24 de mai de 2013

Tomo um café, enquanto Adriana fala por mim.

Toda vida envolve sofrimento, que resulta do desejo e do apego - afirma o Budismo.
Esta reflexão não me veio à toa. Ela surge enquanto ouço Adriana Calcanhoto neste intervalo malemolente de um expediente de sexta-feira.

É fato como somos apegados e como pensamos não existir sem o outro. O objeto do nosso amor passa a ser único, raro e indispensável. Deixamos o presente para expectar o futuro, um futuro que nem sabemos se virá a ser.

O tempo nos confere muitas coisas e aprendizados, mas em termos de sentimento, creio eu que faltei a muitas aulas e continuo em um  estágio assemelhado ao da juventude. Fato, no mínimo, rísivel!

Ouço a música degustando meus golinhos de café, mas creiam parece-me que mordo pequenos pedaços do picolé (gelado) no pátio do colégio.

Como tudo é dual, isto não se constitui só na mazela do apego e também tem seu lado belo: - amamos com a mesma intensidade e fervor da juventude em qualquer idade e, se isto serve de consolo, expectamos e nos alegramos da mesma forma.

Alberoni tem um livro que fala sobre o enamoramento e o amor e nele distingue estes dois processos, mas  a isto que descrevo como amor, ele qualifica como paixão. Somos seres apaixonados e apaixonantes em qualquer idade. Talvez, a maior diferença resida no fato que a paixão passa e aquele elo construido com solidariedade e respeito vira o amor duradouro.

Como a roda da vida gira e é feita de momentos alegres e trsites, unidos. Lembro que nem todo amor duradouro é viável e lá vem a perda, a distância. Em verdade, será que se perde o que não se detém?

Maravilhoso este mundo de Maya. Tudo é ilusão! Dificíl é admitir.

Repito a música e o café. Me esforço para ter atenção porque é hora de retomar o trabalho. Partilho esta última rodada da música de  Adraina Calacanhoto com vocês. Tomem a liberdade de achar o que quiserem, porque será tudo devaneios e delusões.

Beijos amigos queridos,
Beijo meu querido, você povoa meu imaginário.

Fico assim sem você

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
vão poder falar por mim
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo (2x)
Composição: Abdullah / Cacá Moraes ·
 
 
O umbuzeiro passa o ano todo seco, mas basta a primeira chuva e ele nos brinda com suas folhas, flores e frutos!

Assim, somos nós com o amor, basta um tantinho d'água doce da fonte amada e nos abrimos em encantos.

7 comentários:

  1. Umbuzeiro, cafezinho, amor eterno e Calcanhoto, um coquetel que nem a Maquiavel lembraria...Neste desfilar de vivências trasitórias a gente acaba concluindo que a única coisa garantida é a morte...A morte e o momento que passou, irrepetivel, mera chancela no pergaminho da nossa memória, contador de mil escaninhos, vazios do quase nada da vida breve...Já Calcanhoto é outra história (desculpe mas não consigo escrever de outra maneira...).Mau grado o nome de futebolista de extrema habilidade com o calcanhar esquerdo, esta Senhora me fascina, até quando inspira o ar que depois vai saír ornamentado das mais belas estrofes...De cafezinhos, mais ou menos defecados, temos falado, já de umbuzos, não, mas me cheira a planta oportunista, como o amor pós-paixão!

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    1. Umbu oportuniza. Oportuniza ao sertanejo uma das poucas alternativas de sobrevivência durante a seca brava.
      Sofre calado na estiagem e festeja na chuva, oferecendo sombra, frutos para chupar maduro e comer com sal, quando verdoso. Dele faz-se o doce de um azedinho gostoso e a famosa umbuzada para beber de golada.
      Sobre o amor só sei senti-lo, não importa como o qualifiquem. Amo. Este é um estado que eleva o homem a categoria de divindade.
      Quanto a morte, se nos é garantida também nos propiciar a próxima vida, seja onde for que acredite!
      Obrigada caro amigo pela sua presença frequente, seja qual for a estação. Contar contigo me enche de alegria e prazer.
      Beijos azedinhos,
      Nouredini

      P.s. Nossos aniversários estão próximos e temos que comemorar - 1/6 e 3/6. Traga o vinho e o arroz, que faço o bolinho..rsrs.

      Amigo, se permitires vou guardar " vazios do quase nada da vida breve", achei muito poético.

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  2. Minha amiga, as palavras depois de ditas pertencem ao vento, ou à mente em cujos neurónios ousem pousar...
    Eu já disse a você que uma vez conheci uma Heyde Carvalho?
    Meus olhos, cançados de tanto olhar para dentro, podem para clarear um pouco o fundo dos posts ou escurecer a cor dos textos...Combinado?
    Beijo míope
    Zito

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  3. Desculpe mas deixei passar ao lado as referencias natalícias...Pode parecer estranho mas eu sou fan da cozinha chinesa e aproveito o dia do meu aniversário para satisfazer a minha gula oriental, noemalmente rodeado dos filhos, dos netos, da nora e do genro, meu irmão+mulher e um ou outro paraquedista ocasional...Bolinho era capaz de caír bem!

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Sem probkemas cao amigo, o menu só nao pode faltar as boas companhias e deste mal você não padece.
      Vou trocar o bolinho por um quindim. Combinando ou não , vai alegrar seu coração.
      Abraços






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    3. Bolinho ou quindim, tanto faz! Vindo de quem virá será sempre lindo e saboroso!

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