11 de set de 2013

Ruim mesmo quando velho, só o café!

Esta semana apregoei que a idade não confere beleza, mas pacifica. Mais que isto, a idade nos deixa  à vontade com que temos de bom e ruim, de belo e feio, estético ou não. Passamos a ser mais autênticos  e mais condescendentes conosco.

Quando jovem usava os cabelos  longos para esconder as orelhas grandes. Hoje uso argolas e ponho os cabelos para trás, sorrio com meus dentes grandes, tortos e faltantes e arrisco a achar-me bonita em alguns dias (raros..rsrrs)

Voltei a controlar o peso por necessidade e por vaidade, sai de obesa para gorda e em breve...gordinha. Magra? É pedir muito e espera demais! Velha magra, fica pelancuda!

Este ano comprovei que nos apaixonamos e amamos com a mesma intensidade da juventude, mesmo na velhice e, nem nos preocupamos com quantos anos teremos para curtir estre amor. Também, sofremos com as separações e decepções. Eu sofri!


O que muda em relação ao amor é que nos recuperamos bem mais rápido, porque temos tantas coisas para viver ainda, que não podemos perder tempo a chorar estas perdas. Embrulhamos as perdas  num papel azul e carregamos  no cantinho do coração, no espaço das memórias.

A esta altura, sabemos o quanto  e onde precisamos mudar, mas nos conformamos em mudar apenas o que é possível, sem culpas e sem autopiedade.  Mantemos pilares da nossa construção -  a ética e valores  e neles acomodamos  as ações diárias , tijolo por tijolo,  num desenho lógico. Ops, isto é de Chico Buarque!

A saúde piora como contrapartida aos excessos da juventude e da degeneração celular, mas também exigimos menos do nosso corpo, somos mais compassados e temos outro ritmo. Aprendemos a negociar os dias e suas necessidades particulares, intercalando doses de descanso.

Então, não vejo desvantagens nos meus 54 anos, porque penso que ruim mesmo quando velho, só o café!

 

 

 

4 comentários:

  1. Sempre ouvi dizer que o hábito não faz o monge...Como a farda não faz o soldado...O inteligente será sempre inteligente, seja gordo ou seja magro...O bom, mesmo, do perú assado é o recheio!
    Zito dixit!

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  2. Olá! Olá Nouredini!

    Suas postagens sempre muito interessantes. Gosto mesmo.

    Mas, está a auto proclamar-se Velha... Que é lá isso?! Ainda está longe desse této.

    Eu sim, posso afirmar, mas não quero. Não me olho no espelho por muito tempo, e quando acordo de manhã penso "ainda cá estou..." No passado dia 5 festejei 76, convenhamos que é uma medida bem aviada... Vivi, o tempo passou, mas como a cabeça ainda regula, estou contente com o privilégio.
    Abraço para si amiguinha, da Dilita.

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    1. Primeiro um parabéns para você cheio paz, saúde , alegrias e como não poderia faltar, café e bolinho!
      Para as minhas expectativas, já me encontro na velhice. Não me incomoda, mas a tenho como verdade.
      Faltam ainda 4 anos para minha aposentadoria e trabalho 8 a 10 horas por dia. Sinto-me ativa e produtiva, mas socialmente incluída no rol dos velhos.Não há demérito, só constatação.
      Constato também,que para vocês o conceito de velhice difere daqui. Talvez, costumes e hábitos de uma europa de idosos ativos.
      Pretendo visita-los em breve e, quem sabe estando por aí tomarmos um bom café.
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