25 de mai de 2015

Saudade de quando o carteiro não trazia só contas a pagar



Quando as notícias nos chegavam por carta, telegramas e raros telefonemas era possível que demorasse dias entre uma e outra. Depois os telefonemas foram amiudando o intervalo, encurtando a distância, a internet trouxe os e-mails, blogs e as noticias ficaram mais rápidas que o passar de um cafezinho!
Ficamos ligados, antenados e informados numa rapidez de click, mas nada se compara ao Whatsapp ou "zap zap" como carinhosamente passamos a chamar. De fato é zap, um flash, segundos entre enviar e receber. Sabemos de tudo na velocidade dos bits, ou naquela em que, dedos enferrujados, conseguimos digitar...rsrs.


Como tudo  é dual, bom e ruim, alegre e triste isto comunica, atualiza, mas virou um problema: -  Quando enviamos e recebemos uma mensagem, esquecemos que o outro pode estar trabalhando, dirigindo, comendo, atendendo, namorando e muito pior, há quem responda neste mesmo ritmo, mesmo ao volante ou deixando sem atenção que está ao seu lado, ao vivo e em cores.
O outro no virtual tem prioridade, assim o médico interrompe seu atendimento, o motorista se arrisca e arrisca os outros, o aluno esqueça a professora, a balconista perde a venda, o porteiro não abre a porta, as pessoas atravessam a rua sem olhar para os lados porque só olha o teclado. Virou um mundo de loucos!

A quem não se respondeu de imediato, compra-se uma  briga e até uma inimizade (os tracinhos azuis são os fiscais!!!!). Sei que corro o risco, mas me recuso a entrar nesta paranoia. Não atendo dirigindo, não saio do banheiro correndo, desligo em aulas, palestras, reuniões, cinemas e faço intervalos para ler mensagens e responder. Esta semana vi um vídeo de desenho animado sobe esta loucura s mundial. Pena que não consegui colocar aqui, mas o site é um equivalente chinês do youtube, o youku. Deixei abaixo, um link do meu Facebook. Chega a parecer cômico, se não fosse trágico.

https://www.facebook.com/nouredini.heide.oliveira

Não voltemos a carta ou  que percamos as oportunidades criadas pela tecnologia da informação, mas que recuperemos o bom senso e tomemos um tempo para o café e a ponderação, são os meus votos. A máxima pense antes de falar, vale para pensar antes de zapear!


Abraços a todos,



(imagens da web, propriedade do aplicativo)

4 comentários:

  1. Olá querida Viviana

    Tem razão. Instalou-se o tudo mais rápido, e já ninguém quer abdicar. Ninguém, ninguém não é bem verdade, pois ainda exitem umas almas desgarradas a persistir no equilíbrio, mas correm o risco de serem cilindradas, e atiradas para o canto.
    Esperar com o coração a bater, a vinda do correio... onde é que isso aconteceu? Noutra galáxia ? - dirá a actual juventude. Actualmente, a carta já não é necessária, e coração a palpitar... com tudo tão há mão de semear já não há lugar para esses anseios. Tudo muda minha amiga, o grande carrocel da vida é imparável, ninguém o trava. Eu tenho a certeza que sou o passado. O presente e o futuro é para os mais novos - outros costumes também- não censuro nem
    aplaudo. Não gosto, mas, "boca fechada."
    Gostei do seu post - a Nouredini, é uma pessoa com visão actual, contudo sem se deixar escravisar pelas novas tecnologias. Tira delas apenas os beneficios inerentes - aqui eu aplaudo.

    Grata pela visita no meu cantinho, e palavras amáveis que sempre me deixa.
    Tem de vir até cá para conhecer de perto o nosso pequenino Portugal, e as suas belezas.
    Beijinho, e aroma de café.
    Dilita

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  2. Oh minha amiga Nouredini, troquei-lhe o nome no inicio da escrita - desculpe. A Viviana é portuguesa, e é outra blogueira que eu estimo, e me retribui de modo igual. O blog dela também é bonito, o endereço é Olhaioliriodocampo
    Desculpas renovadas, e outro beijinho.
    Dilita

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    Respostas
    1. Querida,
      não se preocupe. Se a viviana é sua amiga, fico feliz com a confusão.
      Tive que me modernizar para sobreviver pessoal e profissionalmente. O fato de ter certa contemporaneidade com as filhas me ajudou e muito. Entretanto, prezo os laços e a atenção entre as pessoas. A relação mesmo virtual com a nossa, pode ser pontuada de carinho e atenção, tudo a seu tempo. Afinal, há um tempo para todas as coisas abaixo dos seus.
      Bjs fraternos.

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  3. Agora, minha amiga, veja-se a viver numa ilha, a sete dias de distancia marítima da Europa, antes de haver aviação comercial e as rotas marítimas não garantiam mais do que um navio mensal...Cartas, jornais, revistas, encomendas, tudo chegava com 30 dias de atraso e, talvez por isso, tinham a importância afectiva que hoje se não sente num e.mail que quase chega antes de partir! Ainda hoje, amiga, eu adoro receber uma cartinha, esse dinossaurio da comunicação humana!
    Beijo epistolar
    Zito

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