14 de ago de 2014

Nem deu tempo para o último cafezinho.


Ontem fomos surpreendidos com a notícia da morte de Eduardo Campos em um acidente aéreo na área urbana de Santos – SP. Junto com ele 6 outras pessoas e 10 outros feridos em solo.

Eduardo campos não era o meu candidato, mas esta não é a discussão. Ele  representava a renovação de quadros políticos no país e fizera um carreira em seus curtos 49 anos de vida , recém completados no domingo passado. Em 20 anos foi chefe de Gabinete do Governador Miguel Arraes, ícone da política de esquerda no Brasil, foi Deputado Estadual e Federal por mais de um mandato, Governador reeleito com um índice de aceitação de 80% dos eleitores e participou ativamente nas mudanças democráticas no Brasil.

Esteve com os últimos presidentes em  suas gestões,  foi Ministro e apoiou o atual Governo. Quis por seus motivos e princípios alçar seus próprios voos e incorporou na sua candidatura a Rede Solidariedade de d. Marina, buscando incorporar seus quase 20 milhões de votos na eleição passada, uma estratégia ousada de união de forças

Era um articulador nato. Um politico matreiro!

Com tudo pronto para começar  o horário eleitoral na TV na véspera do acidente, terça a noite, participou de pesado debate e já de manhã partia para uma nova rodada em S. Paulo, onde tentava crescer seus índices. Em comum acordo com sua esposa pegaram distintos roteiros, ela seguiu com o filho e o sobrinho para o Recife e ele, com assessores e equipe, para compromissos de campanha.

No domingo, ele e toda família comemoram o dia dos pais com festejo duplo de aniversário e os filhos gravaram um vídeo caseiro reafirmando o amor por ele. Um vídeo para consumo interno da família não fosse à tragédia.

As tragédias nos chocam  e nos paralisam, sofremos porque não lembramos a impermanência das coisas. Tudo é impermanente. A vida é impermanência. Tentamos driblar esta verdade, escamoteamos, pomos no canto e a deixamos como algo forte, verdadeiro mas que raramente internalizamos ou praticamos.

Minha vó e toda sua geração, com poucas palavras, sempre afirmava: - para morrer basta estar vivo.

Temos que estar sempre prontos e entregues porque somos passante se se bobear, nem dá tempo para último cafezinho!

R.I.P todas as vítimas da tragédia do voo de Santos, vibramos que suas famílias encontrem a compreensão e vocês novas oportunidades.
Por todos que se foram a tragédia e seus familiares, vibremos

Estas vão pela trégua  Gaza e pela paz em todos os conflitos do mundo

4 comentários:

  1. É sempre triste o inesperado desaparecimento de alguem capaz de dar algo de si em prol da comunidade, seja qual for a sua cor politica! A vida é, efectivamente, injusta!

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    1. De fato querido amigo, tragédias não tem bandeira partidária.

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  2. Apesar de não estar ao facto da vida pública deste Sr.,lamento a fatalidade do seu desaparecimento precoce, e em circunstâncias tão trágicas.
    Dizia o povo, antigamente, " onde tiveres de ir, não podes fugir..." será assim mesmo? Na verdade, quantas vezes teria este Sr. viajado de avião, sem que nada mau ouvésse a registar. Mas desta vez foi diferente, foi como se o seu fim já estivesse marcado para acontecer nesta data. A todos que pereceram neste acidente,o meu lamento, e as palavras de sempre que estejam em paz.
    Beijinhos.
    Dilita

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