4 de ago de 2014

Voltei, sem ter ido.


Após uma forte virose dessas QCC *, que pode matar os mais velhos, me sinto viva.  Zonza é verdade, mas pronta para me assenhorear do meu espaço.

Me dei conta que além da saudade fui abatida por um sentimento de  impotência e vejo que preciso ter consciência do quão pequeno é meu círculo e giro no entorno do meu umbigo. Percebi que conto com poucos e fraternos irmãos e que estes valem muito. Alguns nem conheço pessoalmente, mas foram capazes de se mobilizar com mensagens e e-mail que cruzaram o oceano. A outros ocupei em providências de remédios e frutas e que  logo atenderam com carinho.

Assim como dizia meu falecido pai, o pouco com Deus é muito e há muita verdade nisto, independente de conotações religiosas. Há os colegas que assumiram minha parte de obrigações no trabalho, o chefe que esperou a melhora efetiva, a irmã que ofereceu sua casa, a que ofertou sua pequena poupança,  a funcionária do prédio que se disponibilizou em favores e os que com fé desejaram que tudo passasse da melhor forma.

Foram 4 dia de imersão em lençóis e episódios desagradáveis de contar, mas o pior foi assisti todos os jornais e noticiários e constatar que  o vírus da violência está crescendo suas fronteiras.

Hoje há cerca de 41 áreas de conflitos ativos e armados no mundo, fora a guerrilha diária do tráfico, da violência urbana e da fome que assola o mapa. Viajar de avião, um medo comum de muitos, se tornou ninho de mercado de empresas que mapeiam as rotas mais arriscadas.

Me dei ao trabalho de instalar no tablet uma aplicação flightawhere e vi espantada o trânsito de aviões  sobre estas áreas, mas isto é risco potencial. O que dizer de morar em Gaza - uma faixa de terra cercada de bombas por todo os lados.

A última vez que que pensei neste conceito era para falar de ilha e, de fato, Gaza é uma ilha de terror!

Assisti imagens de crianças despedaçadas , viúvas desesperadas e homens que choram qual crianças. Vi como meu mundo é pequeno e minha catástrofe mais próxima era uma virose, a saudade das minhas filhas e um sentimento de solidão.

Como sou egoísta! Há um mundo se despedaçando e eu sou o mundo, sou humanidade.Como posso contribuir? Posso vibrar, posso gritar, posso protestar, mas  e sobretudo, devo não construir conflitos armados no meu dia a dia. Conflitos de palavras e pensamentos que ferem, conflitos de consumo desenfreado, conflitos de não pagar o preço justo da minha faxina,mas pagar o dobro numa refeição, sapatos  ou livros.

Pequenos e incoerentes conflitos de exigir racionalidade Israel e ser irracivel comigo e com minha família.
É tempo de coerência, e tempo de temperança. Tempo de colocar a razão, a mente a serviço da paz. Pois ja ensinou o Mestre: - Não há caminhos para paz, a paz é o caminho.

Doravante o café e bolinho  escolhe postar fotos de  flores brancas para nos lembrar a necessidade imperativa de paz. Aos que quiserem postar e contribuir mandem a sua imagem com a fonte para heide.oliveira.nouredini@gmail.com e nosso luto será branco, branco de paz que soma todas as cores em seu caleidoscópio.

Bjs e de volta ao batente que nem café quente!




* queda,caganeira e catarrot

Um comentário:

  1. Desde a primeira grande guerra mundial em que morreu 1/4 da população (foi quando Caím matou Abel), nunca mais houve paz na Terra...E, Deus me perdoe, mas julgo que jamais voltará a haver!
    Folgo em sabe-la de volta ao "mundo-cão", apesar de tudo e gostei de saber que apreciou o nosso ombro amigo, embora tão distante...ELE estará sempre aqui. mas desejamos que dele necessite o menos possivel!
    Haja Paz!
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