, pois, com esta maldita crise os portugueses andam tão desanimados que se esquecem de olhar para o muito que acontece de bom. O post é meu, mas com certeza que a Sonia lhe vai responder. Já agora os meus agradecimentos e deixo também o convite para visitar o Começar de Novo. Se gostar, adoraria vê-la por lá. Queria também dizer que o nome escolhido para o meu blog tem muito a ver com o Brasil. Vivi aí muitos anos e os meus filhos ( já adultos ) são brasileiros. Vou ao Brasil com Frequência, pois lá ficaram o meu irmão e pais, além de um montão de amigos. Considero-me luso-brasileira e devo tudo a esse país maravilhoso. Um beijinho e fique bem!
    Emília

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    1. olá querida.
      obrigado pela visita.
      Fico feliz com sua adesão como seguidora.
      trabalho ocm Projetos rurais onde há muita experimentação de práticas agroecológicas alternativas e a organização social é a base de toda gestão.
      Se tiver algo que lhes sirva para replicar, estamos a disposição.
      Aqui no cafeebolinho receitas e resenhas, masi resenhas que receitas, muita conversa e casos é o mote dos posts. Esteja á vontade e volte sempre,
      Abraços fraternos

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  5. Olá querida Nouredini

    Só queria aí estar para lhe dar abraços afectuosos de enorme gratidão!
    Escreveu um post tão bonito. Eu não fico surpreendida quanto à qualidade, pois há muito que lhe manifesto a minha admiração pela forma valorosa como escreve.
    Agora quanto à minha pessoa, eu fiquei encantada!!! Até foi "roubar" a foto... fez muito bem. Eu era uma linda môça, era mesmo, e naquele baile de carnaval eu era toda primavera, desde o vestido, à idade, e à alegria. Já está tudo tão longe, mas sabe bem recordar.

    Já afirmei, mas repito apreciei imenso o que escreveu, e de como uma história verdadeira, mas simples, a Nouredini construiu um texto tão valoroso.

    Também achei muito interessante o quadrinho com as bicicletas, e os botões parte integrante e alusiva , pois foi o que sobreviveu sem estrago áquela "minha tragédia..."

    Então dos seus casamentos não restou nada? Talvez rebuscando chegue a outra conclusão. Mas de certo sobrou experiência, um bem em que não reparamos... E porque não "fazer " obra nova, como eu fiz com o casaco... É sempre altura de construir algo, quem sabe um grande amor ! É sempre tempo para amar, disse o Poeta, não sei o seu nome, mas não esqueci a afirmação, e estou aqui a enviá-la para si amiguinha com muitos beijinhos e desejos de muita paz e felicidade.
    Dilita

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    1. Amiga,
      restou sim. Restaram 2 filhas maravilhosas, das quais já falei; o pai delas é um pai excelente e um amigo a quase 40 anos. De todos maridos só de um só restou o aprendizado, dos demais somos muito amigos e ainda este ano, quase voltei com o Paulinho - Aquele que chamo de um ex cheio de prerrogativas.
      casei, casei, separei, fiquei viúva, casei e até só amiga da ex e atuais esposas do meus ex-maridos. fui feliz e tive muita sorte nos relacionamentos enquanto duraram. Só não consegui envelhecer com nenhum deles e talvez, seja disto que sinto falta.
      Beijos minha querida, votos de uma saúdede plena e harmonia junto aos seus.

      P.S. hoje no almoço usei Azeite Figueira da Foz em sua homenagem.
      Vc usa as folhas da oliveira? Aqui tornou-se moda e até nos sais de banho que estou fazendo as misturei com as ervas.
      Eita Portugal cheio de coisas e pessoas gostosas ..bacalhau, castanha, azeite, d
      Dilita, Olímpio Zito, Tuta...

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  6. Estou em falta com o Zito. Também lhe vou enviar umas palavrinhas, mas agora ainda não, são horas de jantar, e o Olímpio já está à espera; o Olímpio e a nossa filha, a que ainda está connosco.
    Assim só logo, se o frio não apertar. Ontem ás 11 da noite a temperatura aqui na Figueira era de 4 graus. Vai passar, porque ainda é outono, mas até lá vamo-nos encolhendo dentro das camisolas de lã.
    Mais uma beijoca.
    Dilita

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    1. Querida,
      cuide-se neste frio, Muito caldo quente prá dentro!
      Não há falta entre amigos, só saudade!
      Saúde e paz

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